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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

o malfadado número

   Investigadores ingleses (com certeza daquelas que não sabem o que fazer aos fundos que recebem) fizeram mais uma descoberta que nos deixa de boca aberta...pela sua percentagem de rídicularidade. Segundo estes peritos, as mulheres que vestem o 38 fazem mais amor que as restantes.

   E um número de dois dígitos apenas assume assim uma significância estrondosa. E vamos lá ignorar isto, porque a vida é muito mais do que números, principalmente quando falamos de relações humanas e da veia mais pessoal e íntima de cada um. Qualquer dia temos o povo masculino mais esfomeado a perguntar à fêmea durante um first date ou coisa do género "e já agora, quanto é que vestes?".

  Vestindo 38 ou 48 a vida de cada um é uma sucessão de escolhas e opções e, assim como podemos escolher usar calças ou saia, preto ou vermelho, também somos nós que escolhemos fazer o amor ou não. Afinal, de que importa o número das peças de roupa que vestimos, se elas são para tirar e são?

   Fosse eu uma mulher das ciências exacta e de repente a minha vida afiguraria-se enfadonha e pouco activa...apenas eu e os meus humildes (mas orgulhosos) 34´s a protegerem o meu metro e cinquenta e nove... 

Vem aí sarilho

 

 

«Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde é que acabam».

  

 

 

   E o Excelentíssimo Sr. Cardeal meteu-se também num belo sarilho com esta pouco feliz escolha de palavras. E à primeira vista, duas observações parecem-me pertinentes: a) não admira que a Igreja Católica tenha cada vez menos fiéis seguidores (passa a redundância) e b) o Sr. Cardeal não faz a mais pequena ideia do que é o amor e do que podemos e não podemos fazer quando ele entra na nossa vida.

Vicky Cristina Barcelona

 

   Bizarro. Bem ao jeito de Woody Allen. Bons desempenhos. Scarlett Johanson continua a nova musa de Woody e Penélope Cruz tem um frenético desempenho excelentemente alternado entre o inglês com prenúncia e o sempre engraçado espanhol, enquanto Javier Barden encarna muito bem o seu papel de artista sedutor com um coração e um corpo com espaço para uma, duas ou três chicas e não se cansa do "in english, Maria Elena". 

   Uma história sem grandes lições ou grandes momentos. Uma outra perspectiva do amor e das relações entre os seres. Um amor que só é perfeito quando é incompleto. Doentio. Confuso. Alternativo.  O par perfeito quando vivem longe um do outro. A amizade como solução. O cortar raízes de vez e para sempre. Um filme que não cansa. Agradável de se ver.     E no entanto, é impossível não nos rendermos à banda sonora simplista mas optimista, ao som da guitarra espanhola comovedora. E é impossível ficar indeferente a cada pormenor do cenário, que confirma a beleza inagualável de Barcelona (e já agora Oviedos), com ou sem Vicky, Cristina ou Maria Elena.

O melhor emprego do mundo

  

  O governo do Estado de Queensland, na Austrália, está a oferecer o que considera "o melhor emprego do mundo": o de empregado de uma ilha paradisíaca. O local de trabalho é a ilha Hamilton, uma das 600 ilhas da Grande Barreira de Corais, o maior recife de coral do mundo, que abriga um complexo e diverso ecossistema.  A vaga é para um contrato de seis meses e o salário é de cerca de 100 mil dólares. Entre as responsabilidades está alimentar as tartarugas marinhas e peixes (que canseira), limpar as piscinas (isto já é um abuso, vá!), observar baleias e mergulhar (e pagam-nos para esta maravilha?). Além de cuidar das tarefas rotineiras, o empregado também dever manter actualizados blogs, diário de fotos e vídeos sobre o trabalho (mais uma verdadeira dor de cabeça ). O governo esclarece que o candidato não precisa de qualificações académicas, mas saber mergulhar, nadar e ter espírito aventureiro (oficialmente apta!). Na ilha de Hamilton, o governo oferece estada numa casa com três quartos (ainda dá pra alugar os outros quartos) e com vista para o mar (dream, dream, dream). Quem for o escolhido deve começar a trabalhar no início de Julho.

   Eu pagava pra lá ir meus amigos! Mas se querem oferecer 100 mil doláres para termos uns dias inesquecíveis nós lá faremos o frete de aceitar. Eu só peço um emprego normal e estes oferecem um sonho e ainda pagam para sonharmos! Heaven on earth. Há pessoas com sorte.

   Invejinha...grrrr....

o desafio do puto

  

   Tinha prometido a mim mesma que não ia fazer nenhum post acerca do prémio atribuído a Cristiano Ronaldo, mas ao folhear o Diário de Notícias de hoje encontrei este piquena frase e achei que ela se ajusta mesmo bem ao puto maravilha.

   Algures no ínico do jornal alguém rabiscou:

   "Depois do desafio do talento segue-se o da maturidade."

  

Controla as asas borboleta, limita-te a reescrever a frase e engolir possíveis comentários e/ou observações.

«Podem largar os fogos»??? E esse sorrisinho ao receber o prémio? E inglês não se fala, menino prodígio?

Controla-te. Controla-te.

If i were a boy

  

   Regresso a casa com os pés gelados e o desejo de um aquecedor e o meu pijaminha. No rádio toca "If I were a boy" da Beyonce, escuto a letra desta música, que até é agradável e dou por mim a pensar...eu nunca poderia escrever uma música destas, porque se eu fosse um rapaz/homem seria exactamente como Ele, a pessoa com quem partilho tudo o que sou há mais de 3 anos e que contraria todas as teorias acerca de todos aqueles defeitos que parecem inerentes ao género masculino.

   Confirma-se: ainda existem boas pessoas neste mundo. Não perfeitas. Mas únicas e especiais.

 

(E com isto esgotaste o pacote dos elogios para este mês:p)

"Óh filha. eu quero lá saber..."

  

   Em plena crise económica e recessão e etc e tal há conversas dignas de um post neste blog em pleno centro comercial:

     - O Bestido era meMo lindU. Mas custaBa 250 euros.

     - Óh filha eu quero lá saber. Eu quero é ter uma roupa "féshion".

    Ok! Não quer saber... mas deveria querer saber que ser "féshion" não é sinónimo de usar roupitas acima de determinado valor ou de determinada marca. E também deveria querer saber que essa história de crise económica é mesmo verdade e veio para ficar. E já agora, ser "féshion" é muito mais do que usar um vestido bonito. Saber estar e ser (e já agora falar) é tão ou mais importante. Ah! E fashionistas nunca, nunca, se passeiam no shopping de fato de treino.

 

Controla a má língua `Na. Envenenas-te no teu próprio veneno, lagartixa demasiado observadora.

By the way, não é o vestido dos 250, mas é lindo maravilhoso.

11 pernas em campo

 

  Em pleno jogo do SCP, jornalista para Carla Matadinho:

         - Achas que o Sporting tem pernas para ser campeão esta época?

         - Pernas tem. Só em campo estão ali 11 pernas...

   Ora bem, questiono-me se: 1) há uma perna a menos e então temos um pobre de jogador que anda para lá a correr só com uma pernita...ou então, 2) há uma perna a mais e ponho-me a pensar qual será a 11ª perna...

   É que ela já nem está loira.

Quem sou eu?

  

Um tal de Rolf Dobelli, especialista em qualquer coisa que ainda não percebi muito bem o quê, escreveu um livrito intitulado "Quem sou eu?", onde apresenta 777 perguntas (!!!! há quem tenha paciência para 777 perguntas sobre nós próprios?Medo...) que têm como missão aumentar o autoconhecimento de quem as lê. A revista Elle, apresenta as 20 mais interessantes (nível de interesse é subjectiva, como a escolha demonstra). Vejamos alguns exemplos:

   1. Além dos macacos, de que outro animal gostava que descendessemos? Ou preferia que pessoas diferentes descendessem de animais diferentes? - Uma questão bastante profunda, que me parece de facto determinante para que me sinta melhor ou pior pessoa. Descender dos macacos não me incomoda minimamente. Os bichinhos até são engraçados, inteligentes, agéis, comem fruta...o que me preocupa é encontrar humanos num nível de desenvolvimento inferior em relação ao dos macacos. O que me leva a questionar quem descende de quem...Quanto a descender de aminais diferentes, não é já isso que se passa? Consigo-me de lembrar de: vaca, boi, touro, porco, lesma, caracol, eu própria borboleta...

    2. Gostaria de poder ler os pensamentos das outras pessoas se elas também pudessem ler os seus?  - Não obrigada. Prezo muito a minha privacidade e a dos outros. Nem quero pensar a confusão que seria. "Como és capaz de pensar uma coisa dessas?", "Quem é que pensou?". Brrr...

   3.  O que lhe vem à ideia quando tenta não pensar em nada? - A minha preferida, confesso....o que pensamos quando não pensamos em nada...que tal, nada? E que tal, isso é impossível? Não temos botão On/Off.

   4. Acha que é uma vantagem lembrarmo-nos de quase tudo? Ou acha que seria melhor que depois de uma experiência vivida pudessemos ser nós a decidir se a guardaríamos na memória ou a esqueceríamos por completo? - A memória é apenas e só aquilo que de melhor possuimos. Sem ela não tinhamos passado, não tinhamos uma história, não tinhamos uma vida. Só aquilo que nos marca é memorizado. Positiva ou negativamente. Tudo o resto acaba por ir parar à reciclagem, É isso que nos torna únicos e seres humanos.

   5. Acha que os presentes que os três Reis Magos levaram ao Menino Jesus eram os mais indicados? O que teria você oferecido? - Igualmente boa e bastante pertinente. Who cares??? E, mais importante, o que é que isso revela sobre mim? Que sou mais ou menos consumista? Que gosto de ouro, incenso e mirra?  So what?

   6. Que cenário seria pior para si: nunca mais conseguir apaixonar-se ou ninguém voltar a apaixonar-se por si? - E quem controla isso, hein?

   7. Como agradece um presente que não lhe agrada? - Da mesma forma que agradeço um que me agrada: obrigaaddaaa (ok, ok, aqui a quantidade de "a" poder variar conforme o grau de satisfação). O que se faz depois com o presente é que já é outra história.

   8. Imagine que podia inventar novos sentimentos, como um químico cria novas substâncias. Que sentimento optaria por inventar para a humanidade? - E aqui posso imaginar 99% das respostas: Paz e amor!!! Ainda para mais em época pós natalícia as respostas seriam as mesmas de sempre.

   9. Tem peças de vestuário que lhe dão sorte? - Desgraçada de mim que tenho quilos de roupa e nunca encontrei essa peça mágica. Acho que vou aproveitar os saldos.

   10. Imagina-se a passar férias na praia com o seu chefe? Que quantia teria ele de lhe pagar para além do salário para a persuadir a fazê-lo? - Ui, ui...incentivos à...hum...como poderei ser querida...hum...venda de nós próprios?

   11. Qual dos dois é mais fácil de suportar para si: a distribuição desigual da riqueza ou da inteligência neste planeta? - é precisamente devido à desigualdade na distribuição da inteligência que existe tanta desigualdade na distribuição da riqueza.

   12. Este mundo seria um lugar melhor se os desejos se pudessem tornar imediatamente realidade? - Não, obrigada. Dado o nível de insatisfação e inveja do ser humano, o mundo seria um lugar (ainda mais) assustador.

   Ok. Parámos por aqui. Se 12 perguntas vos põem a pensar "Não há paciência para isto", imaginem umas magnificas 777... A questão é: qual o objectivo disto, quando se usa um título como "Quem sou eu"?