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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

E é já amanhã

 

  

   «Institucionalização: Para um final feliz». Este é o título. "Os efeitos do internamento em Lar da terceira idade". Eis o subtítulo. Fruto de quase um ano de trabalho e investigação. Tudo resumido em 15 diapositivos e 20 minutos de tempo de antena.

   E amanhã à noite lá estarei eu, a oradora, e lá estarão eles, psicólogos e neuropsicólogos, os ouvintes e críticos.

   Wish me luck, luck, luck.

 

E assim justifico a minha ausência desta magnífica blogosfera.

 

As conclusões deste interessante trabalho serão aqui reflectidas em breve. Para já vou ver e rever as palavras, gestos e olhares. E torcer para que o Dr. Quintino Aires (o big boss da plateia) esteja nos seus melhores dias, que é como quem diz, não virado para a controvérsia e questionamento reflexivo.

  

Uma questão de hormonas

   Investigadores da Universidade de Hertfords-hire, em Inglaterra, chegaram à conclusão que as mulheres têm uma vontade maior de ir às compras dez dias antes do início da menstruação. Estes investigadores acreditam que este apelo consumista é a forma encontrada por nós mulheres para lidar com emoções negativas provocadas pelas alterações hormonais quando nos encontramos numa fase pré-menstrual. Segundo eles, as mulheres compram em excesso apenas para sentirem uma sensação de culpa mais tarde. Esta estratégia permite transferir o mal-estar físico para uma sensação psicológica menos positiva, aliviando muito a dor. O estudo revelou ainda que quem sofre de síndrome pré-menstrual gasta ainda mais que as outras pessoas.

   Outra explicação tem a ver com a fertilidade. Sendo este o período mais fértil da mulher, é natural que elas queiram chamar mais a atenção, comprando artigos que as façam sentir-se mais atraentes. As mulheres vestem-se melhor para impressionar quem as rodeia e terem mais oportunidades de se relacionarem sexualmente.

   No entanto, nem tudo se resumo a esbanjar dinheiro e, por isso, importa saber que a altura do mês em que é mais seguro ir às compras é uma semana antes da menstruação, altura em que o tipo dee consumo efectuado é mais racional e controlado, uma vez que não só se compra menos, como se adquirem produtos de que se precisa menos.

 

   Mais uma vez as hormonas a levarem com as culpas dos nossos comportamentos menos simpáticos...Sendo responsáveis por tanta coisa "má", arriscam-se a serem as nossas melhores amigas.

Relax

 Josie Maran

 

   E aí vêm 4 dias de relax. Fim-de-semana com sabor a mini-férias. Tastes good...

   Não fosse esta chuva e saberia muito melhor.

 

Abre a felicidade

  

   Num momento como este, actual, a coca cola juntou o homem mais velho e o bébe mais jovem. O resultado foi um vídeo excelente, enternecedor, humano e cheio de esperança. 

 

   "Olá pequenino. O meu nome é José e tenho 102 anos. Sou um sortudo. Sorte por ter nascido, como tu. Por poder abraçar a minha mulher. Por ter conhecido os meus amigos. Por me ter despedido deles. Por continuar aqui.

   Quererás saber a razão por que te vim conhecer hoje. É que muita gente te vai dizer «Que péssima altura que escolheste para vir ao mundo», que há crise, que tudo vai mal. Ah! Isso apenas te fará mais forte. Eu vivi momentos piores que este, mas no fim só vais recordar as coisas boas. Não percas tempo com parvoíces, que há bastantes, e vai à procura daquilo que te faz feliz, porque o tempo passa muito depressa.

   Já vivi 102 anos e garanto-te que a única coisa  de que não vais gostar na vida é que te vai parecer demasiado curta .

   Estás aqui para ser feliz!."

 

    Estou completamente rendida a este spot. Sem dúvida uma das melhores campanhas publicitárias de sempre.

O rapaz do pijama às riscas

 

   Sou espectadora assídua de todos os filmes que retratem ou remetam para a Alemanha nazi. Depois de no Domingo ter assistido a "valquíria" e a tentativa de derrubar o Fuher Adolf Hitler, desta vez o eleito foi "O rapaz do pijama às riscas". E que boa eleição. Um filme que parece não prender todas as atenções de início, pois tende a ser mais um filme sobre aquela época, evolui para uma bonita e inocente história de amizade entre o filho de um soldado alemão e um menino judeu residente no campo de concentração. Dividos por um mundo em guerra e por uma vedação, esta duas crianças partilham uma infância roubada. Mas a força de uma amizade tudo pode e as barreiras são quebradas em nome da ajuda e cooperação. E os dois amigos passam a ser rapazes de pijama às riscas, de mão dada em busca da felicidade, de mão dada até ao fim das suas tão curtas vidas.

   Um final poderosíssimo. Uma lição. Não para nós, mas para todos os que viveram aquela época e compactuaram com aqueles princípios. O castigo perfeito para quem teimava em ditar a lei única. O típico feitiço que se vira contra o feiticeiro. A dor de todo um mundo perseguido ali reflectido no rosto de um pai que vê o filho partir...graças àquilo que ele próprio, pai, criou, aprovou e defendeu.

   Vale a pena. Pelo final e pelo desempenho das duas crianças.

 

Sete vidas

 

Culpa. Passado. Memória. Peso. Trauma. Tragédia. 7 mentiras. 7 vidas. Uma verdade.

Redenção.

 

Will Smith no seu melhor. Longe da comédia. Perto da realidade da vida. Dura e crua. Ideal para nos fazer pensar. Para nos "abanar". Para nos mostrar até onde pode ir a bondade humana. E o amor.

 

segredos do consumo

   Paco Underhill, antropólogo que há 25 anos estuda as pessoas enquanto fazem compras, revela factos interessantes em entrevista à revista Sábado.

   Acerca da crise financeira, diz que a recessão se reflecte no facto de as pessoas passarem mais tempo nos corredores, a analisar os produtos e os preços, abandonando a compra de muitos dos artigos escolhidos, motivo pelo qual as lojas se encontram mais desarrumadas.

   Numa altura em que comprar deixou de ser uma actividade lúdica, uma atenção especial deve ser dispensada às mulheres, afinal são elas quem mais consome. As mulheres da actualidade, mulheres de carreira e mulheres de família, têm horários apertados, precisam de entrar e sair muito mais rapidamente, por isso é preciso prestar atenção ao design dos carrinhos de compras, à maneira como são planeados os provadores, os espelhos e as próprias lojas.

   Também nas compras as diferenças de géneros se reflectem. Segundo o antropólogo, os homens compram como caçadores: querem encontrar o alvo e sair porta fora o mais depressa possível. Já as mulheres conseguem passar uma tarde inteira num shopping e regressar sem comprar nada, pois têm prazer só no acto de olhar. E o olhar parece ter uma influência crítica no processo de compra: olhamos em frente e virar a cara para o lado já implica esforço, por isso os expositores que se encontram ao fundo dos corredores são sempre os mais eficazes.

   Fundamental também é o toque. As pessoas têm necessidade de tocar em tudo, daí que manter os artigos dentro de embalagens e sacos, que muitas vezes são abertas pelos consumidores, pode prejudicar as vendas. A existência de exemplares de experimentação é a melhor solução.

   Curioso neste antropólogo é a sua ideia de que as zonas comerciais deveriam ter "estacionamento para maridos": locais onde estes se pudessem sentar a ler o jornal ou falar ao telemóvel, enquanto esperam pelas mulheres que andam às compras.

   Por fim, deixa-nos as 5 coisas mais odiadas pelos consumidores: mau atendimento no momento do pagamento, sujidade nas lojas, falhas de stock, lojas muito grandes onde se perdem e a falta de empregados ou empregados mal-educados.

Aiii

   A chuva voltou neste início de Abril e com ela...SURPRESA!!! Uma valente constipação que teima em passar a gripe, com direito a espirros, tosse, corpo completamente dorido e para aquecer a coisa, um bocadinho de febre. Segue o 2º dia de cama e a primeira falta ao trabalho. Para eu faltar a alguma das minhas responsabilidades é porque estou mesmo mal.

   As melhoras para mim.

O postal

   Quando se vai jantar  a casa do namorado há sempre tempo e espaço para arrumações. A ideia era, entre outras, juntar tudo o que é cartinha, postal e afins que eu lhe dei numa caixinha. Bonita ideia. Ainda serviu para recordar as primeiras palavras escritas que trocamos, as primeiras brincadeiras...Entre um postal e uma carta, um envelope vermelho desconhecido. "Hum, já não me lembrava deste". Um postal de parabéns a dizer "Nada é impossível", sem nome, sem data, com meia dúzia de palavras, pestinha incluída. Não lembrava, nem poderia lembrar. Todo o meu lado negro foi activado. "Isto não é meu. Quem te deu isto?". A resposta: "Sei lá. Deixa ver...Ah. Podes deitar isso fora.". Aquele meu olhar carregado de pontos de interrogação tenebrosos. "Quem te deu?". "Era daquela...da outra...". Ora é um risco que se corre ao fazer arrumações nas gavetas dos outros.

   Mas que raio estava um postal "da outra" a fazer no meio dos meus postais??? Não bastavam as santas chuteiras vermelhas que nunca foram usadas, o telefonema a oferecer emprego, também havia um postal?

   Amuei, pois claro que amuei. Fico chateada, pois claro que fico chateada. Como duas grandes fatias de molotofe, pois claro que como. O postalinho já era. As santas chuteiras que se preparem porque eu já sei qual é a caixa delas.

   E agora vou dormir para não comer mais molotofe.