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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

I`m K.O.

  Aqui a `Na prepara-se para a sua primeira consulta num cardiologista, já amanhã. Aos 23 anos aqui a máquina deu sinais estranhos. Depois de constantes ataques de palpitações daqueles que nos deixam com um único pensamento: "Vou cair para o lado, vou morrer, vai-me dar alguma coisa, por favor alguém me ajude...", a visita ao sr. Dr parece-me uma opção correcta.

   Não querendo parecer psicóloga a mais mas já sendo, desconfio que são umas valentes crises de ansiedade. E sinceramente, não desejando a ninguém que passe pelo que passo quando tenho essas crises, tudo o que eu quero é que o Sr. Dr. confirme as minhas desconfianças, que seja apenas o meu mental/psicológico que esteja K.O e o coraçãozinho bem OK!

Aceitar

 

   Aceitar é receber. Quando aceitamos as condições já desapareceram, não se aceita em troca de algo. Aceita-se o que se é ou quem se é e sempre tal como se é.

   A aceitação é uma atitude perante a vida que enriquece as nossasa experiências, porquenos permite atravessá-las com a mente e o coração abertos, deixando espaço para o novo, para o diferente. Aceitar amplia os nossos horizontes mentais porque nos ensina a aceitar as nossas ideias antigas, os nossos propósitos pré-concebidos, para assim nos encontrar-mos com outras possibilidades, desenvolvendo-as.

   Aprender a aceitar é aprender algo fundamental: nem o mundo, nem as circunstâncias, nem as pessoas, estão feitas à imagem e semelhança dos nossos desejos, das nossas necessidades ou das nossas pretensões. Aceitar ensina-nos a reconhecer que somos seres humanos e não deuses; que, a cada passo que damos, novas possibilidades e cenários nos são oferecidos.

   A aceitação ajuda-nos a perceber as imperfeições, o incompleto, como uma possibilidade permanente de aprendizagem e, consequentemente, de crescimento. E, o mais importante talvez seja que, aceitar e aceitar-mo-nos dá-nos a oportunidade de sermos felizes num mundo imperfeito. Este mundo em que vivemos e no qual nos amamos, nos vinculamos e criamos, imperfeitamente, tudo aquilo que somos.

   Afinal, a felicidade não é uma "poça no caminho", mas sim, uma forma de caminhar pela vida. Aceitando-a. Aceitando-nos.

Prioridades

   Aprender a discernir é diferenciar o que é importante daquilo que é acessório; é aprender a usar o nosso pensamento e o nosso sentido crítico e colocá-los ao serviço do que realmente queremos.

   Mas será que somos capazes de diferenciar com objectividade aquilo que é importante daquilo que não é? Provavelmente, não. Esta diferenciação é absolutamente subjectiva, já que depende dos nossos valores, que, por sua vez, reflectem a nossa visão particular do mundo. Assim, discernir é, antes de tudo o mais, conhecer e respeitar a nossa essência mais profunda e os nossos verdadeiros desejos, aqueles que nos fazem realmente felizes.

   Aprender a discernir é como estender a roupa: o estendal é limitado e se nos dedicamos a estender com todos os cuidados os lencóis ou as toalhas, não deixaremos o espaço suficiente para que as camisas, os vestidos e as calças possam secar devidamente.

   É necessário assumir uma premissa básica: não somos seres "todo poderosos". Assim que aceitarmos humildemente este facto, poderemos abarcar a realidade com a maior eficácia possível. É o célebre "divide e vencerás" de Júlio César. Pois, na vida, é necessário estabelecer prioridades, organizar e ser prático, mesmo nas questões mais dos limites espirituais e transcendentes.

   Questione-mo-nos então: Quais são as "peças de roupa" mais importantes na nossa vida? Quais aquelas que deveremos pôr a secar com maior dedicação? Quantas coisas não necessitamos verdadeiramente na realidade? E quais são esses aspectos que, se lhes prestassemos mais atenção, nos ajudarião a ser mais felizes?

O novo inquilino

   Apareceu aqui ontem ao final da tarde e num golpe de mágia conseguimos apanhá-lo. Agora é meu, é amarelinho lindo, come que se farta e tem uma casa cor-de-rosa toda fashion. Depois dos primeiros "piu piu" tímidos, espero ansiosamente pelo momento em que conhecerei toda a potencialidade deste pequeno tenor amarelo.

   Quanto a nomes, depois de a proposta "Krishna" não ter vingado por ser muito "pesado" para um pássaro tão pequenino, eis que a hipótese "Kikas" (um pouco abichanado a meu ver, mas a gaiola cor-de-rosa também não ajuda) parece ser aquela que reúne maior consenso. Aguarda-se confirmação do sexo do animal e logo se decidirá.

Se todo o mundo fosse indiano

- 90% teriam um trabalho informal.

- 70 anos seria a esperança média de vida.

- 61% das pessoas saberiam ler.

- 1 em cada 27 pessoas moraria numa barraca.

- 1 em cada 9500 pessoa seria milionária.

- 2% teriam carro, os restantes viajariam de autocarro, comboio, a pé ou em qualquer animal.

- 60% das pessoas trabalhariam na agricultura.

- 2% teriam acesso à internet.

- 34% teriam telemóvel.

- 31% das pessoas seriam vegetarianas.

- 21% dos homens e 2% das mulheres consumiriam bebidas alcoólicas.

(Dados da revista Super Interessante)

 

   Ando à descoberta de estes e outros segredos da cultura indiana. Fascinante, por sinal!

(ainda) a apresentação do CR(9)

   Marketing. Marketing. Marketing. E o novo camisola 9 a puxar os calções brancos para baixo, incessantemente (vou-me controlar nos comentários a este pormenor).

 

(Assim de repente, parece-me que o rapazito vai ser "um cãozinho com trela curta" no e do clube madrileno. Tendo em conta os milhões, parece-me justo.)

 

E este blog atingiu o limite saudável de posts sobre Cristiano Ronaldo. Fim.

TV Off CR out

   Acabaram de interromper a emissão. Não para notícia de última hora. Não morreu ninguém, nada de grave aconteceu. É mesmo o "menino de ouro" que vai ser apresentado em Madrid. Parece que é um acontecimento mundial, prestes a bater uma data de recordes. Pelo menos o recorde do absurdo já bateu. Ele é o CR a subir as escadas do avião (PARTICULAR!!!); CR a entrar no avião (PARTICULAR); o CR a sair do avião (PARTICULAR); a entrar no carrito (DE LUXO - não vi, mas desconfio); CR a sair do dito carrinho; CR a chegar ao estádio; CR a fazer os exames médicos; CR a assinar o contrato; CR a cumprimentar Eusébio (e por sinal os 2 escolheram um fatito bem parecido); CR a sorrir; CR a mostrar o ouro...uma barrigada de CR, uma barrigada de D&G e Gucci`s mal combinados. Parece que existem até sites que actualizam cada passo do rapazito em tempo real...E que seres humanos "montaram a tenda" à porta do estádio desde horas insultuosas da madrugada só para verem o rapaz!

   Depois do vende - não vende da PT, das guerras entre Sócrates e TVI, dos dedinhos marotos do ex-ministro e da morte mistério de Michael Jackson, eis que temos o CR em terras espanholas e com direito a 500h de tempo de antena...só no dia de hoje. Por isso, um conselho: não carreguem no botãozinho que diz "ON" da vossa televisão, ou correm o risco de ouvir uma repetição interminável de palavras, que gira em torno de Cristiano, Ronaldo, Cristiano Ronaldo, milhões, milhões, milhões...Ah! E cunhado de Cristiano (o Sr. que me desculpe a omissão / esquecimento do seu ilustre nome). E as malucas das espanholas com o corpo tatuado de cristianos ronaldos, histéricas, gritando o nome do ser junto com a palavra guapissimo e o desejo de o encontrarem na badalada noite madrilena.

   Ora eu, que não percebo nada de futebol e não acho piadinha nenhuma ao CR e condeno totalmente, absolutamente, os absurdos milhões que gastam com ele e com tudo o que o rodeia, enquanto o mundo vai morrendo aos poucos, pergunto, inocentemente mesmo: ERA PRECISO ISTO TUDO MEU POVO? 

Uma questão de vegetais

   Durante o meu (pouco habitual) zapping nocturno parei no canal Sic Mulher onde emitiam o famoso programa "Talk Sex with Sue Johanson". Por curiosidade, por nunca ter visto e por já muito ter ouvido falar desta senhora, deixei-me ficar. O dito programa consiste em chamadas atrás de chamadas de pessoas que colocam as suas questões ou dúvidas à Sue, sobre os mais diversos aspectos das suas vidas sexuais (ou não). A dada altura, a conversa girava em torno de vibradores e afins e eis que a Sue diz qualquer coisa do género: "Para isso tem os vegetais. Tem o pepino, a courgette, a cenoura, o alho francês...Basta lavá-los muito bem e pode usá-los, e não gasta dinheiro num brinquedo".  

   Chamem-me púdica se quiserem, mas esta "satisfação vegetariana" parece-me demasiado alternativa e muito pouco do domínio da normalidade (estou prestes a correr para o meu Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais IV - versão revista, em busca de um nome para este comportamento!). Ainda para mais, esta história beneficia aqueles que gostam daqueles trocadilhos já fora de moda com os pobres dos tomates, do pepino e companhia Lda!  Agora têm praticamente apoio científico para essas piadas!

   Conclusão? Pobres dos tomates, dos pepinos e das courgettes, que nunca podiam imaginar que teriam tantas utilidades na luta pela beneficiação (!) da saúde humana.

Flores para mim

   Chegou até mim em jeito de surpresa este belo ramo, depois de eu muito lamentar que "os girassóis do vizinho estão enormes e os meus nem sequer abrem!". Não só ganhei 2 girassóis, como também 9 rosas e uma dose infinita de amor!

   Quem disse que não há homens românticos?

 

Independent but not alone

Sarah Jessica Parker e Chris Noth

   Quando há uns anos atrás me perguntavam (ou eu perguntava a mim mesma) como imaginava a minha vida daqui a x anos, a resposta, invariavelmente, era uma só: vejo-me a exercer psicologia, a ser bem sucedida, muito viajada e a morar sozinha. A característica "sozinha" acompanhou o meu discurso e o meu pensamento durante bastante tempo. Hoje a minha postura, e a minha resposta, caso me perguntassem o mesmo, ou perguntasse a mim mesma,  mudou. A resposta mudou, porque eu mudei. Hoje não me consigo imaginar sozinha. De facto, a solidão até me assusta.

  Sou uma pessoa muito independente. Demasiado até. Talvez por ser filha única e ter "crescido sozinha". Detesto que se metam na minha vida, não suporto que me tentem controlar, e sempre que peço a opinião a terceiros é única e exclusivamente para tentar ver confirmadas as minhas decisões, as minhas opiniões, as minhas ideias. Todos os dias preciso dos meus momentos "alone with me, myself and I", seja para ler os meus livros ou as minhas revistas de moda e sonhar com aqueles sapatos, com aquela carteira, com aquele vestido, para escrever, para navegar na internet, para ouvir música, para ver televisão ou um filme, para practicar yôga ou simplesmente para não fazer nada. Prezo a minha liberdade acima de tudo. Anseio pela minha independência mais do que tudo.

   Mas solidão? Isso (já) não é para mim. Como poderia ser, se sempre que estou muitas horas sozinha em casa acabo sempre por ligar a televisão (ainda que em mute), por pôr música a tocar? Não quero solidão. Quero momentos de sossego. Momentos meus. Mas não solidão. Não quero chegar a casa e não ter ninguém à minha espera.

  Talvez o que eu queira mesmo seja ter os meus momentos de solidão, sabendo que quando eles terminarem estará alguém à minha espera.

 

   No fundo, tudo mudou quando me apaixonei. Pelas pessoas, pela família e pelo amor de uma vida a dois