Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Sexta-feira 13?

 

   E receber um telefonema convocando-nos para uma entrevista de trabalho. E de repente toda a minha vida poderia mudar. Na hora H. Gatinhos pretos do meu coração, que sempre vos adorei (é fácil perceber isso, quando todos os gatos que tive até hoje foram pretos e de nome Mikau), façam rum rum todos ao mesmo tempo 2ªfeira e enviei-me todas as energias que eu tanto acredito que vocês possuem. Combinado?

   13 de mudança. Sexta-feira de final de uma etapa. Pode ser, pode?

 

Esperança? Expectativas? (Quase) nulas.

Hoje foi a minha vez

Eu: "O que eu quero que me digas é quantos anos se passaram desde a Batalha de S. Mamede até D. Afonso Henriques se ter tornado gay..."

Ups! Com todo o respeito ao nosso REI!

Parabéns amiguinhos

   Quem não se lembra destes amiguinhos?

   Crescemos com eles, aprendemos com eles, cantámos com eles, sorrimos com eles. Fomos crianças com eles . E hoje eles fazem 40 aninhos. E não conseguimos não sentir saudades deles. E daqueles tempos.

 

After work

 

   Visita ao shopping after work. Motivo? Comprar a prenda de aniversário para o boyfriend. Entra e sai constante das lojas, indecisões atrás de indecisões, gosto-não gosto, levo-não levo. Duas horas depois estou pronta para o regresso a casa, orgulhosamente portadora de 6 sacas!!! E é tudo para o boyfriend? ... Well...quase tudo! Uma boa parte, sim. Um miminho para mim era impossível resistir com tanto entra e sai de loja. Os olhos fogem-nos para os nossos vícios com uma imprevisibilidade espantosa. 

   Um bem haja à futilidade e ao namorado que está quase a fazer aninhos! 

 

Sunday night

 

É o momento de recolher os sorrisos, a boa disposição, a força, a auto-estima, o bom humor, o espirito positivo e tudo aquilo que nos faz sentir uma pessoa realizada.

Começa mais uma semana de vazio profissional que se torna cada vez mais pessoal.

 

Mentalidades (que) mudam corpos

 

   Fui acompanhar a minha ao Instituto Português de Oncologia para que ela realizasse o rastreio do cancro da mama. E sai de lá chocada. Não, não foi com o facto de terem marcado todos os rastreios para a mesma hora, provocando a habitual "seca de sala de espera" tipicamente portuguesa. O que me chocou verdadeiramente foi o cenário feminino que à minha volta aguardava. Das mais de 50 mulheres que lá estariam, com certeza 98% delas apresentava excesso de peso, de gordura e de idade. À excepção da minha mãe, que nos seus 49 anos aparenta ser a minha irmã mais velha (percebe-se porquê que ninguém me dá a minha idade), e de uma outra senhora fisicamente bem cuidada, tudo o resto era assustador. Excesso de peso misturado com escassez de cuidado e temos o retrato perfeito. Não tomem isto como um "Ah, lá está a mania das dietas e das magrezas e pensas que toda a gente é vaidosa como tu". Não se trata de estética, trata-se de saúde, porque um corpo em excesso não é um corpo saudável. E porque são estes adultos que educam as nossas crianças e, por isso, é normal vê-las lanchar diariamente um bolo carregado de creme e um sumo, ou um Bollycao acompanhado de um leite achocolatado, simplesmente porque é mais prático, porque se compra feito e é só meter na mochila. E perante este cenário não é de admirar as estatísticas que nos colocam no topo, mais uma vez pelos piores motivos. Somos um país de pessoas descuidadas, desinteressadas e doentes. Até quando?

   Mudar mentalidades é, sem sombra de dúvidas, a mais difícil das mudanças.

O meu belo trabalho

E quanto menos eu gosto do que faço, mais trabalho de professora me dão. Depois de ter sido "promovida" ao cargo extra de explicadora individual de português, ciências, filosofia e psicologia (euros extra? Zero! Mesmo que isso implica trabalhar aos sábados) eis que chegam os relatórios mensais de avaliação de todas as minhas pestinhas. E os do mês de Outubro já estão em falta e serão entregues até 2ªfeira.

Fazem mesmo tudo para eu querer sair dali, mais do que qualquer outra coisa, não fazem? Dica: não precisam de mais. Já há muito tempo que tudo o que eu mais quero é sair daquele ATL. Get it? Fico a aguardar o brilho da minha estrela.  

As crianças de amanhã

   Finalmente encontrei alguém que corrobora as minhas afirmações/ suspeições acerca da estirpe daquelas doces crianças que dão rendimento ao ATL onde trabalho. O que eu sorri quando a minha nova colega de trabalho, professora de português - inglês - francês, diz, a respeito dos seus alunos (de 5º a 9º ano): "Estes meninos são muito problemáticos. Nunca vi nada igual". Ora eu, cuja experiência de trabalho com crianças se limita àquele ATL, fiquei no mínimo chocada com 90% daqueles miúdos. E o pior é chegar cá fora e ver que eles são apenas um exemplar do que existe por esse país fora. Não encaixo tanta falta de educação, tanta falta de maturidade,  tanta falta de empenho e tanta (preparem-se para o choque) burrice, provocada apenas e só pela falta de interesse pela escola e pela aprendizagem. Falta de interesse deles e dos pais, provavelmente os principais responsáveis pela maioria das situações. E depois temos crianças no 2º ano que não conhecem sequer as letras, temos crianças do 3º ano que não sabem o que é uma unidade, uma dezena ou uma centena, temos crianças do 4º ano que não sabem fazer contas de subtrair do tipo 8000-25. Se nos afastarmos das questões académicas, temos meninos que não conhecem regras, não respeitam regras, brincam a bater uns aos outros, respondem aos professores como se estivessem a falar com os colegas, atiram os livros ao chão, atiram cadeiras ou ameaçam com cadeiras.

   E a culpa é de quem? E a culpa é do quê? Essa é a resposta que todos queremos encontrar. Ela anda aí e ninguém a quer ver. Tapam-se os olhos com desculpas do tipo "Coitadinho, ainda é uma criança", "A culpa não é dele, é do professor", "Nós não temos muito tempo para ele", "É a vida e o trabalho, não dá para tudo", "Coitadinho, foi sem querer...". Coitadinhas destas crianças, sim. Tenho pena da forma como crescem, da vida que conhecem, dos seres que são e das pessoas que serão amanhã. Acho uma vergonha as crianças que temos. E não culpem os amigos, não culpem o grupo, o social...a personalidade forma-se com um conjunto de influências multidireccionais. Há que estar atento a tudo o que rodeia uma criança. Tudo. Porque é esse tudo que ele será.

A 1 de Novembro...

   Os shoppings já estão todos prontos para receber essa maravilha que é o Natal. Mas até para mim que adoro a época natalícia, acho um cadito cedo demais. Dei por mim a fazer o seguinte comentário louco: Até ao Natal não venho mais ao shopping. Dá para acreditar?

 

   Entretanto, as compras de decorações natalícias aqui para casa já começaram, de maneira bastante entusiástica! Em 3 semanas estou com o espírito completo!