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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

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"Vale sempre a pena sonhar, o pior é não conseguir fazê-lo. Isso é que deve doer mais fundo, aindamais fundo do que ser obrigada a desistir de um sonho quando o estrondo de levar com a porta na cara silencia todos os desejos e gela todas as divisões."

Margarida Rebelo Pinto, in "O dia em que te esqueci"

My sweet december

   Dezembro tem corrido a um ritmo alucinante. É o trabalho, as consultas, as horas extra de explicações, as remodelações cá em casa e o "tira as coisas daqui, põe ali, e agora podes pôr na nova mobília", a árvore de Natal que não chega (está quase, está quase!), as compras de Natal e o meu rico mestrado, com os seus prazos que se apertam cada vez mais e a maldita recolha de dados que já parece comprometida logo à partida (só preciso de 1000 sujeitos, será pedir muito?). No meio de tudo isto, não há blog que se aguente!

 

Pretendo abrandar o ritmo antes do meu 24º aniversário e entrar completamente no espírito natalício...resta-me....1 dia e uns minutos!

Querido Pai Natal #2

  

 

Deste eu sei que não te vais esquecer!!!! Mal posso esperar para pôr as mãos naquelas campainhas...

 

P.S- Não precisas de te preocupar com o livro da Maragarida R. Pinto. Ontem não lhe consegui resistir. É meu!!!

 

deveria ter sido escrito há uns meses atrás

Mas neste tempo frio e chuvoso faz ainda mais sentido:

 

"Em Setembro virão as marés vivas e depois o Outono começará a despir as árvores, antes que um céu plúmbeo se abata sobre nós e uma chuva sem remorsos varra da nossa pele os últimos vestígios de sal. A partir dái, ficamos à espera, outra vez. Pelos céus azuis, pelos peixes prateados, pela limpidez da água, pelos risos das crianças. Não quero que desesperes na espera: haverá sempre Verão, sempre, para além de nós mesmos, e por mais demorado que seja o regresso."

Miguel Sousa Tavares, in Não te deixarei morrer David Crocket

A Primark chegou ao Porto

   E não fosse eu uma fashion victim que já tanto ouviu falar da dita, lá fui conhecer os cantos à casa, logo no dia da inauguração. As primeiras impressões foram positivas. Os preços são realmente reduzidos, a oferta dá um pouquito para todos os gostos e há sempre alguma coisa que nos faça sair de lá com, pelo menos, uma saca na mão. A minha (e sim, foi só uma) trouxe dois vestidos, uma carteira - imitação perfeita da Chanel 2.55 (quem não a quer? Não é Chanel, mas também só custou 7 euros!), brincos, pulseiras, meias, pijama (que by the way, são bem fofos e giros por lá) e só não trouxe mais "quinquilharia" porque é Dezembro, ainda não recebi e, principalmente, porque a secção de calçado ficou por conhecer por limitações de tempo.

   Vou lá voltar, com certeza. Não para grandes investimentos. Para pequenas aquisições de dia-a-dia, mais práticas e menos sofisticadas. Não dispenso as minhas lojas de eleição, mas essas ficam para os saldos!

 

Então e o espírito natalício?

  Gosto do Natal. Adoro a época natalícia. Pela magia, pela cor, pelos cheiros, pelas músicas, pela árvore de Natal, pelas decorações, pelas luzinhas a piscar, pelas prendas (dar e receber), pelos desenhos animados de natal (que são cada vez menos), pela noite de Natal, pela família...Em Novembro já penso como vou decorar a casa e o pinheiro este ano. Fazem-se comprinhas de novos elementos decorativos e espera-se o feriado de 1 de Dezembro para encher a casa de Natal.

  Hoje é dia 2 de Dezembro e não podia estar mais triste. O Natal ainda não chegou e não vejo quando vá chegar. E porquê? Porque a mummy se lembrou de remodelar a casa precisamente nesta altura, nomeadamente a sala de jantar, e a nova mobília teima em não chegar, de maneira que fui proibida de abrir as portas ao Natal até à chegada da dita. Fazem ideia da tristeza que me assalta, agora que já vejo tanto pisca-pisca por esses lares todos? 

   Quero o meu Natal!!! 

Veronika decide morrer - o filme

 

   O livro "Veronika decide morrer" iniciou a minha paixão por Paulo Coelho. Olhei para ele na prateleira de um hipermercado na altura do seu lançamento, há já alguns anos atrás, peguei nele e bastou-me virá-lo e ler a frase "Seja como a fonte que transborda e não como o tanque que contém sempre a mesma água" para desejar lê-lo. Trouxe-o para casa e, até hoje, é um dos meus livros favoritos, estando no topo do top dos melhores livros de Paulo Coelho.

   Descobri a adaptação ao cinema desse livro e tive de a ver o mais depressa possível. Não me desiludi. O que fariamos se, depois de uma tentativa de suicídio falhada, descobrissemos que temos poucos dias de vida? Que a vida, ou a morte, deciciu dar-nos uma segunda oportunidade, mas limitada. Não a aproveitariamos ao máximo? Não quereriamos viver cada dia como se fosse o último, porque afinal pode mesmo ser? E se durante esses últimos dias descobrissemos tudo aquilo que nos dá vida e nos faz desejar querer vivê-la para sempre? E se afinal tudo não passasse de uma lição, de uma mentira, de uma nova oportunidade de aprender a viver? Não valerá a pena acreditar, saber, que amanhã poderemos não cá estar para ver o sol nascer?

   É a vida. E é o bem mais precioso que temos. Com sonhos realizados e outros por realizar. Com tristezas e alegrias. É a vida que merece ser vivida. A cada dia. Todos os dias. Como se fosse o último.

   Tal como o livro, o filme surpreende.

 

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