As músicas da minha vida #1 (nova rubrica)
"Roads" - Portishead
Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say
A melhor música de todos os tempos. Daquelas de arrepiar até à pontinha dos dedos...
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"Roads" - Portishead
Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say
A melhor música de todos os tempos. Daquelas de arrepiar até à pontinha dos dedos...
Músicas calminhas cantadas por senhores com aquela voz rouca-grunge-rock entram directamente para a nossa lista de preferências musicais???

A linguagem utilizada pelas crianças de hoje em dia é uma coisa que me deixa realmente chocada / assustada / abismada. Assunto para uma outra reflexão poderia ser a "maturidade" (não sei se este será o nome mais adequado quando nos referimos a crianças com menos de 10 anos) das suas conversas, que roçam a "adultice precoce", ainda que, muitas das vezes, não saibam verdadeiramente do que estão a falar.
Mas o que realmente me impressiona é o vocabulário de uma grande percentagem de miúdos. O "bué", o "totil", o "yah", invadiram-nos, juntamente com mais uma panóplia de expressões que muitas vezes nem sei o que significam. Sei esquecer os sempre oportunos palavrões que se juntam a qualquer conversa sem o menor dos pudores e com a maior das naturalidades. Tudo isto em miúdos com menos de 10 anos. E é claro que a linguagem falada se reflecte na linguagem escrita, onde temos miúdos incapazes de escrever um texto com princípio-meio-e-fim e que dão uma quantidade assustadora de erros, abreviam palavras para a sua forma falada (não existe mais o estou, e o tou tomou o seu lugar), trocam os "us" pelos "os", os "pes" pelos "bes", o "ao" pelo "am" e as ideias encadeiam-se sempre com um "e depois...e depois...e depois".
Se procuramos culpas e responsabilidades, temos de lembrar que a criança absorve tudo aquilo que lhe chega, ou seja, tem tendência a repetir os padrões comportamentais da realidade circundante. Na linguagem verifica-se o mesmo. As palavras que usam são as palavras que ouvem. Em casa, na escola, junto dos coleguinhas. Os pais assumem um papel fundamental em todos os aspectos educacionais, linguagem incluído. Tudo começa com as primeiras palavras e com os reforços que dão e a linguagem com que se dirigem aos filhos; se o frigorífico é chamado "fioifico", será interiorizado como "fioifico". Se o "pão" é "pom", "pom" será. Mas os professores assumem também um papel preponderante. São agentes educativos fundamentais (mas não os únicos) e, por isso, faz-me confusão ouvir uma professora dizer, aos berros, "Já estão a fazer muito basqueiro" (nem sei se será assim que se escreve, mas o objectivo é dizer que estão a fazer muito barulho).
Se calhar eu sou demasiado exigente. Se calhar sou demasiado "betinha", mas estimo bastante a linguagem que utilizamos. Se a imagem é um cartão de visitas, a linguagem será as costas desse cartão. Junto dos meus miúdos procuro corrigir-lhes essas expressões do "bué", "totil", "gaijo" ou "basqueiro". Sei que são contingências dos tempos modernos, desta geração "Morangos com açúcar", mas não custa mostrar-lhes outras realidades. Quem sabe não ganham gosto por estas palavras

Kate Moss for Vogue
Um estudo britânico revelou que 500 mil britânicos só mudam os lençóis da cama 3 vezes por ano!!!
Pois eu tenho a dizer que toda a minha visão dos britânicos mudou completamente depois desta triste descoberta.
Mas haverá algo mais agradável que entrar numa caminha acabadinha de mudar?

Dispenso os sketchs humoristicos, aos quais nunca lhes achei alguma piada, mas confesso que as entrevistas descontraídas me agradam bastante para aguardar a chegada do soninho.
Aqui têm uma espectadora assídua, com direito a fã no Facebook e tudo.

Miguel Sousa Tavares estreia o seu novo programa, com José Socrates como primeiro convidado. Parece-me que terei os meus 60 minutos de intelectualidade todas as semanas.

Ainda custa a acreditar naquilo que aconteceu. As imagens e os relatos não param de chegar e de nos surpreender. O cenário é de dor, destruição, sofrimento e danos irreparáveis. Foram vidas humanas que se perderam, arrastadas pela fúria da água, enquanto outras viam toda um vida arrastada pela lama.
Vale a solidariedade que, felizmente, parece ser tanta como a chuva que caiu e o espírito guerreiro do povo português. Alberto João Jardim diz que em Abril quer fazer a habitual Festa das Flores. Irá, com certeza, fazê-la. Haverá melhor forma de renascer?
Todo o guerreiro da uz já teve medo de entrar em combate.
Todo o guerreiro da luz já traiu e mentiu no passado.
Todo o guerreiro da luz já trilhou um caminho que não era o dele.
Todo o guerreiro da luz já sofreu por coisas sem importância.
Todo o guerreiro da luz já achou que não era guerreiro da luz.
Todo o guerreiro da luz já falhou nas suas obrigações espirituais.
Todo o guerreiro da luz já disse sim quando queria dizer não.
Todo o guerreiro da luz já feriu alguém que amava.
Por isso é um guerreiro da luz; porque passou por tudo isso, e não perdeu a esperança de ser melhor do que era.
"Manual do guerreiro da luz", Paulo Coelho

Uma realidade dura, uma determinação esmagadora, diálogos cortantes e um desempenho precioso.