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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

A banda sonora da nossa vida

Para mim a vida deveria ser acompanhada de uma banda sonora. Assim bem o estilo cinematográfico, cada momento com a perfeita musiquinha de fundo.

Encontrar a música perfeita faz-nos sentir compreendidos e acompanhados. Em momentos alegres só nos apetece colocar o rádio bem alto e cantar ao som de músicas bem alegres. Haviam de me ver a cantarolar o Wake me up, dos Wham (so last century, girl!), ou Here I go again on my own... e outras tantas relíquias com dance groove, só porque já não há paciência para o I gotta a feelling that tonight is gonna be a good night..... E naqueles momentos de reflexão/depressão profunda só queremos músicas melancólicas e tristonhas, que nos põem ainda mais down e que, porque o ser humano gosta sempre de um bom drama, são aquelas que mais depressa chegam ao topo. E existem ainda aqueles momentos em que a melhor música é o silêncio de uma reflexão...

Animada, slowly ou em mute, deveriamos ser acompanhados de umas coluninhas externas (porque internas já nós temos na mente) que emitissem um som constante e adaptado a cada uma das circunstâncias. E se a vida dava um filme, dava também com certeza uma música. Ou várias.

Ideias que me ocorrem a caminho do WC...

Aquilo que fazemos é influenciado pela estrutura da nossa personalidade.

Aquilo que nos acontece influencia a nossa personalidade.

Aquilo que nos acontece influencia aquilo que fazemos.

 

Questão pertinente depois desta reflexão profunda no mais oportuno dos momentos: Terei eu uma personalidade patológica? 

 

Tudo isto porque ando a tentar responder à questão mais pertinente da minha tese: Qual a importância das dimensões da personalidade nas representações e significados que construimos acerca do mundo e do que nos acontece? E quanto ao contrário (i.e. de que forma as representações acerca do mundo e do que nos acontece influenciam a nossa personalidade)?

E a busca vai continuar...

O que há a dizer da queda do Abrunhosa em directo?

Hoje não se fala de outra coisa. Por essa internet fora desdobram-se as notícias e os vídeos acerca desse acontecimento (momentos depois da queda já eles davam os primeiros sinais de vida). No Facebook já se criaram grupos do género "Eu vi a queda do Abrunhosa". Posto isto, reúnem-se todas as condições para se dizer que toda a gente vê o Ídolos.

 

Eu também vejo. E gostava que a Diana ganhasse. Entre dois favoritos, o facto de ela ser mulher tem de pesar mais na minha escolha. Quanto ao futuro musical de ambos tenderá a ser o mesmo de tantos outros que se dedicam à música neste cantinho à beira-mar plantado...

Hachiko - A História de um cão

 

O Hachi do filme

Hachi foi um cão de raça Akita, nascido em 1923, no Japão. Criou um elo tão forte com o seu dono, que o acompanhava todos os dias à estação de comboios, onde regressava à hora da chegada do comboio que traria o seu dono de regresso a casa. Um dia o dono não regressou. Morreu no seu local de trabalho, na Universidade de Tóquio. Hachi esperou-o no mesmo sítio de sempre, à mesma hora de sempre, durante quase 10 anos, à chuva, à neve, ao frio, ao calor... Morreu em 1935, enquanto esperava pelo dono, no mesmo local de sempre.

Hachi foi história de jornais e revistas. Tem até direito a uma estátua de bronze à porta da estação de Shibuya e a celebrações em honra da sua lealdade.

Estátua de Hachi à prta da estação de Shibuya

A história de Hachi é uma história real, agora re-adaptada para o cinema (existe já uma primeira versão, japonesa), com um Hachi absolutamente irrestível de tão fofinho e lindo que é, e Richard Gere como o dono. Uma história emocionante de lealdade eterna entre um cão e o seu dono.

Bons hábitos não são sinónimo de dieta

   Os portugueses confundem boa alimentação e bons hábitos com "Ai, estás a fazer dieta!!!" . Confirmei as minhas suspeitas quando o patrãozinho entrou na minha sala e disse "Estou sempre à espera do dia em que não a vou encontrar aqui". Eu fiz todo um ar de Ups! Será assim tão evidente que estou louca louquinha por me ver daqui para fora?". Mas a questão não era essa. "Então, já conseguiu perder alguns quilos? Ouvi dizer que é cházinho, leitinho de soja, bolachinha integral, bolachinha de soja...Qualquer dia desaparece". Passemos aos esclarecimentos (saltando a parte em que fazem um relatório completo do que como e não como nas minhas costas): bebo cházinho que levo numa bonita termos que verte água que nem uma tola, porque os líquidos fazem bem a tudo e mais alguma coisa e não simpatizo com água, muito menos no Inverno, vai daí cházinho de todos os sabores cai muito bem. Bebo leitinho de soja porque gosto, faz bem e não consta que faça emagrecer. Como bolachinha integral porque gosto e porque não gosto de bolachas muito doces ou muito elaboradas. Como bolachinha de soja porque são muito boas.

   Sou uma rapariga de bons hábitos (alimentares, pelo menos) - or at least, I try! Nem sempre o fui. O peixe (apenas e só grelhado, que tantos anos a negar peixe não se apagam de um dia para o outro) e os legumes entraram na minha vida muito recentemente. Larguei os refrigerantes- era totalmente viciada em coca-cola- porque não me fazem falta e porque vivo muito bem sem eles (e já agora, um ponto a favor da minha celulitinha). Não como bolos porque não gosto. Nunca gostei. Cremes, natas e afins nunca me despertaram a atenção e conseguem pôr-me o estômago às voltas. Aliás, sempre fui aquela que não come bolo nas festas e que não quer comprar bolo para as festas. Doces do género também nunca me fizeram água na boca. Não como chocolates, porque são poucos os que me agradam o paladar. Não como McDonald`s porque não gosto. Já comi muito, agora só escapa o cheirinho das batatas fritas. Não bebo café porque não gosto e porque das duas ou três vezes em que bebi fiz figuras tristes, do género segurem-me que eu vou cair. Não como fritos porque só o cheiro enjoa. Umas batatinhas fritas de quando em vez sabem bem, especialmente se forem fritas em casa ou a acompanhar uma francesinha ou um frango de churrasco e umas papas de sarrabulho. Gosto de bolachas integrais e de água e sal porque sim e porque sempre gostei. Prefiro iogurtes magros, porque não os acho tão doces. As bolachas de chocolate que como são sem açucar, porque o chocolate parece não saber tanto a chocolate (e confesso que vai um pacote de uma vez só).

Posto isto, não faço dieta. Nunca fiz. Como tudo o que gosto. Não tenho culpa de não gostar daquelas coisas que os outros acham deliciosas e tentadoras. És uma esquisita. Pois sou. Sempre fui. Muito pior do que o que sou hoje até. A idade trouxe-me, entre outras, alguma maturidade alimentar. Se tenho cuidado com a linha? Claro que tenho. Sou mulher! E todos deveriam ter. Fazer dieta seria um pesadelo para mim, já que não funciono se tiver um ratinho no estômago a pedir comida. Como pouco, porque sempre comi assim. Como isto e aquilo, porque é disto e daquilo que gosto.

Portanto, só para esclarecer o patrãozinho: não faço dieta. Cuido-me. E agora vou à cozinha buscar umas bolachinhas que o ratinho já pede algo. E se me apetecer como uma comida bem calórica este fim-de-semana.

Just not the day for...

Tive um dia de trabalho para esquecer, daqueles que nos levam ao desespero e dão vontade de fugir dali para fora e não aparecer mais.

Tenho a minha garganta invadida por aftas, que é sempre uma coisa agradável de se ter, principalmente na garganta, local de passagem obrigatória de todo e qualquer tipo de alimento, que por estes dias, quanto mais moles, melhor.

Tenho uma tese para entregar no próximo mês e não tenho a mínima vontade de trabalhar nela.

Tenho cerca de 8000 dados para inserir num programa de análise estatística e não sei como o farei a tempo da entrega.

Tenho pouca (ou nenhuma) vontade de falar ou de me mexer, muito menos de pensar.

Tenho sono (24h por dia!).

Tenho a cabeça cheia.

Tenho frio (24h por dia!).

Tenho os meus limites postos à prova.

Ou se calhar é só 6ª feira e eu estou de mau humor.

 

 

 

 

O figo

Eu: " O que diz aqui?"

S. (7 anos): "Um fi-go. O que é figo?"

Eu: "Não sabes o que é um figo?"

S. : "É uma coisas que nós temos aqui em baixo para fazer xixi?"

(Eu de olhos esbugalhados)

V. (8 anos): "Figo dá para muita coisa. Primeiro é um órgão que temos aqui na barriga, acho que é do aparelho digestivo. Depois também dá para comer. E também pode ser um jogador de futebol."

S.: "Então não é para fazer xixi".

 

E hoje apanhei o P., de 7 anos, a escrever na mesa. Repreendi-o e castiguei-o depois de virar a cara para me rir. Na mesa rabiscou um "pota", um "caranho" e um "fodaçe". Como o que conta é sempre a intenção, mereceu o castigo.

Because we all need a co-pilot

 

"Quanto pesa a sua vida?

Imaginem que carregam uma mochila às costas. Uma mochila com tudo aquilo que possuem na vossa vida. Comecemos pelas coisas pequenas. Os objectos das prateleiras e das gavetas, as bujigangas e colecções. Depois passamos para as coisas maiores. Roupas, electrodomésticos, a televisão... Nesta altura a mochila já estará bem pesada. E ficará ainda mais. O sofá, a cama, a mesa da cozinha e tudo o que estiver nela. O seu carro, ponha-o lá. A sua casa...Agora, vamos enchê-la com pessoas. Comece com os encontros ocasionais, os amigos dos amigos, os colegas de trabalho. Passemos às pessoas a quem confiamos os nossos segredos mais intímos. Irmãos e irmãs, filhos, pais e, finalmente, mulher, marido, namorado ou namorada. Coloque-os todos dentro dessa mochila. Sinta o peso dessa mochila. Não se iludam. As vossas relações são a componente mais pesada da vossa vida. Sentem as alças a cortarem as vossas costas? Todas as suas negociaçõese discussões, segredos e compromissos.  Não se enganem: moving is living.  Alguns animais carregam-se um ao outro. Vivem simbioticamente  vida inteira. Amores eternos, cisnes monogâmicos. Nós não somos esse tipo de animais. Quanto mais devagar nos movemos, mais depressa morremos. Nós não somos cisnes. Somos tubarões. "

adaptado do filme "Nas nuvens"

 

Preciso de dizer que adorei o filme? Viver nos céus, correr de um lado para o outro, não ter raízes e perceber a sua importância. Aprender a importância dos outros, o peso dos outros, o lugar dos outros na nossa vida. Lidar com fragilidades humanas de forma fria e distante e sentir que isso nos afecta. Que o outro está ali, mesmo em frente a nós, e que precisa de nós. Ter um objectivo secreto e concretizá-lo. Voar. Motivar. A solidão. O encontro, o reencontro. Sentir falta. Partir. E saber o que queremos, ao voltar.

 

E George Cloney está óptimo, como seria de esperar, com a voz perfeita para nos fazer pensar nestas e noutras coisas. 

Porque raio é que...

...bater com o dedo mindinho do pé em qualquer superfície dura nos dá vontade de expelir toda uma catrafada de palavrões uns atrás dos outros?

 

Depois desta dúvida quase existencial, vou voltar ao trabalho. Março está aí à porta e parece que há uma tese qualquer para entregar. Parece...

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