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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Imagens de um fim-de-semana

Vi isto e adorei. Fé, do princípio ao fim.

 

 Passiei por aqui e rendi-me a esta pérola escondida no meio da cidade. À segunda visita perguntei-me como deixei tanto por ver na primeira visita. Fundação Serralves torna-se definitivamente um dos meus locais favoritos.

 

E ainda... o meu novo amiguinho, oferecido pelo meu daddy cool. Nome procura-se: o papi quer Lucho (sim, o jogador) ou Hulk (sim, o jogador), eu procuro algo mais fofo, entre o Lucas, o Martim ou o Mofli..

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Até já Kikas

Tenho esta forte ligação com tudo o que seja bichinho com pêlo ou penas, agravada pela eventual "partilha de domicílio". Por isso hoje não deixei de me sentir triste quando encontrei o meu "bolinha amarela" caído no fundo da sua gaiola cor-de-rosa.

Enterrei-o junto a uma única flor amarela. Como ele. Oh malvado sentimentalismo animal.

A partir de hoje, não há "piu" de bom dia.

"Pi...pi...pi", faz a recordação...

Megan Fox

   Ocorreu-me que o ser humano deveria vir equipado com uns sensores, bem ao género daqueles sensores de estacionamento "marcha-atrás" que vão apitando calma até ao freneticamente enquanto estacionamos os nossos bólides "de traseira". 

   Esses sensores humanos dariam o seu primeiro "pi" sempre que metessemos a marcha-atrás nas recordações, ou seja, sempre que entrassemos no domínio do já vivido, do passado, das memórias. Esses sensores começariam a apitar calmamente, "pi........pi......pi.....", enquanto experimentassemos recordações momentâneas e fugazes, renascidas a partir de um qualquer acontecimento do agora que nos conduzisse para o antes. Estamos nas recodações seguras e saudáveis, aquelas que nos fazem sorrir ou nos relembram o quanto aprendemos com aquela situação. São aquelas memórias que nos formam enquanto pessoa com uma história.

   Os sensores começariam a acelerar os seus "pi-pi-pis" à medida que nos deixassemos absorver pelas recordações, vivendo em função delas e, muitas vezes, nelas. Entramos nas memórias que moem e matam, que nos tiram a espontaneidade, a alegria do imprevisto e a curiosidade pelo futuro. Quando o "pi" se tornasse num "piiiiiii" contínuo, interminável e incomodativo, saberiamos que atingimos o nosso limite. Dali para trás irémos inevitavelmente chocar com o passado, comprometendo sentimentos, emoções, momentos e até pessoas.Estamos presos a um lugar que já não é o nosso. A solução é apenas uma: travar, parar, desligar o motor que nos levou até lá e esperar pelo momento certo para arrancarmos. Em frente. Sempre em frente.  

 

O meu bólide não tem sensores de estacionamento, mas na minha vida, já os instalei há muito tempo. Em prol da minha sanidade mental e do meu crescimento. Try it. Gratuitamente!

Coisas que nos fazem sorrir, num dia de sol

Leighton Meester in Gossip Girl

(haverá quem não queira as roupitas desta menina?)

M. (9 anos): "Você hoje está muito bonita."

C. (9 anos): "Hoje?? Fogo M. Se fosse só hoje...fogo..."

M. (9 anos): "Sim, é todos os dias, mas hoje também está. Ainda mais."

4 horas mais tarde...

R. (8 anos), enquanto subia as escadas: "Há alguma festa hoje aí em cima? É que parece. Está aí toda bonita, de vestidinho, sapatinho..."

 

   E a fórmula de sucesso qual é? O adorado preto fica em casa e é substituído por um vestido em tons nude, as botas, companheiras de meses e meses de trabalho, dão lugar a uns adorados sapatinhos de salto alto e os caracóis juntam-se todos numa trancinha lateral (forçada pela falta de água sentida esta manhã e pela preguiça nocturna que me faz deixar o cabelo sempre para o dia seguinte). Tudo isto no meio de criancinhas curiosas e eis que o sorriso não consegue esconder-se.

Almas gémeas

   Acredito em almas gémeas. Não naquelas almas gémeas fantasiadas pelos livros e filmes, também ele fantasiados, do género romântico-kleenex, mas naquelas almas pares que se cruzam num qualquer momento das suas existências e que criam um elo forte e inexplicável, porque as melhores coisas da vida são sempre inexplicáveis.

   Acredito em almas gémeas que não escolhem tempo, lugar ou pessoa. Podem estar num irmão(ã), num pai, numa mãe, num amigo, no(a) namorado(a), ou até, quem sabe, num desconhecido que nunca passará disso, mas que parece conhecer-nos como ninguém.

   Acredito que a nossa alma gémea se connosco pelo menos uma vez em toda esta vida e que pode partir ou ficar. Nem sempre a reconhecemos à primeira vista, no primeiro contacto, mas qualquer coisa nos diz, aquela coisa forte e inexplicável, que estamos perante um encontro único e grandioso. Uma vez estabelecido o elo, é para sempre, independentemente do contacto posterior, da natureza da relação ou do rumo destas duas almas.

   Acredito que a relação entre duas almas gémeas não se explica, sente-se. Inexplicavelmente, sentimos que aquela outra alma nos conhece para lá das nossas fronteiras, nos compreende para lá das nossas barreiras e nos preenche para lá do nosso sentimento. São peças de um mesmo puzzle que encaixam na perfeição, sem dobrar nem forçar.

   Acredito que podemos levar uma vida a reconhecer uma alma gémea. Acredito que a podemos reconhecer pela presença ou pela ausência, pelo bem que nos faz sentir ou pela falta que nos faz. Acredito que é uma relação que não precisa de declarações, um diálogo que não precisa de palavras. Sustenta-se a si própria com a força do inexplicável, na presença e na ausência.

   Acredito que as almas gémeas são uma benção da vida. Uma forma de sabermos quem somos, de onde vimos e para onde vamos, como vamos e porque vamos. Com a certeza de que, seja para onde for a viagem, não vamos sozinhos.

De pequenino...#2

Em consulta:

D.(8 anos): Eu tenho duas namoradas...até faço um esforço para tomar banho todas as manhãs e ponho muito perfume. (...) Namoradas só gosto se forem gajas boas! Tipo a Margarida dos Morangos. Ai aquelas pernas, meu deus...