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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

memories

Hoje, na minha caminhada matinal, passei na escola da minha adolescência no exacto momento em que a campainha tocava para a saída. Um sorriso rasgou-se. Viajei no tempo e senti umas saudades indescritíveis daqueles meus tempos.

Nós e os outros

   "A verdade é que continuamos a desvalorizar o poder que exercemos sobre os outros, achando sempre que não conseguimos atingir o interlocutor. Mentira: basta, por vezes, uma frase agreste, para lhe provocar os mais estranhos comportamentos, equívocos e intenções. Depois, o outro fica embatucado, digerindo o que lhe dissemos, e nós supomo-lo indiferente. Outro erro: a indifierença não passa de uma atitude, pois ninguém é imune a insultos, reparos ou desconsiderações. É então que carregamos no tom e reincidimos, tentando ao menos abaná-lo, e que o outro, já ferido, reage de forma imprevisível.

   As palavras, por exemplo: têm um valor facial tão poderoso ou mais do que a intenção que lhes preside. Ou o contrário; o tom que usamos ou a expressão que esboçamos podem causar mais dor e ressentimento do que uma bofetada em pleno rosto. (..)

   Seria bom saber a quem, ou como, tivemos o condão de tocar, mas essa consolação ninguém a tem.

   (...)

   Misteriosa, mas exaltante, a noção de que ninguém nos é totalmente indiferente e de que nunca o somos verdadeiramente para os outros (...).

   E não há inocência na conduta que se adopta, nas palavras que se escolhem ou no seu sentido oculto; somos livres e responsáveis para usar desse poder como um feitiço ou uma arma, porque o seu efeito é obscuro e as responsabilidades difíceis de imputar. Mas cuidado: o efeito que buscamos pode resultar noutro bem diferente, ou até oposto ao pretendido. Não há regras. Há gestos grandes que nos deixam impassíveis e atitudes mesquinhas que mudam a nossa vida. Depende do dia, da lua, do estado de alma, do tempo, da atenção, da autoria."

Rita Ferro, Não me contes o fim

Tempo, esse ilusionista

   Uma pessoa anda quase há 1 ano a suspirar por aqueles dias de dolce faire nienti, em que chegámos a casa e percebemos "Caramba, não tenho nada para fazer! Posso fazer tudo o que me apetecer!". E esses dias chegam. E com eles chega um mini Garfield (cada vez mais adorável, by the way) e damos por nós, uma semana depois do dia em que esse dias chegaram, a dizer "Caramba! Ainda não fiz absolutamente nada do que tinha dito que ia fazer quando não tivesse nada para fazer!".

   Pois que isto de ter um gato mini Garfield tem muito que se lhe diga - quando estou em casa estou com o gato, quando não estou com o gato, não estou em casa. Vai daí, ainda não vi nem um filme, ainda não me actualizei nas minhas séries e só a leitura escapa, porque o gato é bicho que recolhe cedo ao vale dos lencóis. Como se não bastasse, deu-me para mudanças no meu quartinho, que a partir de manhã terá cara lavada e pintada de fresco (com novas cores incluídas).

   Agora se me dão licença, vou aproveitar aquele tempo sem nada para fazer.

Abre-te à vida

Deliciosa publicidade da Porto Editora

"Abre-te à vida. Abre-te às ideias. Abre-te à história e às histórias. Abre-te ao saber. Abre-te à ilusão e à educação. Abre-te aos sonhos. Ao belo. Às artes e à cultura. Abre-te à ficção e ao romance. Abre-te à descoberta e ao desconhecido. Abre-te ao inesperado. Abre-te às emoções. Abre-te à fantasia. Abre-te à poesia e à tecnologia. Abre-te aos pensamentos, ao conhecimento e à ciência. Abre-te ao humor. Abre-te às palavras. Abre-te ao mundo. Abre horizontes. "