A mensagem do Papa
Nascer do sol @ Deserto Sahara 2009
"Fazei coisas belas. Mas sobretudo, tornai as vossas vidas lugares de beleza."
(Papa Bento XVI)
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Nascer do sol @ Deserto Sahara 2009
"Fazei coisas belas. Mas sobretudo, tornai as vossas vidas lugares de beleza."
(Papa Bento XVI)
Era uma vez uma pessoa (gaja!) que andava chateada com meio mundo e com mais outra metade, ora porque faltam 15 dias para entregar a tese. Ora porque as tabelas teimam em não ficar no sítio prentendido. Ora porque é sábado e o melhor a fazer é roubar a hora de almoço do seu querido orientador (que por sinal é mesmo o melhor orientador do mundo e arredores!). Ora porque há mais de 3 semanas que não põe os olhos nos seus livros (saudades do Óscar!), nos seus filmes (logo agora que esse antro de perdição chamado internet disponibilizou tantos e tantos tesouros cinematográficos), nas suas séries (o que andarão a vestir e a calçar as giríssimas Blair Waldorf e Serena? O que será feito das queridas donas de casa desesperadas? Quando irei ver o 1º episódio do Glee? E o Dr. House deve ser imensa saudade da minha curiosidade diagnóstica...), na sua novela (e a Luciana já anda? O Miguel continua aquela ternurinha de médico apaixonadíssimo pela sua Lu? E a beleza da Helena já prendeu definitivamente o olho verde do Bruno? E a Malúzinha continua a fazer-nos rir?). Ora porque Sua Santidade vem à nossa humilde casa, se a nuvem de cinzas assim o permitir, que nisto dos céus nem só Deus manda, e vamos lá declarar dois dias de feriado nacional para (alguns d)os portugueses nos quais a pessoa (gaja!) chateada não se inclui por muitas promessas que faça à Nossa Senhora ou a qualquer outra entidade, importa lá se são católicos ou não, importante é que (pareça que) fique toda a gente por casa a ver o Senhor pela tv, afinal o que são dois dias em casa quando o nosso país está tão bem que até empresta dinheiro à Grécia. Ora porque o S.Pedro deve estar zangado com Bento XVI e vai daí mandou-lhe(nos) chuvinha e fresquinho com força (só para garantir que ficam todos- menos a pessoa (gaja!) chateada - em casa a ver Bento XVI pela tv, enrolados numa mantinha, porque isto é quase feriado mas não é para andar por aí na boa vida, muito menos a praticar na fotossíntese). Ora porque as costas doem, os braços idem, e as pernas idem idem. Ora porque se fartou de corrigir provas de aferição quando desde os 3 meses berra com os pulmões todos "Eu nunca quero ser professora!!!". Ora porque é gaja e quando se é dotado dessa maravilha biológica praticamente tudo serve para que se fique chateado.
Essa pessoa (gaja!) que andava chateada entrou em dois espaços comerciais num espaço inferior a 24h. E deixou de ser uma pessoa chateada, para passar a ser só gaja, com direito a sacas, dois pares de sapatos (finalmente uns pee toes pretinhos!), um casaco branco em ponto de grão de arroz, duas t-shirts e umas collants com bolinhas.
Posto isto, a gaja regressa a casa futilmente feliz. E agora é uma pessoa (gaja!) chateada de novo. Ora porque não pode usar as coisinhas novas que adquiriu, pois o S.Pedro não quer fazer as pazes com Bento XVI. Ora porque aquela saia cinza que experimentou e que até tinha 50% de desconto não lhe sai da cabeça. Ora porque é quase uma da manhã e está a escrever coisinhas sem nexo num blog com missangas no topo quando ainda tem tanto para trabalhar. Ora porque amanhã é Domingo e ela ficará por casa sentada em frente a um pc, com o namorado no sofá a festejar a vitória do slb (com letra minúscula mesmo)...
To be continued...

"A infidelidade em si mesma poderia não ser grave, mas fere profundamente o outro.
Isso todos nós sabemos pela experiência." (Octavio Paz)
Para mim, a traição/infidelidade, como preferirem chamar-lhe, cabe no mesmo saco dos (outros) comportamentos de "consumo". É preciso muito pouco para se trair, assim como para se consumir: pouca cabeça, pouca personalidade, poucos princípios, pouca auto-estima, pouca determinação, pouco carácter e poucos recursos cognitivos...É tudo uma questão de momento e oportunidade. As "coisas" estão lá, disponíveis para nós, ao alcance de um esticar de braços, de uma dúzia de palavras certeiras e meia dúzia de gestos. Mas há uma coisa valiosíssima que o Criador nos deu e que nos esquecemos que carregamos connosco todos os dias: a cabecinha. E quando nos lembramos que a temos as oportunidades criam-se, os braços controlam-se, as palavras pensam-se e os gestos inibem-se. "Mas não é fácil", argumentam alguns. E lá vem a caixinha das desculpas: porque "aquilo" estava lá quando mais precisei, porque foi um momento de fraqueza, porque foi uma vez sem exemplo, porque eu nem queria mas, porque, porque, porque...Porquê? Porque em algum momento da nossa vida não pensámos, não usámos a cabecinha que carregamos e que é muito mais do que uma possível cara bonita e não tomámos consciência das consequências. O ser humano pode ser fraco na mesma proporção em que pode ser o mais forte dos seres. Vacila, duvida, coloca a hipótese...e algumas vezes fraqueja e cai, na tentação ou no erro, afinal são os dois humanos e perigosos.
É muito fácil trair. Difícil é viver com a traição. Para quem foi traído e para quem trai (Ok! Para aqueles que conhecem o significado de "consciência"), assim como é muito fácil consumir. Difícil é deixar de o fazer. E ainda mais difícil é para quem está de fora tentar perceber o porquê, já não entrando nos domínios da aceitação. Não é exclusivo do homem ou da mulher e não "ataca" as minorias. É tranvessal e indiferenciado, mas acredito que pode ser controlado. E é egoísmo, no mais puro poder deste sentimento, porque trair implica a existência do outro que sofre e fazer sofrer aqueles que nos amam é o mais terrível acto de egoísmo.
Traição e consumo cabem no saco do facilitismo e do "easy way". Há os que traem por dúvidas, por momentos, por falta de amor ou por amor dado à pessoa errada. E há os que traem por prazer, patologicamente, como modo de vida de quem não é capaz de se comprometer com nada nem com ninguém. Em qualquer dos casos, é a fraqueza humana a assumir o controlo de um momento e de uma vida que poderá ruir para nunca mais se erguer. Uma relação, seja ela de que tipo for, que caí por traição é um quadro eternamente manchado. Por mais cor que se ponha por cima, há manchas que nunca mais se apagam, apenas se disfarçam e nunca se sabe quando poderão reaparecer.
* Teoricamente falando na infidelidade amorosa, mas com possibilidade de alargamento a todos os tipos de infidelidade...
"Se se notassem as perturbações mentais da mesma forma que se notam os dentes maltratados, nenhum de nós saia à rua."
By Prof. Quintino Aires live @ Goucha and Cristina`s Show
Serei a única a achar que as formatações de documentos em Microsoft Word são, de longe, a PIOR parte de qualquer trabalho? E quando as tabelas se juntam à brincadeira? E quando elas são XXL? Será que alguém sabe uma fórmula mágica de FIXAR uma tabela de forma tão, mas tão consistente que ela não terá nunca mais coragem de se mexer dali, muitos menos de se dividir e se infiltrar entre o texto?
De maneiras que por aqui se têm dito palavras muito feias ao coitado do Word (e muitas lamentações ao namorado, que de tão querido que é vai ajudar a sua pipoquinha em ponto de fervura nesta árdua batalha, não vais?).
É isto. Vou voltar ao campo de batalha (20 days to go...).
Even if you break my heart
Even if you make things wrong
You will be the one
You will always be my love
(Wallpaper - The Gift)
Só porque encontrei esta imagem e adorei. Só porque caminhei ao som desta música que adoro. Só porque aquele filme é adaptado de um dos livros da minha vida.