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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Saltos, para quê (ou para quem)?

 

Diz o site da revista Máxima:

 

   Os saltos são, aparentemente, uma perda de tempo e um sacrifício desnecessário. De acordo com um estudo da Universidade Northumbria, em New Castle (Reino Unido), os homens nem sequer reparam quando uma mulher calça sapatos de salto alto. Os especialistas que integraram a pesquisa observaram as reacções dos homens quando por eles passavam mulheres com saltos altos e outras sem. Supostamente, cada um deles deveria notar alguma alteração de postura ou ter a ilusão de pernas mais longas. A conclusão foi, no entanto, bem diferente. A maioria dos homens não conseguia distinguir quais as mulheres que calçavam salto das que optaram por usar sapatos rasos. O esforço de muitas mulheres poderá, assim, ser em vão.

 

   Ora eu, assumidíssima high heels victim, pergunto-vos: mas nós usámos saltos altos por eles e para eles, ou por NÓS e para NÓS?

   Eu sei a minha resposta. E para mim não é um sacrifício; é parte de mim.

Sabem o que eu realmente gosto de fazer ao domingo à noite?

 

   Nah, nah, nah, não é ver os Ídolos, seus malucos.  

 

   É consultar as ofertas de emprego do JN e descobrir que - SURPRESA!!! - xpto abre vagas para psicólogos (m/f), blá, blá, blá, em regime de voluntariado! Upa, upa, que animador!

   Digam lá se não dá vontade de bater em alguém?

   E nós enviamos currículos, claro que enviamos! É isto ou um currículo de 3 páginas para toda a vida.

"És uma dona má"

 

   É o que o meu Ruka vai dizer amanhã quando acordar de uma anestesia e descobrir que, aos 5 meses, já não é tão macho como era há uma horita atrás e que nunca conhecerá alguns dos prazeres da vida.

   Aos poucos vou preparando-o para a certeza de que não deixará herdeiros neste mundo...

  

Será só impressão minha?

 

   Ou a FNACzinha do meu coração anda a exagerar no preço dos livros?

   É que já lá vão os tempos em que saía de lá com um livrito na saca. Quem não me escapa agora é mesmo ali o Continente, onde os tenho comprado entre 4 a 9 euros (!!) mais baratos.

   Como vês, querida FNAC, vê lá se abres os olhinhos. É que assim, o avô Belmiro é que sai a ganhar mais uma vez e olha que eu sou uma boa cliente quando o assunto são livros.

   O que te safa são esses 9.90 euritos desse Sims2-Animais de Estimação que tens aí e que, qual adolescente video-tola, quero ver na minha PSP.

Estranha sensação

 

   Ultimamente tenho-me sentido estranhamente bem no meu dos "meus pestinhas".

 

   Talvez porque eles vão demonstrando cada vez mais que eu já faço parte da vida deles e agora conseguimos realmente conversar, espontaneamente e por total iniciativa deles, sobre qualquer coisa.

 

   Um dia, vou sentir a falta deles.

 

   Deverei preocupar-me com esta minha súbita cedência às artimanhas infantis?

Quais as implicações de sermos psicólogos?

   Quais serão as características de personalidade de cada profissional?

   Quais serão as características de personalidade de um psicólogo? E quais serão as principais diferenças entre nós, psis, e os restantes profissionais?  

   Quais serão as implicações de se ser psicólogo, para a nossa personalidade e para o nosso bem-estar? Ok, passamos à frente o desemprego e a falta de reconhecimente, que essas deprimem-nos.

 

   O psicólogo, tal como outros profissionais que lidam de muito perto com a componente humana e, muitas vezes, numa espécie de papel de cuidador, apresenta um maior risco de burnout ou depressão. Será que nós somos mais resilientes perante esses riscos? E o que nos torna mais resilientes?

   Será que existe uma "personalidade de psicólogo"?

   E será que a experiência profissional tem algum impacto nessa personalidade? E em que sentido?

 

   A investigação tem demonstrado que os estudantes de psicologia e os próprios psicólogos são, tendencialmente, mais neuróticos e depressivos do que a restante população. Será que, depois de 10 anos a lidar com questões do foro psicológico, essas tendências se mantêm? Ou será que a experiência de ajudar os outros ao nível do funcionamento psicológico promove o desenvolvimento de recursos internos que nos torna mais capazes de fazer uma gestão mais funcional do nosso próprio funcionamento?

   Ou então, será que a experiência nos torna ainda mais neuróticos e depressivos?

 

   Estas e outras questões despertam o meu bichinho investigador. Quem sabe trarei respostas...

  

Como eu gosto quando elas ficam com um bocadinho de mim

 

   Uma das minhas ex-alunas (credo, já pareço uma professora a falar) que transitou para o 5º ano e mudou de escola foi-me fazer uma visita hoje. Não, não estava com saudades, mas tinha ido às compras com a mãe e achou que eu era a pessoa ideal para fazer uma primeira avaliação das suas novas roupas. Eles absorvem mesmo o melhor de nós, hein?

   "Prepare-se, que disto vai gostar...um vestido!!! (...) E já viu que quase que lhe serve? Usava com umas leggins por baixo...Eu comprei estas e estas..."

   "E agora a minha peça favorita...olhe, olhe, um casaco a parecer de pele, daquela encurrilhada, e justinho. É mesmo lindo!"

 

   E esta era uma das minhas "pequenas" preferidas, não só porque era extremamente inteligente, madura e vaidosa, mas também porque não falhou um dia no "Está muito bonita hoje!" e garanto-vos que se existia alguém que conhecia o meu guarda-roupa tão bem como eu, era ela.

Às 00:05 a.m.

Tenho uma bola de pêlo alaranjada a abrir e fechar a porta do meu quarto com as suas patinhas fofinhas.

 

Isto depois de ter descoberto a sua nova brincadeira preferida: escondo o meu ratinho atrás da porta, fecho a porta, pego no meu ratinho e ponho-o do outro lado da porta, abro a porta, pego novamente no meu ratinho e volto a pô-lo atrás da porta, fecho a porta...e às vezes lembro-me de a empurrar com tanta força contra o batente que acordo toda a gente.