Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Há coisas incompatíveis

 

 

   Como por exemplo, o meu gato e o meu colete de pêlo.

 

   O comportamento dele, o gato, alterna entre o salto desenfreado para agarrar o dito, o colete, e tentar arrancar o máximo de pêlos possíveis ou o sedutor aproximar seguido de um lambe-lambe nada agradável para uma peça de roupa.

Há livros e livros

 

   E há aqueles que eu simplesmente não consigo acabar de ler. E como sou teimosa-teimosa, ando ali com os calhamaços de um lado para o outro, numa de "vou ler agora aquele que comprei e depois acabo este". Foi assim com "A Mancha Humana", de Philip Roth, que até parece que é homem para ter recebido nomeação para o Nobel da Literatura, ou com aquele livro do Stephen King, de que já nem me lembro do nome, ou com os livros do Garcia Marquez. E está ser assim agora com "O Deus das Pequenas Coisas", que sempre me suscitou muita curiosidade pelo sucesso mundial que teve, mas que há meses que não saia da primeira gaveta da minha mesinha de cabeceira, porque não me cativou minimamente até agora, mas que vai, teimosamente, ser lido até ao fim. Não prometo é que as 10 páginas que ontem li signifiquem que vai ser lido agora-agora. É que estou mesmo com muita vontade de continuar a minha actividade de reconhecimento do génio literário de José Saramago.

 

   E vocês, também já lutaram contra a vontade de desistir de um livro?

E tu, como passaste o teu Domingo?

 

   Muito enroscada no meu Mr.Big, com um nariz pingão e entupido, uns ouvidos a querer estourar e um corpinho que parece ter levado uma valente tareia.

  

   Nos momentos em que consegui manter os olhos abertos fui vendo "Miúdos e Graúdos" e "A Troca", os quais não vou comentar, porque dado o meu estado, sou capaz de ter perdido algumas partes fundamentais.

 

   Tendo em conta que tomei a vacina da gripe na 5ª feira, começamos bem, começamos...

 

Dueto para Um, a peça

 

 

"É que Deus não existe, sabe, Dr. Feldmann, mas eu sei aonde foram buscar essa ideia: foram buscá-la à música. É uma espécie de céu. É não-terrena. Eleva-o para fora da vida em direcção a outro lugar."

 

   "Sentada numa cadeira de rodas, mais pela imprevisibilidade de resposta do sistema nervoso central do que por real perda de autonomia, ela é essencialmente a mesma intérprete histriónica, a mesma força persuasiva ainda que sem canal. Enquanto paciente, a sua resitência à terapia é assinalável. Em primeiro lugar, porque mesmo tendo a noção de tudo o que a doença rasura, Stephanie recusa a uscultação de qualquer inquietação ou sofrimento, que aos seus olhos confirmariam a sua condição de vítima; em segundo lugar, porque o preconceito de que faz prova em relação aos psiquiatras em geral descredibiliza o seu interlocutor, remetendo-a a uma cúpula de sarcasmo e não-cooperação; em terceiro e último lugar, porque sendo da sua natureza dar espectáculo, Stephanie chega com um discurso pragmático, até optimista, rigorosamente ensaiado e executado nos moldes que concebe eficazes. (...)

   Feldman tem a função difícil de obstaculizar a tentação da solista, de não permitir que tenda, a respeito de si mesma, a uma interpretação definitiva que exclua um conjunto de "sentimentos perfeitamente normais", aqueles que mais resiste a enunciar."

 

   Simplesmente, adorei!

Ora toma lá uma coluna de 50 anos

 

   Já temos veredicto clínico quanto à minha coluninha e foram eliminadas todas as hípóteses previamente estabelecidas.

   Ao que parece, tenho um canal lombo-sagrado pouco amplo, lá para os lados de L3-L4 e L4-L5, produzido por hipertrofia degenerativa dos maciços articulares e ligamentos amarelos espessos. Traduzindo em linguagem corrente, parece que resta pouco espaço "livre" entre a coluna propriamente dita e o canal por onde circula o LCR, o que faz com que, por vezes, a vértebra entre em contacto com os nervos e a coisa não dá muito bom resultado.

   O animador em tudo isto é que se trata de uma situação relativamente frequente em jovens...com mais de 50 anos! Ora como eu, com os meus doces 24 anos, resolvi me adiantar, terei de ser acompanhada bem de perto, com direito a ressonâncias anuais e com um promissor "tem aí uma coluna que lhe vai dar muitos problemas".

   A parte boa é que a única forma de lidar com isto é fortalecendo ao máximo os músculos abdominais, os lombares e os das costas, com natação e exercícios localizados e um anual mês intensivo de fisioterapia...na água! Eu que me dei à preguiça e que reduzi o meu exercício às minhas caminhadas, vou voltar ao activo. E o meu corpo ainda vai sair a ganhar! É mesmo verdade que nada é totalmente mau.

 

   E agora o mais importante!!!! Estão a ver os saltos? Pois é...sabem qual é a culpa dos pequerruchos nesta história toda?? E sabem qual é a percentagem de agravamento que trazem para esta coluna de velha?? ZERO!!!! Zerinho!!! Dito pelo Sr. Dr "Essa altura, para quotidiano, será o máximo para si (e sim, eram altos!). Desde que não use saltos gigantes e pouco compensados, não há qualquer problema". Pimba!