Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Sobre a notícia do dia

 

   Sobre a notícia do dia, dos jovens que agrediram uma colega, filmaram tudo e ainda colocaram o vídeo no Facebook, não tenho muitas palavras. Senti-me verdadeiramente incomodada ao assistir às imagens e não sei até que ponto a comunicação social agiu da forma correcta ao colocá-las nos telejornais. Mas não me surpreende tal violência e consequente atitude dos ditos agressores. Aquilo até terá sido coisa para lhes aumentar o ego. Das que batiam e dos que se riam da cena que acharam óptima para actualizar os seus murais. O que me surpreende e preocupa é o grau a que a educação dos nossos jovens chegou e aqui incluimos os pais daqueles meninos pouco crescidos. E mais grave ainda é a ausência de consequências para estes jovens, que, no final, conseguiram muito mais do que uma audiência facebokiana. Não são estes os exemplos que queremos para o nosso futuro.

Uma questão de verbos

 

 

   Há muito boa gente por aí, papás e mamãs nomeadamente, que até já reconhecem a importância e o papel que um psicólogo pode representar  no crescimento e desenvolvimento dos seus filhos. O problema é que há alguns que pensam que isto do psicólogo é mais ao menos como o médico que cura uma otite ou uma dor de barriga: não se é "acompanhado por um psicólogo" (sabe-se lá os estigmas que isto pode causar nas cabeças menos entendidas), "vai-se ao psicólogo", assim em jeito de quem vai ao médico queixar-se de uma dor de barriga e com uma consulta de 10 minutos a coisa fica resolvida com pílulas muito ou pouco milagrosas. O psicólogo é coisa do género: quando o menino está mal pedem uma consulta com muita, muita urgência e quando só voltam quando a coisa volta a correr mal, nem que isso implique lá voltar de 3 em 3 meses, esperando que num só contacto se estabeleça uma relação suficientemente sólida para ter propósitos terapêuticos, se perceba toda a complexidade da pessoa que temos à nossa frente, mesmo que seja uma criança, se perceba o dito "problema", se estabeleçam estratégias de intervenção, se implementem as mesmas e, magia das magias, as ditas tenham efeitos imediatos. O problema é que no que ao que o ser humano diz respeito as coisas são bem mais complexas e "ir ao psicólogo" só quando o menino chora, faz birra ou se porta mal não é o processo ideal e poucas mudanças introduzirá no comportamento da criança. O trabalho psicológico é um trabalho continuado e gradual, de conhecimento a cada contacto e de introdução lenta de alterações. Não é como ir ao médico medir as tensões, não seguir a prescrição e só lá voltar quando as tensões ultrapassarem todos os limites. O verbo do contacto com um psicólogo não é o verbo "ir" mas sim o verbo "andar" e só depois "mudar". Enquanto não perceberem isto vão continuar a desvalorizar o nosso trabalho, mesmo que reconheçam vagamente a nossa potencial importância.

Sugestões aceitam-se e precisam-se

 

 

   Levo diariamente o meu almoço para o trabalho, uma vez que sou muito esquisitinha no que a comidas diz respeito e, para mim, o que é feito em casa é que é bom. Tudo muito bonito nas primeiras semanas, já que agora escasseiam as ideias de comidinhas práticas e leves para levar todos os dias. Ah a sopa cai sempre bem. Correcto, cai sempre bem, mas todos os dias e principalmente nestes dias de calor, a coisa complica-se. a minha preferência recai sempre nas massas, mas a dada altura dei por mim a pensar que as pessoas com quem almoço devem pensar que eu preciso mesmo do ordenado ao final do mês já que como massa todos os dias, semana após semana. De maneira que preciso de ideias, sugestões e boas comidas para encher a barriguinha ao almoço. Com a ressalva de que, à excepção das saladas, comida para mim tem de ser quente!

 

   Conseguem ajudar-me?