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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Do amor

 

   "O que nos aconteceu?"

 

   Foi apenas o que conseguiu dizer, mas a pergunta encerrava tudo. Amélia baixou os olhos e sorriu o sorriso dos tristes, o rosto derramando-se numa expressão melancólica.

 

"Aconteceu-nos a vida."

 

José Rodrigues dos Santos

"A vida num sopro"

Acordei de uma noite mal dormida

 

 

 

 

Para descobrir que é Sábado e, mais uma vez, não está sol.

 

Não bastasse a tristeza que se abate nas gentes nestes dias cinzentos de Primavera, ainda tenho de gramar o desespero da minha coluna por este tempo magnífico.

 

F** word para ti, S. Pedro.

Primavera

 
THE GIFT "Primavera"
 
Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
E sei dos teus erros
Os meus e os teus
Os teus e os meus amores que não conheci

 

Parasse a vida
Um passo atrás
Quis-me capaz
Dos erros renascer em ti

 

E se inventado, o teu sorriso for
Fui inventor
Criei o paraíso assim

Algo me diz que há mais amor aqui

Lá fora só menti
Eu já fui de cool por aí
Somente só, só minto só

 

Hei-de te amar, ou então hei-de chorar por ti
Mesmo assim, quero ver te sorrir...
E se perder vou tentar esquecer-me de vez, conto até três
Se quiser ser feliz...

 

Se há tulipas
No teu jardim
Serei o chão e a água que da chuva cai
Para te fazer crescer em flor, tão viva a cor

Meu amor eu sou tudo aqui...

Sábado à noite não sou tão só
Somente só
A sós contigo assim
Não sou tão só, somente só

 

Das pessoas especiais

 

 

   Não ligo a futebol. A verdade é que nem sequer me sento a assistir a um jogo de futebol. Já fui sócia do FCP, verdade, mas só porque era requisito obrigatório para quem frequentava as equipas de natação portistas. Assumo-me portista por influência familiar, quando era miúda gostava de ir até aos Aliados festejar as vitórias azuis e brancas, mas com a idade a coisa foi esmorecendo e hoje limito-me a saber aquilo que o meu pai me diz sobre futebol.

   Posso não gostar e não perceber absolutamente nada de futebol, mas sou fascinada por pessoas, principalmente pelas que marcam a diferença. Gostava do Mourinho e gosto independentemente da equipa que lhe pague o ordenado milionário. Gosto dele não enquanto treinador, porque essas potencialidades passam-me ao lado, mas enquanto pessoa capaz de tantos méritos que, ao que dizem, se deve muito mais a trabalho de balneário do que a treino técnico.

   E é por isto que gosto deste Villas Boas. Pelo trabalho fantástico que está a fazer na equipa portista esta época, mas sobretudo pela enorme capacidade que deverá ter de motivação e gestão do espírito de equipa com uma idade tão precoce em termos de experiência profissional. São estes os profissionais que há que valorizar. Nesta e noutras áreas, vamos encontrando seres especiais, capazes de colocar equipas lá no topo, fazê-los acreditar e lutar por um lugar entre as estrelas. Estes merecem ser notícia e aplaudidos.

Quando o bom deixa de ser bom

 

"Pain is temporary. Quitting stays forever."

 

   É esta uma das máximas que está inscrita lá no ginásio das elites, bem centrada na sala de cycling. Na verdade, não haverá sala melhor para a colocarem já que eu já há muito desisti de sequer equacionar a hipótese de algum dia entrar numa aula daquelas. No entanto, o que despertou a minha atenção nesta frase foi sentir que esse é precisamente o espírito que eu não gosto no desporto, pois coloca-o ali no limite da obsessão com qualquer coisa que pode variar entre o corpo estupidamente músculado tipo Hulk (o verde!) ou o corpo estupidamente trabalhado e sem carne por onde se lhe pegue estilo Victoria Beckham. Para mim, tudo o que é levado ao extremo da dor deixa de ser prazeroso para a pessoa, logo nunca poderá sequer ser considerado desporto. Desporto é aquilo que fazemos com um mínimo de satisfação e prazer, para no final nos sentirmos leves, bem-dispostos e com aquele cansaçozinho bom que se faz sentir mas que ainda nos permite ir fazer o que bem nos apetecer. Tudo isso que faz sofrer, que põe a pessoa a grunhir ou que obriga a assistência médica não é desporto. Poderá ser obsessão, loucura, doença, o que quer que lhe queiram chamar. Se provoca dor, e dor é mesmo dor, não é o "ai-ui que descobri tantos músculos novos", então desistir deverá mesmo ser a palavra de ordem. Eu já desisti muitas vezes, já disse muitos "não aguento mais", ou até mesmo "este esforço todo não é para mim" e nunca me senti incomodada com isso. Valho-me da certeza de que, sempre que faço qualquer tipo de actividade física, termino-a com uma agradável sensação por todo o meu corpo, que nunca é dor e que me faz realmente não querer desistir de me mexer. Já essas loucuras que nos põe a escorrer rios de suor não são para mim. Mas isto sou eu que me rendo a uma aula de yôga ou a uma piscinita e que no currículo desportivo conto com coisas muito violentas como step, hip hop, cardio-fitness e a mais violenta de todas body combat durante 2 meses e onde a cada aula perdia as gorduras que tinha e que não tinha.

   Por isso, sports yes, pain no.

 

   Já como "filosofia" de vida a dita citação conduziria a caminhos mais agradáveis...pano para outras mangas.

 

Uma questão de hora

 

 

  Pesei-me de manhã, em jejum, como mandam os entendidos e os menos entendidos e cheguei à conclusão que gosto muito mais da balança de manhãzinha. Especialmente quando ela marca quase menos 2 quilos do que ao final do dia. O que me leva a questionar em "quem" acreditar: de manhazinha ou pela tardinha? E já agora: porque raio é que incho tanto ao longo do dia?

 

   Ainda assim, isto de nos pesarmos de manhã e descobrirmos menos dois quilitos que o habitual pode ter um excelente efeito terapêutico-motivacional.

Porque nem só de Zara vivemos nós

 

   Na Primark encontramo-las por uns magníficos 11 euros cada, nestas e noutras cores. As verdinhas já cá cantam e escusado será dizer que as azuis previamente adquiridas na Sfera voltaram à loja, já que pelo preço delas posso adquirir 3 parzinhos. E agora tenho reflectido na questão: vermelhas ou pink? Hum...