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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Quando (finalmente) temos um fim-de-semana de sol e calor

 

 

   Só nos apetece "esplanar" e disfrutar de um bom gelado, enquanto aproveitamos para dar uma primeira corzinha a uma pele ainda de Inverno. Posto isto, não é de estranhar chegar a Domingo à noite com uma série de "tatuagens solares" em formato de vestido, pulseiras, relógio, anel, sapato e, esta a minha favorita, óculos de sol.

   Um bem haja para o sol!

Seguimos na literatura nacional

 

 

   Depois do Codex, não fiquei propriamente fã, até porque me pareceu uma tentativa de criar um Dan Brown à portuguesa. No entanto a mistura das palavras "romance histórico", "salazar", "Estado Novo" e "40% desconto" fez-me trazê-lo para casa para me ir entretendo até à chegada da Feira do Livro do Porto.

O estado da nação (pelo estado da televisão)

 

 

   Às vezes dou por mim a pensar porque passo tantos dias sem ligar a televisão. Quando a ligo e zappeio pelos canais nacionais percebo perfeitamente o motivo. De facto, chego a ficar aparvalhada com a selecção de programas nacionais que nos oferecem. Fico até indecisa quanto ao canal onde parar. Se naquele do serviço público com aquela casa de pseudo-conhecidos/comediantes que tentam parodiar sei lá bem com quê, com um objectivo que sinceramente nem quero chegar a perceber; se no outro dos gorduchitos que se fartam de chorar e ser assistidos pelos paramédicos, intercalado com aqueles discursos tão, mas tão, espontâneo e naturais dos ditos treinadores, que nos vem provar o que já todos sabiamos: qualquer tentativa de copiar formatos estrangeiras sai sempre ao lado; se naquele outro da selva, com os seus famosos perdidos na anti-civilização a sofrerem horrores, coitadinhos, que foram para lá obrigados e de bolsinhos vazios, mais aquela espécie rara que junta Castelo e Branco no mesmo nome e que continua a ser alimentado pelos cofres nacionais.

   Ora entre esta mui nobre selecção questiono-me não sobre o motivo do meu desinteresse pela televisão, mas sobre o interesse das gentes que se sentam a assistir àquilo e ainda gostam...tudo bem que temos de dar emprego a esses VIPs todos do nosso país, que é tão pequeno mas tão prolifero na produção dessa espécie; tudo bem que temos de descentralizar as atenções das troikas e dos Sócrates e sus amigos, mas chegámos a descer baixo...mal por mal, sempre é preferível ouvir o Sócrates que até sabe falar bem (perdão, ler bem).

Hoje fomos às compras

 

 

foto daqui

 

   Depois de muito veste e despe, muita indecisão entre azul, vermelho ou verde, e depois de muitas desilusões com os modelos encontrados, eis que trouxe as azuis para casa, de uma loja onde nunca esperaria encontrar o que quer que fosse (Sfera).

   Ainda em fase de habituação a estas cores em calças, procuro sugestões de looks perfeitos.

Histórias com gente dentro #6

 

   Gosto dos dias que dedico às visitas de apoio domiciliário. Primeiro porque ando na rua de um lado para o outro, que é coisa que me agrada bastante, já que sou um pouco alérgica às 7h de clausura diária. Segundo porque muitas das vezes essas andança, que chegam a ser de Km, são feitas a pé, o que é maravilhoso para a linha e péssimo para os meus pés. Terceiro porque vou quase sempre acompanhadas pelas domiciliárias que prestam os cuidados de higiene e alimentação e que são extremamente acessíveis e simpáticas e nos passam informações cruciais, já que são, em muitos casos, as únicas companhias de muitas pessoas. E quarto e principal, porque vou eu ter com quem precisa de alguém e, ainda que por pouco tempo e só uma vez por semana, reduzo um pouco a solidão daquelas pessoas. É uma realidade dura, sem dúvida, pois encontro aquilo que a sociedade ignora ou esquece e encontro também casos gravíssimos de completo estado vegetativo ou de falta de condições. Das físicas, porque da falta de condições humanas já nem me atrevo a falar tamanha é a quantidade de atrocidades a que assisto.

   Ainda assim, gosto desta parte do meu trabalho e talvez seja a que mais me faz crescer e a que mais me perturba o sono. É o que está entre quatro paredes, muitas vezes à espera de nada nem ninguém, apenas a morte. E no final, sabe bem ouvir um "obrigada por este bocadinho" ou apenas e só um "obrigada só pela companhia". Porque é isso que eles querem e precisam: de companhia, de quem os ouça, de quem lhes relembre que há um mundo para lá daquelas janelas fechadas.

 

Será?

 

 

   Hoje, durante uma visita ao domicílio, olhei para a televisão incontornavelmente ligada e deparei-me com uma apresentadora envergando umas bonitas calças skinny verdes com umas maravilhosas sandálias pretas e pensei: "eh pá, era menina para gostar de umas coisas daquelas".