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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Saldos, compras e afins...

 

   Acho que podemos declarar oficialmente aberta a época de saldos SS11. Eu já comecei a fazer alguns estragos na minha conta bancária, se bem que cada vez me acho mais contida, ao ponto de trazer para casa apenas aquilo que gosto e dois dias depois ainda ir devolver uma peça ou duas. Este ano já aconteceu isso com uma camisola rosa, que me pareceu demasiado colada ao corpo e com uns sapatos verdes, que embora me agradassem acabavam por ser cromaticamente pouco práticos. Tirando isso, estou numa de vestido apresentáveis para trabalhar (já que os meus de Verão me pareciam um pouco curtos), todo o tipo de calças que não de ganga e camisas e/ou túnicas. Sapatos e sandálias nunca são demais, embora me ande a controlar. Já aquela malita azul e camel da Parfois ficou-me cá no olhar e está-me a tentar bastante. De resto, é ir espreitando as lojas e procurando verdadeiras pechinchas, já que é disso que nós realmente gostamos. É que precisar, precisar, já se sabe que nunca precisamos de nada, embora todos os dias nos falte algo no momento de nos vestirmos...mas isso já são outras complicações.  

Depois de os ver em filme...

 

   Fiquei a admirar, ainda mais, aquele Ser chamado José Saramago, que era suficientemente arrogante e pretensioso para ser adorado em todo o mundo. Não o chamaria polémico, mas sim directo, claro e certo das suas convicções. E quando assim somos, nada devemos ao mundo, o que nos idolatra e o que nos calca. Reconheci-lhe até um certo humor negro que lhe ficava tão bem. Isso e o aparente (ou será que não era assim tão aparente) desinteresse por tudo aquilo que ele gerava por essas fronteiras fora.

 

   Já da sua adorada Pilar não fiquei com a melhor das impressões. Não querendo entrar em especulações deixava sempre a sensação de "empurrar" Saramago para todo aquele frenesim. Tudo bem que até só poderia querer dar Saramago ao mundo e colocá-lo no topo que é onde ele merecia e merece estar e será sempre de louvar aqueles que o fazem, já que o seu país tarde o reconheceu e mais porque parecia mal Saramago ser mundial e não ser português, mas transparecia ali sempre aquela espécie de imposição e aquela arrogância que não me caiu tão bem quanto a do seu querido José. Ainda assim, poderão ser apenas impressões.

 

   E Saramago mostrou-se, mais uma vez, grande. Muito grande.

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