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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Histórias com gente dentro #15

 

   São constantes as queixas que eu ouço dos familiares relativamente ao tratamento que é dado aos seus entes sempre que são hospitalizados. Não estamos a falar do tratamento médico, embora por aí também pudéssemos entrar, mas felizmente ainda existem bons médicos no nosso país. Falo do tratamento dado por pessoal auxiliar e de enfermagem, nomeadamente ao nível da higienização dos doentes e mudanças de posição em doentes permanentemente acamados.

   São coisas que me custam muito ouvir, pois gostava de acreditar que os nossos hospitais, que estão lá para cuidar, sabem mesmo cuidar e tratar a pessoa em toda a sua totalidade enquanto ser humano. No entanto, o que parece acontecer é que, por um lado há poucos seres humanos a tratar doentes e, por outro, há poucos técnicos a lembrarem-se que lidam com seres humanos, doentes.

   Ainda assim, continuo a querer acreditar que existem bons profissionais no sistema de cuidados de saúde. Autênticos seres humanos a cuidarem de seres humanos.

Histórias com gente dentro #14

   Acho que devo começar a preocupar-me quando o que uma criança de 3 anos me diz mal me vê é, e em jeito de discurso corrido:

 

“Olá Dotoua xpto, o G. xabe o alfabeto A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z e as fómas xiométicas, o tiangalo, o quadado, o retangalo, o hexágano, o pentágano, o ciculo e os números 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11 …"

(e por aí fora).

Obrigada a eles

  

 

   Uma das melhores partes do meu trabalho é o reconhecimento e agradecimento que recebo quase diariamente por parte daqueles com quem lido directamente. A maior parte desse reconhecimento vem dos meus “velhinhos”, que muitas das vezes não têm mais, ou mais ninguém, para além do que nós lhes proporcionamos. E é tão bom quando eles nos reconhecem por isso e nos dizem aquelas palavras simples, mas bonitas e cheias de força, que nos arrancam sorrisos com o coração e nos fazem regressar a casa com aquela sensação de dever cumprido, que muitas vezes roça o “eu estou a deixar uma marca no mundo de alguém”. Eu gosto desses dias, os dias em que regresso a casa com as palavras deles nos ouvidos, no coração e na alma, como por exemplo as palavras do Sr. A., que nos seus 53 anos nunca passou dos 10 e que agarrado a mim, de cabeça encostada no meu ombro enquanto me faz festinhas no braço, diz “Ai Dra. Na, gosto tanto de si”. Ou aquelas palavras da Sra. A., com uma imagem de velhinha amorosa com o seu cabelinho branco preso em puxo de bailarina, que me diz “Muito obrigada e parabéns por aquilo que nos faz. Faz-nos tão bem. Muito obrigada”. Ou as não palavras da L., que nasceu surda-muda mas que “fala” pelos cotovelos e que me abraça com tanta, tanta força sempre que a chamo para alguma actividade mostrando-lhe que ela é tão capaz como qualquer outro. Ou o colinho da Sra. C. que fica ofendida sempre que me recuso a sentar no seu colo. E ainda a Sra. D. que nos seus fabulosos 95 anos passou dias a dizer “diga à minha bisnetinha para me vir visitar que eu estou cheia de saudades dela”, para depois descobrirmos que “ai Sra. Dra., a menina é a minha bisnetinha, está bem? Gosto tanto de si que tem de ser mais do que a minha Dra.”.

   E poderia continuar por aqui fora com tanto do que diariamente recebo daqueles que julgam que já não têm valor nenhum, mas que são tão fundamentais para o nosso bem-estar.

   Obrigada a eles. É por eles que esta experiência está a valer a pena.

Ele está de volta!

 

   Assunto resolvido!

   O meu piqueno ex-telemóvel novo resolveu mesmo morrer para a vida definitivamente. A parte boa é que os responsáveis pela loja onde o comprei resolveram ser muito muito fofinhos e "ofereceram-me" um novo telemóvel. E como o que eu queria, que era exactamente igual ao anterior, estava esgotado na minha operadora, ainda fiquei a ganhar, já que trouxe um telefone livre de operador, de valor superior ao adquirido primeiramente e sem qualquer custo adicional para mim. Quase que é caso para dizer: há males que vêm por bem!

 

   A parte verdadeiramente má desta história toda é que perdi todos os meus contactos!

Dos bons filmes

 

  À partida não prometia nada. Era só mais um daqueles filmes que via apenas por ver, porque tinha ouvido falar da história, porque era baseado em factos verídicos e porque me apetecia um filmezito light. Devo dizer e confessar, e agradecer por ter visto o filme em casa, que passei grande parte do filme de lágrimas nos olhos. Mas é assim tão bom? Não. Simplesmente comoveu pensar que existe realmente alguém com aquela força toda, com aquela espécie de aura que só pousa em seres extraordinários, que com pequenos passos, ou neste caso braçadas, são capazes de chegar ao mundo todo.

   Não lhe chamaria uma história de coragem, mas antes uma lição de como nos piores momentos da nossa vida há sempre, sempre, uma solução. Basta sermos capazes de ver as coisas de uma outra perspectiva, lutarmos, lutarmos muito, acreditarmos e sentirmos.

   Recomendo!

Dos pequenos dramas da vida

 

   E eis que ao 16º dia, repito, 16ºdia, o meu telemóvel novinho em folha, giro e amoroso que só ele, avariou. Isso mesmo. Foi-se, não dá qualquer sinal de vida...ao 16º dia.

   E agora eu divido-me entre a tristeza de estar sem ele e a raiva por um telemóvel novo, do valor que ele custou, ter avariado ao fim de 16 dias, prevendo-se a ida para marcas e afins, temporadas longe de mim e alterações numa máquina nova, com pouquíssimo uso, de uma marca que supostamente é líder de mercado.

   Devia ter ouvido a minha mãe que sempre me disse "vais dar tanto dinheiro por um telemóvel para depois avariar...". É que eles conseguem ter sempre razão.

Colour is the new black: orange power!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   O mote foi dado pelo anúncio do Continente! Sim, esse mesmo dos cartões e outras complicações com os descontos dos 75%. A dada altura do dito anúncio a senhorita que anda às compras surge com uma blusinha laranja e umas calças de ganga. Ora eu muito atenta a promoções e afins também no que a mercearias diz respeito, espreitei o anúncio e muito para lá dos descontos nos comes e bebes o que despertou a minha atenção foi a blusnha da senhora, num corte exactamente igual a uma que trouxe da Zara, mas naquele tom laranja, que nunca me passaria pela cabeça vestir.

   Pois qual não é o meu espanto quando dou por mim a pensar "aquela conjugação ganga-laranja fica mesmo bem...". E pronto, o caldo estava entornado. E lá juntei eu um bem à minha wishlist: uma blusa laranja. Ora, depois de pesquisar por saldos e mais saldos, quando já pensava em desistir, eis que entro na Primark, essa loja que nos salva sempre a carteira, e lá estava ela: bem simples, bem fresca e num laranja a fugir para o coral lindo que só ele. O preço? Uns simpáticos 9 euros. É que já a adoro!

Summer details

 

 

Clutch (Primark, 3euros! um verdadeiro achado)

Colar (Primark, 2euros)

Lenço (Zara, 3,99euros)

Anel (Parfois, 2,99euros)

Pulseira Pandora (nem quero sonhar com o preço)

Meu querido mês de Agosto

 

   Nunca te achei grande piada, afinal sempre correste lento e pachorrento, com meio país de papo para o ar e a outra metade a desejar a mesma situação enquanto amaldiçoam os emigrantes que se passeiam lentos e pachorrentes no seus mercedes e no seu franciú aportuguesado.

   Na verdade, não tenho absolutamente nada contra ti, exceptuando o facto de seres o mês de férias por excelência para uns, enquanto outros por cá continuarão na mesma rotina de sempre, mas com menos para ler. Afinal, é Agosto e meio país está de férias e a blogosfera também.

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