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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Keep it easy & simple

 

  Não gosto de acumular bens e coisas, sejam elas quais forem. Nunca percebi muito bem essas histórias do "fazer o enxoval" ou "ah esse não é para usar porque é para guardar e não quero estragar". Guardar para quê? Acumular porquê? Comigo a coisa é bem simples e sempre prática: gostas? Usas. Não gostas? Não usas? Give away. Funciono assim em tudo. Sim, roupa incluida. É por isso que quando a minha mãe me diz "Vamos arrumar isto ou aquilo" eu já sei que vem aí chatice. Não é que a senhora minha mãe é das que parece que tem medo de se desfazer das coisas? Pior, é das que gosta de ter aquelas coisas guardadas porque , diz ela, são boas demais para pôr a uso. Ai, mãezinha, mãezinha...Normalmente a coisa compõe-se e eu consigo despachar uns quantos bens desnecessários e totalmente "fora do contexto". Mas que ela não gosta, lá isso não e julgo até que estremece sempre que eu tomo iniciativa de arrumar seja o que for; já sabe que vai ouvir muitas vezes "não, para dar, não, para despachar, não, piroso, não, século XVIII (esta foi o meu pai que ouviu; o assunto era copos de cerveja).  

   Na mnha casa não vão encontrar desperdícios. Aliás corremos até o risco de a profecia da mãe se cumprir e "depois queres coisas para uma ocasião especial e não tens nada em condições". A sério, coisas de ocasião não é para mim.

  

Histórias com gente dentro

 

G.(75 anos): "Ai o que eu gosto mesmo é de andar de leitão. Às vezes venho por aqui fora e deito-me na espreguiçadeira a dormir assim de leitão."

 

Eu: Oh Dona G., o que é isso de andar de leitão?

 

G.: Então, é andar só de cuequinha. 

 

Há dúvidas? 

Num típico dia de chuva...

 
 Há filas e mais filas e o regresso a casa dura mais uma hora do que é habitual, porque por onde quer que se vire e se fuja há filas e mais filas e carros batidos e caras fechadas. E eu bem respirro fundo, ponho uma boa música a tocar no carro e começo a cantarolar sem me importar com o que o vizinho do lado poderá pensar. 
   Mas tudo tem limites e para mim o limite é ouvir o mesmo cd tocar duas vezes e mesmo assim não ter chegado a casa, levar com uma valente trovoada pelo caminho (sim, eu tenho me-do da trovoada) e chegar a casa e perceber que estamos sem luz, o que entre outras coisas significa que o portão nem sequer abre. 
   
   

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