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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Sobre o escrever e o gostar de escrever

   Gosto de escrever, é um facto. Embora já tenha escrito mais. É a velha desculpa do "ai não tenho tempo", que não deixa de ser uma desculpa ligeiramente válida, uma vez que não será tanto uma questão de tempo mas antes uma questão de "não tenho cabeça para mais nada". Ultimamente, por cá, é isso que vale. Ainda assim, continuo a gostar de escrever. Gosto muito mais de pôr as coisasem palavras escritas do que em palavras faladas.

    O que eu não gosto é de escrever com timmings pré-definidos, temas ou limitações. É por isso que tenho quase a certeza que não me daria bem na profissão de jornalista (que chegou a ser uma das minhas "quando for grande quero ser..."). E também é por isso que ando com uma folha A4 de um lado para o outro na carteira desde o início da semana com a intenção de escrever um artigo para a revista da instituição onde trabalho. A questão é que me impuseram uma data de entrega (próxima semana), um tema (ainda que muito vago e abrangente) e um limite (que também é bastante abrangente). E tudo o que escrevi até agora foram meia dúzia de linhas iniciais e mais meia dúzia supostamente finais. E todas elas durante momentos de insónia.

   Resta-me esperar por mais umas duas ou três noites de insónia nos próximos dias e logo se verá o que sairá daqui.

Quando há sol

 
...gosto de sair por aí, de máquina fotográfica em punho, a fotografar tudo quanto me apeteça e mereça ser registado num click.
   Amanhã é o que tenciono fazer!
 
   BOM FIM-DE-SEMANA!!! 

"Aquilo que tiver de ser meu, às mãos me há-de vir parar"

«(…) mas eu realmente disse “Aquilo que tiver de ser meu, às mãos me há-de vir parar” – o que parece completamente absurdo, porque dá ideia de que tu não tens de fazer nada, apenas ficas à espera que te caia aquilo que tu supões que mereces, embora eu não eu não tivesse nenhuma ideia sobre aquilo que eu merecia ou não.

 

  Repara, mas, como te disse, realmente eu nunca tive nenhum tipo de ambição. Em cada momento da minha vida fiz o trabalho que tinha que fazer, começando pelo de serralheiro mecânico e passando depois por várias outras coisas até chegar aqui, mas sem nenhuma ideia de projecto – estou cumprindo os passos para chegar a um determinado fim. Eu nunca disse, como colegas meus, em entrevistas, que iriam ganhar o Prémio
Nobel, nunca disse. Nunca disse, como outros que em Portugal só havia dois escritores que mereciam ganhar o Prémio  Nobel, a pessoa que o disse e um outro, e depois, afinal de contas, nenhum deles ganhou, ganhou quem parece que tinha de ganhar. E depois você tem de acrescentar aí que o panorama literário estava todo claro, definido, cada um diz “Este é o meu território, este é o meu território”, e de repente chega alguém e desarruma o território. E tinha quase sessenta anos, sou uma pessoa que em princípio devia estar fora do concurso…Foram poucas as pessoas que tiveram a generosidade suficiente e necessária de reconhecerem que alguma coisa tinha acontecido na literatura da nossa terra e aceitá-lo como uma coisa natural.»

 

JSaramago