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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

A todos os portugueses, por esse mundo fora...

«Recebo este prémio em honra e em nome de todos os portugueses que por uma qualquer razão se viram obrigados a sair do seu país para irem trabalhar para o estrangeiro. Uns porque passam fome em pleno século XX, outros porque o país não lhes deu as oportunidades que mereciam, outros por pura inspiração. Somos um país de emigrantes, de gente corajosa, gente que não tem medo de ir à luta, de procurar formas de vencer na vida. Eu sou apenas um dos que conseguiram. Há muitos mais. Outros podem não ser tão conhecidos, não ter uma conta bancária tão recheada, mas existem e estão espalhados pelos quatro cantos do mundo. Merecem o nosso respeito e a nossa admiração. E principalmente merecem não ser esquecidos. Podem ter uma pronúncia estranha quando falam português, misturar a língua natal com a língua que costumam falar, mas são tão portugueses como todos os que aqui estamos nesta sala.»

"Longe do meu coração", Júlio Magalhães 

Querido Pai Natal...

...eu sei que ainda estamos em Agosto e ainda muito sol há para brilhar, mas hoje dei por mim a pensar em ti e em como para mim chegas a dobrar em Dezembro, já que vão ser 27 aninhos e o 27º Natal, e apercebi-me que já tenho uma pequena lista para te entregar, assim para ires juntando uns trocos, que este ano estou para pedir prendas generosas.

   Então toma lá 3 pequenas ideias para me mimares este ano:

Pandora

(quero outra pulseira, pai natal. Só ainda não decidi se a quero em prata ou em pele, mas até lá vou-te dando notícias)

CK Jewelery

(já olhaste bem para os anéis lindos que a CK tem? Eu sei que já tenho um, cortesia do meu Mr. Big, mas outro era muito bem-vindo e eu já pus os meus olhinhos em dois modelitos em dourado que me iam fazer mesmo feliz)

Perfumes 

(ai pai natal que estamos tão mal nesta secção. Então não é que me ando a perfumar de Zara, porque todos os meus perfumes já eram e não me apetece mesmo nada gastar um dinheirão num novo? Valha-nos o papi, que gosta de mimar a mumi com perfumes e ele não é nada invejosa. Entretanto também te vou informando daqueles cujo cheiro me agrada, que são sempre muito poucos. Entretanto já sabes que de The Onde, da Dolce Gabbana, vamos sempre satisfeitos)

   Ora então até um dia destes velhinho querido. Qualquer coisa que me lembre, dou-te uma apitadela!

Dúvida de final de dia (diariamente)

 

   Vou correr hoje, ou hoje posso não ir correr?

   Vou correr porque em Agosto não há ginásio e não posso perder o ritmo.

   Não vou correr porque hoje já andei muito a pé.

   Vou correr porque no sábado comi bolachas ao pequeno-almoço e na segunda-feira comi bolachas ao lanche.

   Não vou correr porque ãinda ontem fui nadar.

   Vou correr porque ao almoço comi muito (era massa, que posso fazer ?)

   Não vou correr porque comi fruta a meio da manhã, fruta ao lanche e o jantar vai ser light.

   Vou correr porque se me dou à perguiça não tarde nada estou a lamentar-me por não fazer exercicio há não sei quantos dias.

   Não vou correr porque não é por descansar dois dias ou três numa semana que me vai saltar um botão das calças.

   Vou correr porque só me faz bem, ao corpo e à mente.

   Não vou correr porque me doem as pernas, as articulações, os joelhos e as costas (isto de trabalhar com a 3ª idade é terrível para apanharmos os vícios deles!).

   Vou correr porque tem de ser e pronto!

   Não vou correr porque estou mesmo muito cansada e ainda tenho muito que fazer no pc e pronto!

 

   Afinal, vou correr ou não vou correr?

Domingo à noite é o único momento em que ligo a televisão...

 

...num zapping rápido e sem parar em nenhum canal em especial, só para me fazer alguma companhia enquanto preparo as coisas para o dia seguinte e ultimo um ou outro pormenor da semana de trabalho que se vai iniciar. Mas, sinceramente, acho que vou deixar de o fazer. Não consigo deixar de me surpreender com a qualidade da televisão ao Domingo à noite (durante a semana já nem a ligo, pois como não gosto de telenovelas e não há mais nada para se ver escuso de perder tempo). Agora que terminaram os programas de cantorias, ainda pensei que pudessemos contar com alguma coisa minimamente aceitável, mas as expectativas foram todas por água a baixo. Se não temos cantorias temos programas de suposta magia e de supostos famosos a fazer supostas coisas engraçadas "num minuto". E para não deprimirmos temos ainda um magnífico best of de um dos programas de cantorias (isto sim, eu chamo fazer render o peixe, embora me pareça que eles não têm mais nada para passar ao Domingo à noite). Salva-se da RTP2 e os jogos olímpicos e o seu jornal das 22h e uma RTP1 que lá se vai aguentando a passar filmes que toda a gente já viu (antes isso que perguntas a que toda a gente já respondeu).

   Perante tal panorama, questiono-me sobre a utilidade de uma televisão...Abençoados livros! Abençoados livros!

«Enquanto Salazar dormia...», Domingos Amaral

 

Lisboa, 1941. Um oásis de tranquilidade numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial. Os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários e actrizes, judeus e espiões. Portugal torna-se palco de uma guerra secreta que Salazar permite, mas vigia à distância. Jack Gil Mascarenhas, um espião luso-britânico, tem por missão desmantelar as redes de espionagem nazis que actuavam por todo o país, do Estoril ao cabo de São Vicente, de Alfama à Ericeira. Estas são as suas memórias, contadas 50 anos mais tarde. Recorda os tempos que viveu numa Lisboa cheia de sol, de luz, de sombras e de amores. Jack Gil relembra as mulheres que amou; o sumptuoso ambiente que se vivia no Hotel Aviz, onde espiões se cruzavam com embaixadores e reis; os sinistros membros da polícia política de Salazar ou mesmo os taxistas da cidade. Um mundo secreto e oculto, onde as coisas aconteciam ""enquanto Salazar dormia"", como dizia ironicamente Michael, o grande amigo de Jack, também ele um espião do MI6. Num país dividido, os homens tornam-se mais duros e as mulheres mais disponíveis. Fervem intrigas e boatos, numa guerra suja e sofisticada, que transforma Portugal e os que aqui viveram nos anos 40."

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   Gostei bastante deste livro. Receava, como sempre receio quando embarco pela primeira num escritor desconhecido, que fosse uma escrita cansativa, mas é exactamente o contrário. Lê-se de uma assentada só e ficamos cheios de vontade de chegar ao fim. É uma escrita leve mas cuidada e rigorosa, como habiualmente gosto. E como também gosto de romances históricos, este livro tinha tudo para me agradar. Gostei particularmente do facto de se desenrolar num período de Guerra e de relatar a forma como Portugal viveu essa Guerra (neste caso,a II). É sempre uma excelente forma de ficarmos a saber um pouco mais de história. E da nossa história.

 

   Quem já leu Domingos Amaral? Recomendam os outros livros? 

Numa sexta-feira à noite enquanto trabalho...

...lembrei-me que há muito, mas muito tempo, que não vejo um episódio que seja de uma série. Já tive os meus vicíos e séries-fetiche, mas a dada altura cansei-me tanto daqueles enredos (Gossip Gril foi o primeiro a saturar-me) que deixei de as ver a todas. E agora lembrei-me disto e senti saudades de me sentar a assistir aos dramas daquelas mulheres (porque era msempre mulheres) ou aos diagnósticos milagrosos do Dr. House. Até me deu vontade de rever Sex and the City outra vez!
   Há por aí séries boas (não necessariamente com mulheres a falarem de mulheres, homens, amores e roupas)?