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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Já cheira a Outono

   Os dias estão escandalosamente mais curtos - acordo ainda é praticamente noite e ainda não é hora de jantar e é noite que eu vejo pela janela.
   As manhãs e os finais de dias estão bem mais frescos.
   Já damos por nós a dizer "ui, que frio".
   Em casa já sabe bem um casaquinho por cima da homewear.
   Já não parece mal colocar uma mantinha nas pernas.
   O meu gato já só quer dormir por baixo de mantas e lençóis.
   Já estremecemos ao pensar em vestir um mini top no ginásio (esta só é válida nos primeiros 5 minutos de aula!).
   Começamos a pensar em bebidas quentes.
   Guardamos os biquinis e vestidinhos de verão.
   Começa a apetecer cada vez mais ficar por casa e os finais de dia no conforto do nosso lar parece-nos o melhor final possível.
   Não pensamos tanto em gelados.
   Começamos a pensar no Natal, nas luzes, nos cheiros, nas decorações, nas prendas, na árvore de Natal...
   Já não pensamos em pintar as unhas de cor-de-rosa, laranja e amarelo.
   Umas meias nos pézinhos em casa sabem tão bem.
   A sandalinha às vezes já fica em casa e dá lugar ao sapatinho.
 
 E a vocês, como vos cheira a Outono?
  

Esta é aquela altura do ano...

...em que gosto mais do que nunca de apreciar e comentar maldosamente as escolhas de vestuário dos portugueses.
   A par da chegada da Primavera, é nesta altura que vemos os looks mais curiosos. Diria mesmo que é nesta altura que se cometem os maiores exageros em termos do que devemos ou não vestir. Se na Primavera temos (não eu!) o desejo ardente de mostrar o corpo assim que vemos um dia de sol e toca a tirar tudo quanto é top e mini short do armário, no Outono é precisamente o inverso: basta um dia de chuva ou de baixa de temperatura para vestirmos (não eu!) camisolas de lã, casacos excesisvamente quentes, gabardines, botas, saias com collants, lenços enrolados à volta do pescoço como se estivesse prestes a chegar a Nadine ao continente, gorros (de lá com orelhas de ursinho) e tudo o resto que guardamos durante os poucos meses de verão (para mim, o verão é sempre pequeno demais, comparativamente com os dias mais frescos/frios). Sim, eu vi TUDO isto só hoje e apenas na ida e regresso do trabalho.
   Pessoalmente, isto faz-me um pouco de confusão. É como se as pessoas só fossem capazes de extremos ou não fossem capazes de aguentar durante muito tempo a ânsia de usar ou mostrar aquilo que esconderam durante uns meses. Eu gosto destas duas mudanças de estação precisamente pela versatilidade que nos permitem em termos do que vestir. É aquela altura em que podemos facilmente completar um look com um casaquinho de meia estação ou os nossos sempre adorados blazers. Mas isto sou eu que sou daquelas que deixa as botas em finais de Abril e só as recupera em finais de Outubro e que gosta de manter os cachecóis e os sobretudos longe durante o máximo de tempo possível.
   Cada coisa a seu tempo e o tempo, o que passa e o metereológico, tem espaço e momentos para tudo. Temos 4 estações do ano, 4 "colecções" de vestuário e muita versatilidade e possibilidades, com mudanças graduais para cada época. Mas como nem todos pensamos assim, vou continuar a apreciar os extremismos deste Outono que ainda agora chegou.

Descaradamente infiéis

   Não concordo com a perspectiva de que os homens são mais infiéis que as mulheres. Mas concordo que homens e mulheres traem por motivos diferentes. Desconhecendo outra perspectiva que não a teórica, concordo um pouco com algo que é referido neste filme: a mulher quando trai quase sempre põe sentimentos no acto e fá-lo pelos sentimentos, ainda que esses sejam momentaneos e efémeros. Já o homem...bem, o homem é esse bicho curioso que este filme nos mostra, ainda que de forma muitas vezes cómica. A verdade é que no meio desse humor retrata bem os vários tipos de "infideles". Senão vejamos:
   - temos aqueles que de facto são descaradamente infiéis, que não sabem viver sem muito sexo, que não resistem a um rabo de saia e que dão desculpas como "é a crise", "o Inverno foi muito longo", "não estamos a fazer nada, está-nos nos genes", ou uma pérola como "um dia ainda acordamos fiéis e encornados". Para este género a esposa é sagrada e por isso ai dela que olhe sequer para outro homem e a traição faz de facto aprte da vida, por isso só temos de viver com ela e no final até somos umas sortudas, porque existem países onde um homem pode ter 20 ou 40 mulheres. Palavras para quê?
   - temos também a raça dos coitadinhos, aqueles que querem muito ser infiéis, que só pensam em gajas e gajas, mas que no final não conseguem nada, porque a verdade é que, são tão intragáveis, que ninguém os quer.  Coitadinhos....serão os chamados fiéis à força!
   - não podiamos esquecer a raça dos que gostam delas bem mais novas, estilo colegial, inexperiente, aventureira, filha do melhor amigo...
   - e ainda aqueles que são infiéis, contam à esposa e a culpam pela infidelidade...uma desculpa como outra qualquer...
   - podemos falar de uma última raça de infiéis, que fazem tudo em conjunto com o melhor amigo, que sabe de tudo e tudo encobre e que no final descobrem que tanta "pujança" era apenas e só resultado de uma homossexualidade negada - "se fizermos isto com o melhor amigo, também conta como traição?".
   Felizmente, continuo a acreditar que a generalidade dos homens não é assim e que a fidelidade ainda é um valor bem presente nos nossos casais. Quem trai mais, homem ou mulher? Eu diria que os dois, afinal, ninguém trai sozinho, há um que quer, há outro que deixa ou se deixa levar. Isto foi só um filme que, com recurso a cenas cómicas, retratou uma realidade humana, porque nisto da infidelidade não é como as bruxas - todos nós cremos que ela existe mesmo!

As horas

«Que horas são, É uma pergunta que sempre se faz e sempre tem resposta, saber as horas, distraem-se as pessoas a pensar no tempo que ainda falta ou já passou, e ditas as horas que são ninguém mais pensa nisso, foi uma necessidade de interromper qualquer coisa ou pôr em movimento o que estava parado (...)

JSaramago