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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Instavelmente insatisfeita

 

   Como todos os seres humanos, tenho muitos defeitos que poderia aqui enumerar e reflectir um pouco acerca de cada um deles. Mas o que me fez escrever estas palavras foi apenas um deles. Fazendo uma análise interior percebi recentemente um defeito que considero grave e que tenho de assumir para conseguir trabalhá-lo e eliminá-lo: eu sou instavelmente insatisfeita, vulgo "nunca estou bem com aquilo que tenho". Se calhar, podia-me ficar só pelo "sou instável", mas isso é quase intrínseco à condição femina, quanto mais não seja pondo as culpas nas coitadas das hormonas e do período menstrual.

   O que acontece comigo é que realmente há momentos em que nunca estou bem com aquilo que tenho. E isto é transversal a todas as áreas da minha vida. Tão depressa me sinto a pessoa mais feliz e satisfeita do mundo como considero que a minha vida é "uma seca" e está carregada de circunstâncias negativas. Passando até para campos mais fúteis, chego a ser a rainha das devoluções, já que quando compro uma peça de roupa acho-a o máximo e no dia seguinte já não gosto de me ver com ela e toca a levá-la de volta à loja. Na hora de vestir não me livro do inevitável "tanta roupa e nada para vestir" e há dias em que tenho de fazer um esforço enorme para sair de casa a horas, tantos são os veste e tira roupa que desta não gosto e aquela não me fica bem. Se falarmos da imagem temos aqui pano para muitas mangas: é a roupa, são os sapatos, é o cabelo que ora preciso cortar ora vou deixar crescer e é o peso, o peso, minha nossa!!! Aqui é o caos. Ora estou muito bem, ora me sinto uma pequena bolinha e toca a fazer planos para grandes dietas que nunca cumpro.

   Actualmente vivo numa forte fase de instavelmente insatisfeita, em relação a quase tudo na minha vida e o que mais me preocupa é que deixo que isso me acompanhe durante 24h por dia e domine muitas vezes o meu pensamento, prejudicando aquilo que temos de mais precioso, que é a nossa auto-estimação e a nossa satisfação com a vida. Espero sinceramente que passar esse sentimento a palavras me ajude a exteriorizá-lo e ao mesmo tempo lhe dê um grande pontapé para bem longe de mim e das minhas ideias. Sou demasiado positiva para viver nesta garrafa de insatisfações e dúvidas. Ou, pelo menos, era. E é precisamente isso que quero continuar a ser! Alguém de bem consigo e com a vida e não alguém que questiona interminavelmente tudo e mais alguma coisa, descobrindo-lhe sempre algum defeito.

Afinal parece que há um mundo de "razão sensível" por aí

   Num pequeno gesto de desespero e ausência de inspiração (ainda), googlei o tema sobre o qual tenho de escrever. E não é que me apareceram uma série de entradas?!? E eu que nunca tinha ouvido falar disto e vou a ver até livros sobre o tema existem. Vou por isso dedicar-me a explorar um pouco mais sobre isto, porque parece-me que vou aprender alguma coisa nova.

New in!

Camisola Zara, branca com brilhos dourados.

 

Casaco Mango

fiquei um pouco hesitante quanto à compra deste casaco, mas depois de tanto procurar pareceu-me ser ideal para aquilo que procurava: um casaco quente, mas não muito quente que os dias ainda não o pedem, mais casual e, sobretudo, a um preço acessível, neste caso 39,90€. Para ajudar, a cor é totalmente tendência este ano e hoje já o levei a passear e começo a desenvolver um little crush pelas cores militares (mas não pelo estilo militar e muito menos pelo camuflado!).

 

E a maratona em busca de umas botas pretas perfeitas continua!

Dos domingos

Eu instituia uma lei que proibisse sair do quentinho de casa nos domingos de Outubro a Março, proibindo ao mesmo tempo o uso de outro look que não um homewear confortável ,quentinho e vergonhoso até para ir comprar pão! Haverá melhor? Cházinho a acompanhar, pf!

Eu perdoo

As lágrimas que me fizeram verter, eu perdoo.

As dores e as decepções, eu perdoo.

As traições e mentiras, eu perdoo.

O ódio e a perseguição, eu perdoo.

Os golpes que me feriram, eu perdoo.

Os sonhos destruídos, eu perdoo.

As esperanças mortas, eu perdoo.

O desamor e o ciúme, eu perdoo.

A indiferença e a má vontade, eu perdoo.

A injustiça em nome da justiça, eu perdoo.

A cólera e os maus-tratos, eu perdoo.

A negligência e o esquecimento, eu perdoo.

O mundo, com todo o seu mal, eu perdoo.

Filhos: o porquê do meu não

   Uma leitora aqui do cantinho deixou um comentário muito simpático num dos posts, onde referiu se ter identificado com o facto de eu afirmar não querer ter filhos. A essa identificação acrescentou uma questão: o que me leva a dizer que não quero ter filhos?
   Bem, uma questão complexa...mas pensando na possível resposta só há uma coisa que me ocorre: eu nunca pensei de outra forma! Eu nunca, sequer, brinquei com Nenucos e no brincar às casinhas nunca houve essa história das mães e filhas. Simplesmente, o instinto maternal nunca esteve em mim. E se me foram alertando para o facto de ele poder surgir com a idade, gosto de acrescentar que, quase com 27 anos, não sinto uma pontinha sequer desse instinto, não faço a miníma ideia do que isso seja, não me sinto atraída por bebés e criancinhas e, mais importante que tudo o resto, quando penso no futuro, quando penso em mim no futuro, nunca vejo crianças. Quanto muito, vejo o meu afilhado, vejo-me a dar-lhe prendinhas e a levá-lo a passear algumas vezes. Crianças minhas, nem uma. Nem o projecto de uma!
   Acredito que o instinto maternal é algo muito forte, que se manifesta desde cedo (há crianças que adoram bebés!) e que a idade amadureça e intensifica. Acredito que a vontade de ser mãe não surge de um dia para o outro. Acredito que ter filhos não é resultado de uma bonita história de amor. E acredito, sinceramente, que ter filhos deverá ser das melhores experiências do mundo. Mas também acredito que uma pessoa pode ser feliz e sentir-se realizada sem filhos. Como em muitas outras questões desta vida, é uma opção e como opção que é tem sempre duas possibilidades, ambas válidas, ambas possíveis e ambas correctas. Ah! E ambas absolutamente e completamente naturais!
   Espero ter respondido sem repetir o que já aqui tenho escrito sobre o tema.

 

 

Home alone

 

   De cada vez que fico uns dias sozinha em casa percebo que viver sozinha era mesmo aquilo que eu estava a precisar neste momento. Se calhar até mudaria de opinião pouco tempo depois de passar pela experiência e sentir as responsabilidades e o peso da mesmo, mas pelo que vou "experimentando", esta independência é uma coisa que me satisfaz bastante, depois de 26 anos a viver acompanhado pelos meus papis que, coitadihos, são os melhores do mundo e vão morrer no dia em que eu sair de casa! Sinto-me terrivelmente bem sozinha (com o gato por perto, claro!)e nem as inevitáveis tarefas domésticas me atrapalham. Pelo contrário, esta casa parece muito mais organizada e arrumada quando não há cá mais ninguém e posso fazer as coisas precisamente à minha maneira! E que bem me sabe chegar a casa e não encontrar absolutamente ninguém e apenas o sossego, a ausência de perguntas e o rum rum do gato. Talvez aquilo que mais me custe seja acordar a meio da noite e perceber que não há mais ninguém em casa e que, precisando de alguém, não está lá ninguém, mas até esse pensamento rapidamente se vai para dar lugar aquele sentimento de liberdade de poder fazer o que quiser sem incomodar alguém, poder ouvir música alto, poder entrar e sair sem dar satisfações, poder comer à hora que quero e o que quero (haverá mães que não se preocupem excessivamente com a nossa alimentação?), poder preguiçar toda a manhã, comer no sofá, tomar o pequeno almoço e ler um livro ao mesmo tempo, acordar às 6h30 da manhã num sábado de suposto descanso e não ter receio dos barulhos que podemos ou não fazer para não acordar ninguém...e podiamos ir por aqui fora...

   Talvez seja egoísmo e não perceba a sorte que tenho por poder viver com os meus pais e passar para eles uma série de responsabilidades domésticas e financeiras, mas, sinceramente, viver sozinha era algo que me ia ser bastante favorável neste momento em que sinto que preciso de crescer cada vez mais...Infelizmente, para já, a experiência limita-se a uns diazitos...

Porque temos que assumir as nossas fraquezas

   Sou um zero em cultura geral. E é com muita vergonha que admito isto, mas é um facto! Ok, não sejamos tão dramáticos. Sou um 0,1, no máximo! Há áreas em que me vou safando (as minhas áreas de interesse), mas no geral não tenho grandes prestações neste jogos de pergunta-resposta. Se no Malato ainda me safo, nos jogos de tabuleiro sou a vergonha dos coleccionadores de queijinhos! E só vejo uma solucção para isto: decorar as respostas para todas as perguntas do Trivial Pursuit!
   Shame on me! 

Querido Pai Natal...#2

 Depois da extravagância de te ter pedido um tablet, a ideia era partir para coisas mais humildes e que caem sempre bem. Livros, está claro. Mas depois pensei "Eh pá, isto não é lá muito humilde. 25€ em cada um destes, dá uma prenda de 50€. Em livros.". Não é para todas as bolsas. Avir só um, que venha o primeiro, está claro, que eu quero começar pelo princípio!

Estou muito curiosa para ler algo deste senhor. Parece-vos bem começar por este livro? 
Ah e tal, escritora pop e não sei que mais. Gosto dos livros delas, que posso fazer?

 

Mais um português que não me tem desiludido.
Já estive para comprar este livro mais que uma vez. Pode ser que tu queiras comprá-lo por mim.
O volume II está claro, que Ken Follett não merece ser deixado "a meio". 
Provavelmente não será um grande livro, mas é livro e tem um gato, que ainda por cima é igual ao meu Rukinha.