Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Entre os anos e o Natal

 

 

 

 

Não me posso queixar.
Da wish list de prendas para este ano, termino a época festiva com um saldo bastante positivo. Senão vejamos:
O anel CK que é a coisa mais linda deste mundo e do outro.
Mais uma pulseirinha da Pandora, em pele castanha e uns charms para a embelezar.
A malona da Zara vai bem com tudo e será intemporal.
De livros estamos servidos para os próximos meses, não tivessem aqueles dois do Follett quase 2000 páginas.
O meu tablet branquinho que já é o meu melhor amigo.
E ainda houve espaço para uma mantinha da Hello Kitty, coisa bem pirosa e fofa para os dias de preguiça e uma outra mala que o meu afilhado me deu.
 

...and so it was christmas...

Todos os anos é a mesma coisa: fico sempre com a sensação de que passou tudo depressa demais e é aí que bate uma nostalgia natalícia...logo na nooite de 25 de Dezembro...é aquela sensação de "mais só daqui a um ano..."

   Quanto ao Natal destecano correu tudo pelo melhor. Foi o primeiro Natal do meu afilhado, o que teve a sua magia, pois apesar de ainda não chegar aos 6 meses, viveu a entrega de presentes com tanta vivacidade que adormeceu mal terminou. 

   De resto foi mais uma festa em família, com muitos bons momentos, muitos sorrisos, uma partida de trivial pursuit que me deu um segundo lugar, o meu pai devorou a minha sericaia e não fosse aquele maldito bolo de bolacha e tudo teria sido perfeito (ainda assim, saldo positivo: zero rabanadas, zero sonhos, zero pão-de-ló, zero bolo rei, zero mousse, zero pudim...tudo doces que não consolam a minha gula). O pai natal chegou contido mas generoso. 

   Posto isto, é altura de pensar nos saldos que devem estar aí a estourar, porque o Natal já era. 

24.12.12

Que este Natal chegue carregado de sorrisos e momentos felizes vividos no calor do conforto que só aqueles que nos são mais queridos nos podem proporcionar.
Feliz Natal para todos!

O nosso Natal e o Natal dos outros

   Desde que trabalho na área social, nomeadamente com idosos, compreendi que o Natal para muita gente simplesmente não existe ou é sinónimo de solidão, tristeza e um acumular de recordações com as quais não é fácil lidar de uma forma positiva.
   Há muitas casas onde o Natal não entra há muito tempo . Há muitos corações que amanhã à noite não se vão sentir quentes e reconfortados pelo amor daqueles que nos são queridos e com os quais vamos sorrir durante toda a noite. Saber disto é suficiente para modificar um pouco o nosso próprio espírito natalício e a forma como vemos esta coisa do ser Natal.
   Afinal, até quando é que o nosso Natal vai ser sinónimo de magia, alegria, amor, mesas cheias de sabores e cheiros, prendas e músicas?  

Regras, limites e estilos parentais

   Foi este o tema das sessões de formação parental deste mês. Apesar da pouca adesão por parte dos pais, o que para mim é um claro sinal do desinteresse dos pais pelos filhos, posso concluir que a generalidade dos pais sente uma dificuldade enorme em educar os filhos, no verdadeiro sentido da palavra, principalmente no que respeita à transmissão das regras de conduta. Generalizando, estavam todos na mesma onda: "mas como é que eu faço isso, se o meu filho nunca me obedece?".
   Infelizmente, não existem fórmulas mágicas nem livros de instruções que ensinem os pais a educar os filhos. De facto, poderá ser muito mais fácil falar do que fazer, ler do que viver, ainda assim, eu ainda acredito que há crianças que são muito fáceis de educar, basicamente porque têm pais competentes e capazes de o fazer. Nestas sessões tive poucos exemplares destes tipos de pais...talvez um por sessão, mas certo é que me deu um gozo enorme pôr esses pais a falarem e a partilharem as suas experiências tão diferentes das dos restantes pais, mas que provam que isto de ser bom pai/boa mãe é uma tarefa complicada mas absolutamente possível.
   Estava à espera de encontrar muitos mais "quando for mãe vai perceber do que estamos a falar", mas a esse comentário só tenho uma resposta possível: não sou mãe, é um facto, mas já conversei com muitos pais e já vi muita coisa e, acima de tudo, sou filha de uns pais que fizeram um bom trabalho na tarefa de me educarem e conheço muitos outros exemplos de pais que fizeram também um muito bom trabalho na educação dos seus filhos.E não digo que isso tenha dado um trabalhão, porque quando as coisas são feitas com o coração e com dedicação não custam nada.
   Eu ainda acredito em pais dedicados e em crianças educadas. Quanto aos outros casos, há muita falta de competências parentais, muita falta de tempo, muita falta de dedicação, muita tecnologia, muita informação não filtrada e muita gente, adultos e crianças, a precisarem de ajuda e orientação. E não é vergonha nenhuma pedi-los!