Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Viajar

Viajar deveria ser outro concerto, estar mais e andar menos, talvez até se devesse instituir a profissão de viajante, só para gente de muita vocação, muito se engana quem julga que seria trabalho de pequena responsabilidade, cada quilómetro não vale menos que um ano de vida.
"Viagem a Portugal", José Saramago

Querido Pai Natal...#3

Então tu já não tens uma Pandora? Tenho Pai Natal! Mas a minha já está cheia e há por aí tantos charms fofinhos que não tenho onde pôr que a solução é mesmo uma Pandorinha nova. Ah! De preferência, de pele, para ser diferente da minha.
 

Quem somos nós, senão uma acumulação das nossas memórias?

«Apercebi-me de que não tenho ambição. Não posso ter. Tudo quanto quero é sentir-me normal. Viver como toda a gente, com uma experiência a assentar noutra experiência, com cada dia a dar forma ao dia seguinte. Quero crescer, aprender coisas e aprender com as coisas. Ali, na casa de banho, pensei na minha velhice. Tentei imaginar como irá ser. Ainda acordarei, com os meus setenta ou oitenta anos, a julgar-me no início de vida? Acordarei sem fazer ideia de que os meus ossos estão velhos, as articulações rígidas e pesadas? Não consigo imaginar como aguentarei quando descobrir que a minha vida já passou, que já aconteceu, e que não tenho nada para mostrar do que fiz. Não tenho nenhuma reserva de recordações preciosas, nenhuma riqueza de experiência, nenhuma sabedoria acumulada para legar. Quem somos nós, senão uma acumulação das nossas memórias? Como me sentirei, quando olhar para um espelho e vir o reflexo da minha avó?»
"Antes de adormecer", J. L. Watson 

«Antes de Adormecer», S. J. Watson

 

«Durante o sono, a minha mente apagará tudo o que fiz hoje. Amanhã acordarei como acordei hoje de manhã. A pensar que ainda sou uma criança. A pensar que tenho toda uma vida de escolhas pela frente…»
As memórias definem-nos. O que acontece se perdemos as nossas memórias cada vez que adormecermos? O nosso nome, a nossa identidade, o nosso passado, até mesmo as pessoas de quem gostamos - tudo perdido numa noite. E a única pessoa em quem confiamos poderá estar a contar-nos apenas metade da história. Bem-vindos à vida de Christine.

__________________________________________________________________________________________________________

   Já há muito tempo que andava curiosa por ler este livro, não tanto pela possível história, mas antes pelo fenómeno em si - a perda de memória - e a forma como alguém poderia viver com ele, sendo a memória um dos nossos bens mais preciosos. Devo dizer que não me desiludiu, embora para o final esperasse algo mais consistente. Ainda assim, recomendo. É de fácil leitura e acaba por nos prender à página seguinte.