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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Esta semana promete

   Começou com umas dores terríveis de dentes (que continuam), passei para 3000 aftas e agora junta-se à festa uma valente constipação que hoje me atirou para a cama. Para ajudar à paródia, esta semana é de trabalho para lá do horário de trabalho habitual e a minha vai ser hoje operada. Facilmente se percebe que isto promete. 

Desta vez é a doer

   Sexta feira passada fui colocar o aparelho ortodôntico no maxilar inferior. Desde então estou a sopa, fruta cozida e paracetemol. Então ninguém me avisou que isto agora é que ia começar a doer? E dói a bom doer. Esqueçam a função trituradora dos dentes e aprendam com quem não tem dentes: apenas e só alimentos moles que quase não precisam de ser mastigados. E depois é aguentar as dores permanentes e as 3000 aftas que me estão a aparecer na boca. 

  Estou assim à beirinha do desespero e da loucura...

A caminhada para os óscares

 

 Estes estão vistos. Devo dizer que o Lincoln e o Guia para um final feliz foram duas desilusões para mim, especialmente este último. Demasiado banal, demasiado sem momentos de cortar a respiração, sem nada que fique quando o filme termina, final esse que é totalmente previsível.

   Dois grandes favoritos para já: Argo e Zero Dark Thirty.

"...comem-se sentimentos sob a forma de alimentos"

   Ao ler a revista Saber Viver deparei-me com este título: Fome ou vontade de comer? e pensei de imediato 'been there, done that. 

   Quem nunca sentiu vontade de devorar algo doce ou de comer um pacote inteiro de bolachas apòs um momento de maior tensão, nervosismo ou stress? E quem já não sentiu vontade de o fazer precisamente após ter terminado uma refeição? 

   Ao que parece, é nos momentos em que nos sentimos emocionalmente mais frágeis que esta fome emocional ataca, uma "fome psicológica que surge repentinamente e que,na maioria das vezes, leva a um apetite seletivo, fazendo-nos comer alimentos específicos" e eu acrescentaria: e quase sempre pouco saudáveis. Estamos, desta forma, a tentar incluir dentro de nós qualquer coisa que nos falta, tentando preencher um vazio com alimentos. 

   Eu sinto, quase diariamente, isto. A maior parte das vezes exactamente a seguir ao almoço ou ao jantar, ou ao final do dia, quando chego a casa, mesmo que lanche. Ao fim de semana é raro acontecerem, até porque são dias em que ando mais relaxada. Rapidamente percebi que era uma fome psicológica e raramente cedo aos seus caprichos e sempre que a sinto isso significa que estou nervosa ou ansiosa. Tendo uma personalidade internalizadora, nem sempre é fácil para mim identificar um estado de ansiedade, muito menos deixar que os outros o percebam e é com estas pequenas coisas que os identifico. 

   Eu gostava mesmo muito de ser daquelas pessoas que quando está nerrvosa perde a vontade de comer, mas calhou-me precisamente o contrário. Não se tratando de um apetite voraz e incontrolável, causa algum mal estar. O truque é focalizar a nossa atenção noutras actividades compensadoras, distractoras e potenciadoras de prazer. Comigo isso resulta perfeitamente, desde que encontre a actividade perfeita. Praticar exercício físico é uma delas. Só temos que descobrir meia dúzia delas e fechar a boca!

Dos bons filmes: «The Impossible»

   Baseado em factos verídicos, este filme retrata a história de uma família apanhada por aquela que foi uma das maiores catástrofes naturais do nosso tempo e do impacto que isso teve nas suas vidas.
   Sempre que vejo imagens do tsunami penso nos milagres que foram necessários para que aquelas pessoas conseguissem sobreviver a tamanha onda de destruição. Este filme tem algumas imagens perturbadoras que nos deixam ainda mais impressionados e crentes nos milagres que aí aconteceram. E milagre maior talvez seja aquele que permitiu que algumas famílias se reencontrassem no meio de tanta destruição e dor. E é uma dor que nunca se irá curar que vemos nos rostos daqueles que perderam alguém num sítio que era suposto ser paradisíaco e repleto de boas recordações e não de destruição.
   Talvez por saber que este filme não é ficção e que toda aquela dor e sofrimento existiram mesmo. Talvez porque a realidade foi exactamente como a ficção...é um filme que vale mesmo a pena ver. Quanto mais não seja para nos fazer acreditar que vale sempre a pena acreditar e que não somos nada, absolutamente nada, perante esse monstro que é a vida.

The world outside

   De vez em quando há estes posts, marcados por períodos mais ou menos activos aqui no blog, e que tentam "justificar" a minha ausência por cá. Ultimamente ando numa dessas fases de ausência, um bocadinho desliga do mundo exterior e mais concentrada no meu mundo e nas minhas coisas. Tudo o resto me passa um bocadinho ao lado, daí que ande um pouco mais desligada de tudo e com menos inspiração para escrever ou comentar seja o que for. Lá há-de chegar o pico de inspiração. Até lá, ficamos com o que há.
   Bom fim-de-semana! 

O globo de Argo

   

Há muito tempo que um filme não me punha tão nervosa como os 15 minutos finais deste. 

   Não conheço toda a concorrência, mas o globo de ouro fica-lhe bem, pelo menos comparado com o Lincoln, que me desiludiu bastante. 

   E o Ben Affleck está cada vez melhor nestes papéis de homem tristonho e revoltado com a vida.