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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Como as pequenas coisas nos arrancam gargalhadas

   Hoje, a meio de uma reunião de serviço, recebemos um recado escrito, ao que se dizia, urgente. Dizia o seguinte:

  Por favor, não esquecer de levar o pão do almoço ao Sr. L. porque ele comprou fiambre e não tem onde o meter.

 Ora isto a meio de uma reunião em que todos desesperavam com o excesso de trabalho e a forma de dar resposta a tantos pedidos, foi o suficiente para nos dar energia para o resto do dia.

O senhor e os fãs que me perdoem

   Mas a minha relação com o Lobo Antunes está a ser para lá de difícil...75 páginas depois estou completamente desinteressada pelo livro, pela história e pela forma de escrita. Mas eu, que só desisti de um livro até hoje, sinto que é uma vergonha desistir de um dos nossos maiores escritores ao fim de 75 páginas...entretanto, não resisti a pegar no "Inverno do mundo" e numa noite já li quase tantas páginas como em 3 dias de Arquipélago da Insónio, que me dá muito sono. 

Apetecia-me

   

Partir em viagem. Para qualquer lado, desde que fora do país. Apetecia-me sentir a vibração dos aeroportos, a agitação e o frenesim de chegadas e partidas. Apetecia-me conhecer novos lugares, novas caras, novos costumes e fotografar, fotografar muito para eternizar recordações. Apetecia-me fazer a mala e partir para depois voltar e sentir que é aqui que eu pertenço...

«A Queda dos Gigantes», Ken Follett

   Ao fim de um mês de leitura, está concluído o primeiro livro da trilogia. Tal como habitualmente acontece com os livros gigantes e carregados de personagens e histórias, cuustou um pouquinho entrar no enredo e conseguir uma leitura fluída do livro, mas ao fim de umas...200 páginas? senti-me completamente "lá dentro" e a partir daí foi sempre a abrir. 
   Pessoalmente, gosto bastante do chamado romance histórico, como já o disse aqui várias vezes, e começo também a gostar bastante da escrita de Ken Follett. Sempre leio livros com esta quantidade inicialmente assustadora de páginas fico sempre com a sensação de que é necessário ser-se um peqeuno génio literário para encher tantas páginas com tanta história e personagens, sem nunca nos cansar. E neste livro, acrescenta-se a isso o facto de cruzar personagens históricas reais com personagens fictícias e episódios verídicos com episódios fruto da fantástica imaginação do escritor.
   Está claro que fiquei super curiosa pelo livro II, que já está ali prontinho a ser descoberto, mas, em prol da minha sanidade mental, faço uma pausa, que espero breve, em Follett para dar uma primeira hipótese ao nosso, ao que dizem, mui nobre, Lobo Antunes, que também já desperta muita da minha curiosidade. "Arquipélago da Insónia"", para começar. Opiniões sobre o livro, alguém tem?  

Como é que nós celebramos o dia dos namorados?

   Fomos juntos a uma super aula da Body Pump, suámos juntos, sofremos juntos e gritámos juntos. A dada altura eu surpreendi-o com um "empresta-me os teus pesos de 2kg" e ele que é um amor emprestou-mos. No final dividimos o trabalho ao arrumar o material da aula, beijnho e até amanhã. 

   Espera lá, mas não fazemos isto todas as semanas? Iupi, celebramos o amor todos os dias!

As memórias que somos


 O meu pai desencantou filmagens de momentos nossos com cerca de 20 anos. Não fosse eu daquelas pessoas que está enjoada ao fim de 5min de visualização destes vídeos e tinha horas e horas de diversão garantidas. Pelo que fui espreitando, só posso confirmar que fui uma criança feliz. Isso e que era completamente obececada pelo meu pai -são horas e horas da minha voz esganiçada a chamar oh pai, pai. Ah! E que o meu fato de carnaval de pantera cor de rosa era mesmo a coisa mais fofa do mundo - vi-me a correr pela praia, a tropeçar na cauda e a assapada na areia a lambuzar-me com um gelado. 

   Mas o mais giro e interessante, o mais divertido do que ver estas imagens é tê-las guardadas na minha memória...lembrava-me perfeitamente de alguns daquelesmomentos, ao ponto de ser capaz de dizer o que iria acontecer a seguir ou em que contexto aquilo surgiu. Uma delícia. 

   E depois, também não deixa de ser curioso o inverso: ver imagens das quais não temos qualquer recordação, ao ponto de não reconhecermos algumas pessoas...Afinal, o que nos faz reter algumas coisas eliminando outras? Por quanto já não teremos passado e simplesmente apagamos da nossa memória? Não teremos esquecido momentos e pessoas realmente importantes e marcantes na nossa vida? E se pudessemos escolher o que queremos guardar e o que queremos apagar, tal como fazemos com as gravações e as fotografias?