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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

E depois do amor, amor.

«Somos sempre muito mais na vida dos outros do que imaginamos. Talvez nunca tenhas percebido o quanto te amei, mas ainda não é tarde para abrir o coração e deixar que a voz da alma fale mais alto do que a razão. O amor é uma terra estranha onde tudo renasce do nada, onde tudo é, ainda e sempre, possível. Basta querer e acreditar. Não é fácil amar, o impossível é viver sem amor.  

Vem dar-me um abraço à casa que já foi nossa, vem sem medo e de coração aberto. Aparece quando quiseres, quando sentires que é o momento certo, não antes. Tenho a certeza de que ainda nos conseguiremos rir e conversar, como sempre fizemos enquanto estivemos juntos. Riso e entendimento, sempre e para sempre. Só se vive uma vez, e tudo o que mais quero, além de ser feliz, é que também o sejas.

Todos temos direito à felicidade. Apenas precisamos de encontrar o caminho certo que nos guie até aos nossos sonhos. E depois segui-lo, sem olhar para trás.»

Margarida Rebelo Pinto, "O amor é outra coisa" 

The demin shirt issue

O ano passado não me convenceu mas esta Primavera estou tentada a aderir à moda da camisa de ganga. Já estive para a comprar por duas vezes mas das  duas vezes desisti à última. Não sou pessoa de looks trashy ou desportivos, por isso tenho de encontrar uma forma de a usar num look mais casual. A questão é: com que tipo e cor de calças combinar. E segunda questão, que tom comprar? O mais claro e que para já me convenceu mais, o mais escuro ou um intermédio? 

   Fica alguma inspiração.

O meu pai

   Os nossos pais são sempre os melhores do mundo. Mas o meu é especial, porque é só meu e eu não empresto a mais ninguém (manias de filha única). Corrigindo, o meu pai não é a melhor pessoa do mundo. Na verdade até tem muitos defeitos e um feitio para lá de mau. O meu pai é só o melhor do meu mundo. Não é o meu herói, porque esse papel pertence ao Winnie The Pooh, sim, o urso!, mas é o meu ídolo e o meu modelo para muita coisa importante na vida. Quando for grande quero ser como ele, mas em mulher e de saltos altos. Dispenso-lhe o gosto pelo ténis e pelo futebol, mas sempre poupo um pé e um cotovelo partidos (até ver!). Provavelmente nunca terei nem metade da sua cultura geral, muito menos saberei um terço da geografia que ele sabe, mesmo assim continuarei a ganhar-lhe no Trivial Pursuit e no Buzz, que, como ele, diiz, são jogos de cultura da treta. Pelo menos numa coisa sei que estou muitos pontos acima dele: já não vai a tempo de ler nem metade dos livros que eu já li...claro que terei de continuar a ouvir os seus comentários mordazes:"Margarida Rebelo Pinto? Quem é essa à beira de um Eça?". Tirando isto estou no bom caminho para lhe seguir os passos. Herdei-lhe o mau feitio, a preguiça, o gosto pelo sossego e pela solidão, o gosto pelo cinema, pela música e por observar os outros. Somos reservados, introvertidos, internalizadores, ambiciosos, lutadores e com um gostinho por comprar miminhos com o dinheiro que ganhamos com o nosso trabalho. E quando for grande quero ser grande como ele. Quero sentir-me orgulhosa por chegar onde cheguei, quero partir do nada e lutar pelo topo, quero ser respeitada profissionalmente por um percurso exemplar, quero poder sentir-me financeiramente segura porque dei o melhor de mim todos os dias, quero poder ser assim...pessoa completa, integra, cheia de defeitos mas amada pelos meus. 

   O meu pai é o melhor pai do mundo, porque me deu o mundo que hoje tenho e porque sei que até ao fim dos seus dias lutará para me dar o melhor do mundo. E é porque este é o meu pai, que eu sou e sempre serei, orgulhosamente, menina do papá! 

Cortar laços

«É difiícil cortar laços, dói tanto como uma ferida aberta. Dói o corpo da ausência do outro corpo, dói o coração que não pode parar de bater mas que queria dormir para esquecer, dói a alma que se sente esvaziada, dói a raiva e o ciúme e o medo de perder quem nos é tão querido, mas acima de tudo dói a sensação de termos falhado, de não termos conseguido ser mais fortes, de termos permitido que a vida vencesse o amor, e não o seu contrário.» 

Margarida Rebelo Pinto, "O amor é outra coisa"

E se, de repente, ficasse milionária?

   Ao ver a entrevista com a mulher portuguesa que esta semana ficou milionária, dei por mim a pensar: e se fosse eu a ficar milionária, o que faria?

   A resposta é simples: não faço a mínima ideia! Acho que deve ser tamanha confusão de sensações que nos primeiros tempos nos devemos sentir completamente perdidos, até porque nem fazemos ideia do valor real de 51 milhões de euros!

   Ainda assim, há coisas que eu sei que gostaria de fazer, para além dos habitual ajudar a família. Primeiro de tudo, ia viajar. Primeira paragem Nova Iorque! E depois era por esse mundo fora, deixando para mais tarde os típicos destinos paradisíacos de praia e papo para o ar. Antes de partir, ia à Zara e comprava...a loja toda???? Sim, que isto de ser milionária não me faria perder o amor à minha loja do coração. Na viagem a NY aproveitava para pequenos luxos de moda, mais em carteiras e sapatos, já que não são addicted por roupas de grandes estilistas. Provavelmente alguns básicos intemporais, mas pouco mais que isso.

   De regresso a casa, o fundamental: comprar uma casa! E aqui tenho a quase a certeza que optaria por andar bonito apartamento de luxo e não por uma moradia gigante, essa oferecia aos meus pais e podia sempre usufruir dela também. Acho que abdicava de viver em frente ao mar e optava por viver em frente ao rio, perto do mar...ponto assente: adquirir um apartamento bem no centro de Paris, para passar lá umas boas temporadas e visitar a Disneyland sempre que me apetecesse.

   Quanto a carro...provavelmente trocava por um mais económico que o meu, mas pequeno e de nenhuma dessas marcas de fazer virar o olhar dos outros quando passamos (carros não é de todo a minha paixão). Poderia oferecer um Ferrari ou um Porsche ao meu Mr. Big, mas ele que não me convidasse para passear com ele na marginal dentro daquilo!

   E depois vinha a parte profissional. Provavelmente realizaria um dos meus "sonhos": abria um lar de 3ª idade, numa mistura de luxo (porque os ricos estão cada vez mais ricos e era preciso gerar dinheiro) e vertente social de apoio aos mais necessitados. Se a coisa corresse bem e como 51 milhões é muita massa, até poderia transformar isto numa cadeia de lares..entretanto, vou pensando no nome.

   Porque os animais também precisam de nós e porque o meu sonho de criança era tirar todos os bichinhos da rua e do abandono, criava casa de acolhimento para animais abandonados e o difícil seria tirar-me de lá para gerir os outros negócios.

   Embora não tenha a ilusão de que por ser milionária iria acabar com o mal no mundo, encontraria alguma forma de ajudar os mais necessitados, não dando-lhes dinheiro, mas antes proporcionando-lhes condições de vida dignas.

   Provavelmente iria precisar de muito mais que isto para se sentir realizada, até porque sou pessoa que facilmente se cansa das rotinas e que não consegue viver acomodada em determinada situação, por muito boa que ela seja. Agora estou sem mais ideias, até porque tudo isto não passa de especulação. É certo que nunca se sabe onde vai brilhar a próxima estrelinha da sorte, o que é certo é que enquanto eu não jogar, essa estrela nunca vai brilhar para mim. Até lá tenho tempo para fazer mais planos milionários...

Tudo o que é o amor

«É muito fácil imitiar o amor. Vivemos rodeados de imagens e sufocados por músicas que nos apelam constantemente para cenários idílicos, casais perfeitos, comédias românticas em que o amor vence sempre a vida, ou amores perdidos que nos roubaram o coração em canções de qualquer época. O amor é um dos nossos motores de vida, quem vive sem ele seca como uma árvore sem água, quem vive sufocado nele pode afogar-se em mágoas ou na espuma dos dias.

 O amor verdadeiro dá muito trabalho. É como um full time job sem folgas aos fins-de-semana e sem ordenado no final do mês. É estar lá para o outro, tanto nos dias em que amamos, como nos dias em que estamos fartos dele. O amor não é feito de palavras nem de grandes gestos românticos, mas de provas. Não é abstacto, nem transmissível: se amamos uma determinada pessoa não podemos passar esse amor para outra. Temos de deixar de amar a anterior, esquecer, e recomeçar do zero, senão não é amor, é uma fuga para a frente, uma transferência afectiva,uma solução fácil e práctica, e tudo isto são imitações do amor.

 Talvez a lição mais difícil de aprender acerca do amor seja que o amor não se aprende. Treina-se com o tempo, apura-se com a maturidade, mas não se aprende, porque ou o temos dentro de nós ou não o temos, e quem o tem quase nunca o domina. Podemos saber o que seria certo fazer, mas nem sempre o fazemos.Podemos errar, mesmo quando não queremos. Podemos tratar mal aqueles que amamos sem nos apercebermos. Mas quem ama perdoa ainda que não esqueça, quem ama segue em frente, quem ama não se agarra a desculpas, arregaça as mangas e não desiste, porque o verdadeiro amor é o avesso do medo e a vontade o seu maior aliado.

 Amar é proteger, é acreditar, é construir, é sonhar com os pés na terra. Amar é planear. E depois trabalhar em conjunto para que os planos e os sonhos se realizem. Nenhum amor sobrevive sem construção, recosta á sombra da bananeira, porque cada história de amor tem a sua própria vida, a tal terceira entidade na qual tanto acredito. Se não cresce e se desenvolve, se não se transforma nem amadurece, acaba por morrer. Para construir, é preciso acreditar.»

Margarida Rebelo Pinto, "O amor é outra coisa"

«O amor é outra coisa», Margarida Rebelo Pinto

   Os livros da Margarida Rebelo Pinto são, provavelmente, os únicos livros da categoria "romântico-lamechas" que eu ainda leio. São estupidamente femininos e completamente literatura pop-light, mas, para mim, não há ninguém melhor e mais capaz de escrever sobre esta coisa que é o amor, os sentimentos, as relações entre as pessoas e o fim, porque os sentimentos às vezes também acabam. A verdade é que o principal motivo para eu gostar tantos dos livros da Margarida Rebelo Pinto é precisamente por não os achar nada lamechas e completamente "pés na terra", identificando-me muitas vezes com aquelas palavras, mesmo com as mais duras. São livros que são um hino ao amor, mas que ao mesmo tempo nos dizem que o amor pode acabar e poder acabar bem, com paz interior e todas as questões resolvidas, que é exactamente a forma como eu vejo o amor e outros sentimentos. E para além de tudo isto, de vez em quando sabe-nos bem este tipo de literatura mais levezinha, mas fácil de digerir e cheia de inspiração.