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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Uma vida sem carne, porque não?

   Durante a semana que passei em Cabo Verde, tomei a decisão de experimentar viver sem carne. Eu, que sempre fui uma carnívora assumidíssima, sinto-me cada vez menos atraída pela carne, vai daí, pareceu-me a melhor altura para experimentar uma dieta isenta de carne, já que em casa é mais complicado pois tenho de me "sujeitar" às refeições feitas pela mummy.

   Conclusão: foi facilímo, não senti por uma única vez saudades de qualquer tipo de carne e não me cansei de comer peixinho. Bem pelo contrário. As refeições eram muito mais leves e de melhor digestão.

   Não é que eu esteja a pensar tornar-me vegetariana, longe disso. Até porque eu gosto demasiado de frango para alguma vez o fazer, mas as ditas carnes vermelhas são algo que tento cada vez menos incluir na minha dieta. Talvez porque foram 20 e tal anos completamente viciada em carne, mas agora sinto-me mesmo saturada de a comer. A carne de porco já há muito que evito ao máximo, mas agora regressei cheia de vontade de reduzir também o consumo de carnes vermelhas, focando-me no peixe e nas carnes brancas. E nos subsitutos vegetais da carne, já que sou uma adepta de sojas, tofus, seitans e companhias.

   Até ver, 3 dias após o meu regresso, continuo sem carne vermelha. Muita sopinha, peixe sempre que possível e franguinho que cai sempre bem. Além disso, a linha parece que agradece, já que a balança diz que peso menos 100g do que na véspera da partida para as férias. Afinal não comi assim tanta massa e tantas sobremesas!

«Triplo», Ken Follett

 

No ano de 1968, Israel esteve por detrás do desaparecimento de 200 toneladas de urânio, material destinado a dotar o Egito da bomba atómica com a ajuda da União Soviética. Contudo nunca se conseguiu determinar como é que um carregamento daquele minério, suficiente para produzir 30 armas nucleares, desapareceu no mar alto sem deixar provas que comprometessem Israel. Follett pegou nesta enigmática ocorrência e criou a partir dela um thriller único, onde um suspense de alta voltagem se combina com factos históricos.

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   Mais uma leitura de férias. Desta vez um regresso a Follett, do qual nunca me canso, apesar de os seus livros acaberem por ser sempre do mesmo género. E também como é habitual nos seus livros, demoro entre 100 a 150 páginas a realmente entrar no livro e deixar-me prender pela história. Este

e um livro escrito nos anos 70 mas que só recentemente chegou ao nosso país. Comprei-o como poderia ter comprado qualquer um outro deste escritor, já que pretendo papá-los todos. Acho que foi a capa que me conquistou. Não foi dos meus preferidos, mas é Follett, what else? Cai sempre bem! 

«A última canção da noite», Francisco Camacho

Quando a noção de mortalidade nos atinge de forma inescapável, repensamos os dilemas, os ritmos e as paixões das nossas vidas... Jack Novak - o conceituado guitarrista dos Bitters que há muito conquistou o respeito das elites e o coração das massas - desaparece misteriosamente durante uma digressão da banda pela Europa de Leste, numa madrugada pródiga em estranhos acontecimentos. O incidente dá, por isso, origem a uma onda de especulações e deixa uma multidão de fãs na expectativa de uma verdade que, todavia, tarda em chegar. Um desses admiradores é o português David Almodôvar, crítico de música desempregado e caído em desgraça, que atravessa uma crise existencial e tem um desafio quase impossível pela frente: descobrir o paradeiro de Vera e dar-lhe a derradeira prova de amor que ela lhe exige. Quando os destinos destes dois homens se cruzam, David vê-se confrontado com as motivações de dois desaparecimentos - o da mulher que ama e o do músico que idolatra - e empreenderá uma viagem que lhe permitirá conhecer um segredo que Jack já desistiu de guardar e, ao mesmo tempo, resolver o tremendo impasse em que se encontra. Com um ritmo imparável, diálogos sublimes e uma história surpreendente que decorre em geografias tão distintas como o deserto de Marrocos ou a cidade de Berlim, A Última Canção da Noite é um romance de contrastes sobre os dilemas e as paixões que moldam a nossa vida quando a noção de mortalidade nos atinge de forma inescapável.

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    Primeira leitura de férias. Arrumei com ele em dois dias. Foi a primeira vez que li Francisco Camacho e o que me levou a comprar o livro foi o fato de ter lido algumas opiniões positivas acerca do mesmo. é certo que é um livro que nos prende e nos dá vontade de ler mais e mais para saber como vai terminar a história, mas, para mim, não é um daqueles livros imperdíveis. A leitura é simples, o enredo também e as personagens não são muitas, por isso facilmente entramos na história. O que menos me agradou foi o facto de ter um escritor português a escrever uma história com personagens estrangeiras...fica aquela sensação de que o que estamos a ler não é nacional...

   Se querem um livro agradável para vos acompanhar neste verão, aqui o têm. Para mim, foi mais um escritor português que fiquei a conhecer e só por isso já valeu a pena.

We`re home!!!

Regressamos ontem à noite de uma semaninha de férias em Cabo Verde. Para mim, uma repetição, para ele uma primeira vez.
Sol, praia, piscina, comidinha, bebida e tempo para namorar :)
Que mais poderiamos pedir?
Fotos??? Diz que são 600...em breve algumas estarão por cá!

Time to leave - Ilha da Boavista

  

Como eu acho que devemos sempre voltar aos locais onde fomos felizes, amanhã regresso a Cabo Verde, para uma semaninha de férias.

   A experiência o ano passado foi tão positiva e agradável, que na hora de escolher o destino de férias deste ano surgiu logo a ideia de repetir o do ano passado.

   Posto isto, até ao meu regresso. Serão 7 dias de puro descanso e diversão, desligada de tudo o que é mundo!

A propósito

  Os saldos da Zara arrancam amanhã, dia 15. Pela primeira vez na vida, vou perder o primeiro dia de saldos da minha lojinha do coração, já que estarei a muitos, muitos quilómetros de distância, noutro continente!

   Aguardai por mim pecinhas do meu coração.

Amar

«O Antonino disse à Isaura que amasse. Que amasse, pelos dois, o pescador, que dele cuidasse como quem cuidava do importante destino do mundo. O toque de alguém, dizia ele, é o verdadeiro lado de cá da pele. QUem não é tocado não se cobre nunca, anda como nu. De ossos à mostra.

  E amar uma pessoa é o destino do mundo.»

Valter Hugo Mãe, "O filho de mil homens"

Da dor

«Deve nutrir-se carinho por um sofrimento sobre o qual se soube construir a felicidade, repetiu muito seguro. Apenas isso. Nunca cultivar a dor, mas lembrá-la com respeito, por ter sido indutora de uma melhoria, por melhorar quem se é. Se assim for, não é necessário voltar atrás. A aprendizagem estará feita e o caminho livre para que a dor não se repita. Estava a crescer. O pescador crescia para ser um homem tremendo.»

Valter Hugo Mãe, O filho de mil homens