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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

...a cair olhos adentro

«Era um menino na ponta do mundo, quase a perder-se, sem saber como se segurar e sem conhecer o caminho. Os seus olhos tinham um precipício. E ele estava quase a cair olhos adentro, no precipício de tamanho infinito escavado para dentro de si mesmo. Um rapaz carregado de ausências e silêncios.»

Valter Hugo Mãe, "O filho de mil homens"

Em queda livre...

   Há cerca de duas semanas caí num dos nossos centros. Risota geral. Dei conta dos joelhos.

   A semana passada caí em cima do gato enquanto corria atrás dele e não vi uma almofada no chão.

   Hoje caí em pleno shopping, enquanto carregava uma data de sacas. Dei novamente conta dos meus joelhos e de que maneira. Curiosamente, estava com as mesmas calças e as mesmas sandálias. 

   Conclusão: não é só o governo que está a cair... (se bem que no meu se começa a tornar embaraçoso). 

Das coisas que me irritam

 

   Há, realmente, por aí muito boa gente que simplesmente não quer trabalhar, apesar de se continuar a lamentar dos estrondosos números de desemprego nacional e de não se parar de falar dos milhares de desempregados que, coitadinhos, não arranjam trabalho nem a varrer ruas. Mas as coisas não são bem assim, pelo menos para alguns portugueses não são. Senão vejamos: depois de um longo período de redução de pessoal na nossa instituição para o realmente necessário (era mesmo demasiados colaboradores!), passamos agora por uma fase de contratação de novos colaboradores, de forma a compensar uma tremenda falta de pessoal causada por uma epidemia de baixas prolongadas (ainda hei-de conhecer médicos que passam este tipo de baixas!). Esta contratação é sobretudo de ajudantes de acção direta, ou seja, as ditas "domiciliárias", já que o serviço aperta e muito no que a apoio domiciliário diz respeito. Temos tido algumas contratações bem sucedidas, outras nem tanto e que continuam meias tremidas e depois temos aquelas contratações de pessoas super motivadas para trabalhar porque precisam mesmo muito de trabalhar e estão cheias de experiência na área e que ao fim de um dia ou uma semana se despedem porque "é trabalho a mais", "é um trabalho muito duro" ou simplesmente, "não me adaptei".

   O que pensar destes argumentos?

   É muito trabalho? Realmente para quem não gosta de trabalhar é muito trabalho, muito trabalho mesmo. Mas vejam lá a sorte: é trabalho! Pago! Sem falhas! Parece que não chega...

   É um trabalho duro? É sim senhora. Extremamente compensador, totalmente de louvar, de dar cabo das melhores costas, mas sim, é um trabalho muito duro. Mas vejam lá a sorte: é trabalho! Pago! Sem falhas! Parece que ainda não chega...

   Não se adaptaram (o meu argumento favorito, já que foi usado pela senhora que se despediu a meio do 2º dia de trabalho)? Ora bem, o período de adaptação seja a que for é variável de pessoa para pessoa, mas nunca ouvi dizer que 24h chegassem para nos sentrimos adaptados seja ao que for. É preciso dar tempo, minha gente! Dar oportunidade. Conhecer. Sentir receios, dificuldades, muitas dores de barriga para finalmente nos sentirmos um bocadinho inseridas numa nova situação. Ora um dia não chega para isto. Já para outras coisas é mais que suficiente...

   Até poderei estar a ser injusta, mas não consigo tolerar um país onde tanto gostam de se fazer de desgraçadinhos, onde tanto gostam de manifestações contra o desemprego, onde tanto gostam de apontar o dedo e culpar terceiros e que depois, quando chega a oportunidade, procura as desculpas mais esfarrapadas para evitar dizer que ordenado ao fim do mês sim, mas sem me matar muito, se fazem o favor. É que isto de trabalhar, cansa. E alguns não se conseguem adaptar...

Desafio: decorar o meu quarto

   Ao fim de precisamente dois meses de mudança de casa, chegou a minha mobília nova de quarto. Estava um pouco ansiosa com a sua chegada, já que tinha uma ideia do que queria e da tonalidade que queria dar ao quarto, ideia essa que transmiti na loja onde a comprei, mas sem nunca ver nada em concreto, para além de umas imagens e umas amostras de tecidos. Foi tudo conversado e decidido com base nessas conversas e nas ideias que tinha. Hoje quando a vi no quarto fiqui satisfeita, mais agradada do que estava à espera, já que me parece que o modelo é exatamente o que queria e a cor encaixa perfeitamente no quarto.

   Agora o grande desafio é decorar o quarto, já que ainda não tenho absolutamente nada, para além de cortinas e um roupeiro cheio de roupa. Mais uma vez, tenho ideias para o que quero, uma coisa simples, mas com alguma cor na roupa da cama, especialmente para os meses mais quentes. O meu grande problema são os candeeiros, já que são elemento decorativo de que nunca gostei! E agora que finalmente tenho mobília, quero muito ter todo o quarto decorado o mais depressa possível!

Julho

   Mês de férias por excelência, para mim. Vai começar um bocadito agitado, ocupado e cansado, mas promete uns belos dias de descanso daqui a precisamente duas semanas...e se não for pedir muito, que prometa também uns belos dias de verão! 
   Sejam felizes!

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