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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

A escrever a nossa história há 8 anos...

"Ouve-se por aí: “Amor? Já não acredito em nada disso.”.

Mas… como assim? Quer dizer que deixaste de acreditar que tens a capacidade de gostar de pessoas e de partilhar coisas bonitas com elas? Então mas… controla-se, isso?

Essa coisa de amar alguém tem um botão de “on” e “off” e andámos todos a desligá-lo da corrente nos últimos anos? É isso? Eu acho que o problema é que antes se embalavam as crianças ao sabor de histórias onde os protagonistas usavam coroas e rasgavam os céus montados em cavalos brancos. Agora, como já pouco se brinca com esse imaginário, e são também raras as histórias que ainda terminam com o triunfal “felizes para sempre”, parece que se declarou a morte ao amor. Pois bem, ele existe, está de boa saúde, come legumes e verduras e pratica desporto três vezes por semana. É um amor da vida real.

As utopias são isso mesmo, utopias. Só existem em paralelo com outra realidade, caso contrário não existem. Ou seja, o amor não anda montado em cavalos. E as pessoas não usam coroas ou vestidos de seda e tule bordado para ir trabalhar no dia-a-dia. O “felizes para sempre”, sabes quando é que ele aparece num livro ou num filme? No fim. Alguém teve de escrever tudo o que está para trás. Há uma história repleta de peripécias e também com algumas bruxas — sim, das que têm verrugas — e um ou dois dragões que cospem fogo pelo meio.

É uma história que se vive a um compasso duplo, lado a lado, a dois. São as músicas que se ouvem e cujas letras ambos conhecem de trás para a frente, os planos para amanhã que se tornam em programas de hoje e que se prolongam noite dentro. Os lábios a saber a mar que se enlaçam no Verão, o chapéu-de-chuva que se partiu mas que não é por isso que deixa de servir para abrigar os dois e os pequenos-almoços com direito a torradas queimadas porque se deixaram ficar na cama mais um bocadinho naquele domingo.

Mas isto dá trabalho. Escrever um livro inteiro, entrelaçar tantos episódios, tantos capítulos, pontuar sem tirar o sentido das frases, evitar o uso excessivo de reticências, transformar pontos finais em pontos e vírgulas…! Uff! É obra. Talvez seja por isso que a grande maioria de nós acaba por criar blogues ou escrever rúbricas para jornais de quando a quando. Dá menos trabalho, não requer tanta imaginação, tanto tempo disponível.

Mas o amor não se presta a essas coisas da disponibilidade. O amor é prosa, é narrativa, é poesia. São as histórias que escrevemos a dois, e dão mesmo trabalho, e levam-nos mesmo muito tempo. Por isso, se quiseres chegar ao final da tua história e pontuá-la com um majestoso “vivemos felizes para sempre, SIM”, tens muito que escrever.

Que se deixem as personagens que usam varinhas de condão para as utopias, que se retire a declaração de óbito ao amor, se faz favor!"

Texto de Catarina Sanches, publicado em http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/9911/ate-que-utopia-nos-separe

«O Processo», Franz Kafka

 

O Processo conta a história de um homem que se vê envolvido num absurdo processo judicial sem que lhe seja dado qualquer tipo de explicação.
Um magistral romance sobre a angústia, a impotência e a frustração do indivíduo numa sociedade opressora e burocratizada, temas recorrentes em toda a obra do autor.

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   Foi a primeira vez que li Kafka. Foi daqueles autores que nunca senti curiosidade em ler, pois associava-o sempre a uma escrita maçadora típica dos clássicos. Tinha este livro na minha estante há anos. Há pouco tempo, quando guardava um livro que tinha terminado de ler, olhei para ele, peguei nele e pensei "porque não?". Assim que comecei, o pensamento foi só um "isto não é nada do que eu estava à espera. É tão absurdo!". E realmente é um livro tão irreal, tão ridículo, que nos prende desde a primeira página. Depois deste, "A Metamorfose" não me escapa!

   E logo ali, na primeira página, começa a cheirar-nos tanto, mas tanto, a Saramago...para mais tarde descobrirmos esta frase, do próprio Saramago:

  «Os escritores a que estou sempre a voltar são Montaigne, Pessoa e Kafka. O primeiro porque somos a matéria do que escrevemos, o segundo porque somos muitos e não um, o terceiro porque esse um que não somos é um coleóptero»

Estava aqui a pensar...

...uma vez que o Natal está a pouco mais de um mês e os meus anos a menos de 4 semanas, se calhar está na hora de começar a escrever a carta ao Pai Natal. Que acham? 

   Não te preocupes, Pai Natal, vou resolver a coisa em poucas cartas...

Looking for connections

   Está na essência do ser humano esta busca constante por ligações... O ser humano precisa de se sentir e de se saber ligado a algo ou, principalmente, a alguém. Precisa, acima de tudo, de saber que existe alguém, ainda que não sempre presente, que estará sempre lá. 
   No mundo actual as relações são cada vez mais frias e distantes. Vivemos numa sociedade em que tudo está à distância de um click, incluindo as relações. É por isso normal para algumas pessoas que esta busca por ligações/relações seja também ela virtual e se sintam confortáveis com tal. A imensidão de redes sociais que hoje existem ajudam em muito nisto, ou serão mesmo as responsáveis. Tudo se tornou artificial e o homem está de tal forma corrompido por estas visões da modernidade que já se acomodou a relações virtuais. Se antes não passava sem estar com os amigos, hoje não passa sem lhes cuscar o perfil no Facebook. Se antes sentia necessidade de ligar a alguém para lhe contar istou ou aquilo, hoje tudo se resolve em 150 caracteres ou menos. Se antes chorava no ombro de um amigo, hoje os ombros são frases escritas num ecrã de computador partilhadas em grupos de ajuda online...and so on and so on...resumindo, se antes estavamos cá uns para os outros, hoje estamos online/offline. E isto parece que nos basta, embora esteja totalmente errado e seja completamente não-humano. 
   Tudo era bem mais simples e verdadeiro e intenso e sincero (e humano) quando as pessoas sabiam estar umas com as outras e as redes sociais não nos facilitavam a socialização. De repente, desaprendemos a estar com alguém real e passamos a perder horas em frente a ecrãs que nos mostram apenas aquilo que alguém quer mostrar e nunca a realidade. Se perdemos a nossa essência? Talvez. Não perdemos a essência da busca por ligações; não perdemos a necessidade de aceitação social, a necessidade do contacto social, a necessidade de ter um outro para além de nós. Simplesmente deixamos de saber procurar o outro de carne e osso e de saber estar em relações "à moda antiga", que era a verdadeira e única forma de se fazerem estas coisas de estabelecer relações entre pessoas tão diferentes mas que se precisam tanto. Afinal, já dizia o livro, ninguém morre sozinho. Mas as relações dos tempos modernos são cada vez mais solitárias...
 Quanto ao filme, vale a mesmo a pena. Uma agradável surpresa e um abanão nesta história da procura de ligações, virtuais ou não, o do que daí pode resultar. 

Mais uma escandaleira do nosso Portugal

   Que o Malato sofreu um enfarte nem é notícia escandalosa. Poderia suceder a qualquer um e não é por se ser vip português que estas coisas nos passam ao lado. Que o enfarte do Malato fosse publicitado em tudo quanto é revista do pink também não é nada de surpreender já que as revistas vivem disso mesmo. O que é realmente lamentável, acho que podemos usar esta palavra, é que o próprio Malato, que até esteve às portas da morte, permita que se faça do mais privado que é a sua vida a capa de uma revista. O que lhe terá passado pela cabeça para permitir a publicação de fotos suas no hospital, em recuperação, quando tudo o que se quer é paz e sossego. Para que foi tudo isto, vindo de um senhor que até se mantinha minimamente discreto?
   Depois destas fotos, acho que chegamos à loucura da exposição máxima da vida pessoal de cada um. Quando concebemos como normal a publicação de fotos de alguém em convalescença num hospital poderemos esperar qualquer coisa e podemos sobretudo afirmar que os valores pessoais estão, esses sim e cada vez mais, em crise.
   Pessoalmente acho lamentável que alguém precise/permita isto e que as revistas considerem que esta é a melhor forma de venderem. Quanto ao Malato, as melhores e menos senhor, muito menos.

New in!

Botas Seaside
Diz que estão na moda e que eu precisava muito delas para os meus dias de Km a pé e à chuva...para mim ainda é estranho usar este tipo de calçado, já que sou rapariga de bota, sim senhora, mas com um salto simpático e ligeiramente mais femininas. Certo é que passei o fim-de-semana com elas nos pés e são super confortáveis.
Casaco azul Zara
QUantos casacos/sobretudos tens? Alguns, mas nenhum modelo "mais curto". Para fugie ao preto e torná-lo um casaco que atravessa estações e estações (como um casaco deste género deve ser), optei pelo azum escuro, cor tendência deste Inverno.
Camisola oversized H&M
Sou doida por camisolas oversized que posso fazer?
Calça Mango
Acho que estou novamente apta a usar este tipo de calças (obrigadinha Solinca!), embora sempre com camisolas oversized, embora este modelo em mim, apesar de S, não me fique completamente colado ao corpo.
Camisola Zara
Mais uma oversized, fofinha que só ela. Amor à 2ª vista, já que à 1ª apaixonei-me pelo mesmo modelo em vermelho. Quem sabe mais tarde...