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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

«O nosso reino», Valter Hugo Mãe

História de uma criança de 8 anos, contada na primeira pessoa, que vê o mundo e todas as coisas como manifestações da voz de Deus. É a aventura da candura e da ingenuidade através dos complexos meandros da fé e dos comportamentos humanos. Criado no seio de uma família extensa, o narrador vai assistindo ao esvaziar da sua casa e à dificuldade de explicar esse fenómeno à luz dos supostos desígnios divinos. Entre o profundamente terno e a delicadeza da infância surge uma necessidade de sobrevivência, um engenho maior do instinto humano que é sempre, neste livro, pautado pela necessidade de amar o próximo.
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   O único livro de Valter Hugo Mãe que me faltava ler e o primeiro, do género, que lançou. Não é dos meus favoritos deste escritor mas sendo VHM é sempre uma leitura bastante agradável.
   A parte má? Agora não há mais nada de VHM para se ler!

Yes, I can!

   É só para dizer que eu consegui cumprir o objectivo "um mês sem compras / um mês sem Zara" e até nem foi nada difícil. E se há alguém a quem eu tenho de agradecer do fundo do coração é ao S. Pedro e aos senhores da Zara. Ao primeiro porque nos tem brindado com um tempo tão cinzento que não nos motiva nada para comprar as roupas frescas e coloridas com que os senhores da Zara enchem as lojas.

   31 dias depois da minha última compra, confesso que já começo a sentir uma vontadezita de espreitar as lojas e começar a pensar na Primavera que já não há-de tardar...

Mea culpa!

   Sendo eu uma pessoa que gosta e defende o trabalho em equipa, sou péssima nessa história dos trabalhos de grupo. Sempre fui. Desde que me lembro de ter de fazer o meu primeiro trabalho de grupo que duas coisas apenas podem acontecer: ou o trabalho é realmente feito em grupo e eu fico sempre com aquela sensação de que se o trabalho fosse só meu fazia-o de uma maneira completamente diferente, ou, como acontece 99% das vezes, acaba por ser um suposto trabalho de grupo, pelo qual eu assumo toda a responsabilidade e acabo por fazê-lo quase todo sozinha. Felizmente sempre encontrei "grupos" que depositaram em mim toda a confiança para a total autonomia na elaboração de trabalhos, o que acabou por ir reforçando a minha crença na minha eficiência e responsabilidade.

   Se me ponho a pensar no porquê disto, posso não gostar das conclusões a que chego... a verdade é que eu tenho muita dificuldade em confiar no trabalho dos outros para o assumir como meu trabalho, não tenho paciência para indecisões e discussões e discórdias sobre o que se vai fazer, como se vai fazer e quem faz o quê, não gosto de ter de definir o meu tempo de trabalho em função do tempo dos outros, para além de que tenho em mim esta veia péssima de querer fazer tudo à minha maneira. É verdade, é vergonhoso, lamentável, terrivelmente à-la-filha-única, mas é a mais pura das realidades.

   É uma terrível individualidade esta que trago em mim, é o que é.

   E agora se me dão licença, tenho de ir terminar um trabalho de grupo, sozinha.

:: Enjoy your weekend ::

E eis que chega Março,  aquele mês que, para mim, marca o fim do Inverno e dos dias frios e nos brinda com anúncios de primavera e toda a sua cor, luz e leveza. É disso que estou à espera para este mês e é mesmo disso que todos estamos a precisar. 

   Entretanto, porque chegou Março e o Carnaval, nada melhor que parar para uns diazitos de descanso. Uma semana de pausa vem mesmo, mesmo a calhar! Quero muito descanso! 

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