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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Obrigado!

   Quantas vezes não nos esquecemos de dizer "obrigado"? Mas aqueles "obrigados" verdadeiros e fortes, aqueles que agradecem por acções, gestos, palavras, momentos, o que quer que seja que, em algum momento da nossa vida, fez toda a diferença... Com o ritmo alucinante a que os dias correm e a tendência para estarmos todos cada vez mais distantes e frios nas relações humanas, "obrigado" começa a ser tão raro como um sorriso.

   Os CTT estão a convidar os portugueses a escreverem mensagens de “obrigado” que serão transformadas em cartas físicas pelos Correios e enviadas aos seus destinatários. Eu achei esta ideia muito gira quando a ouvi na rádio e de imediato criei mentalmente uma actividade a desenvolver com os meus idosos, que vai passar precisamente por os ajudar a dizer "obrigado" a alguém que fez ou faz parte da sua vida. Vamos chamar a isto "Carta de Gratidão" (quem conhece o programa de intervenção com pessoas idosas "PositivIDADE" já ouviu falar disto) e o que os vou incentivar a fazerem, depois de uma breve sensibilização e discussão da importância do "obrigado" na nossa vidaem grupo, é a escreverem (ou ditarem, para aqueles que não são capazes de ofazerem sozinhos) uma carta a dizerem "obrigado" a alguém. Os CTT transformam cartas digitais em cartas de papel e caneta, eu transformarei palavras orais em palavras escritas. O objectivo final, para além da consciencialização da importância do obrigado, será o de fazer chegar essas palavras aos seus destinatários, se possível, num encontro entre as duas partes.

   A começar ainda este mês!

 

Na cozinha: Empadão de batata doce com frango em cama de legumes

 

Vamos precisar de:

  • Batata doce (duas pequenas para uma refeição)
  • Frango desfeito previamente grelhado, assado ou cozido (normalmente uso sobras de uma outra refeição)
  • Legumes variados cozidos, que poderão ou não ser salteados - para uma versão mais rápida uso uma mistura de legumes pré-cozinhados e congelados, que estão prontos em 2 minutos no micro-ondas.
  • Gema de ovo (opcional)
  • Ervas aromáticas (opcional)

E fazemos assim:

   - Cozer as batatas doces e quando prontas desfazê-las em puré;

   - Desfiar o frango, já previamente cozinhado a gosto ou conforme nos sobrou da refeição anterior;

   - Cozer os legumes e quem preferir salteá-los (desde couve branca, couve flor, bróculo, cenoura, ervilhas, courgete...o que se lembrarem e vos apetecer);

   - Numa travessa colocar os legumes , seguidos do frango e cobrir tudo com o puré de batata doce;

   - Quem preferir e gostar, cobrir o puré com a gema de ovo batido e polvilhar com ervas aromáticas a gosto (gosto sempre de acrescentar ervas aos meus pratos, pelo sabor que lhes dão);

   - Levar ao forno cerca de 15/20 min, até "tostar".

   Está pronto a servir!

 

   Esta receita também poderá ser feita com carne (picada, de preferência) ou até mesmo peixe/bacalhau, embora nunca tenha experimentado, pois o frango é aquele alimento que mais facilmente como aquecido ou aproveitado.

O olhar de uma psi sobre o Robocop

 

   Robocop não é, de todo, o tipo de filme que eu escolheria para ver, mas as tardes de Domingo em casa têm destas coisas e curiosamente tenho de admitir que achei o filme interessante. Não pela parte do enredo ou do tipo de filme em si, mas pela "filosofia" que lhe está subjacente: num futuro próximo (2019 é já ali ao lado) as máquinas substituirão o homem em larga massa, até aqui nada de novo; mas e se essas máquinas não fossem completamente máquinas, mas sim robôs com cabeça, cérebro, coração e pulmões de gente que, se não fosse "robotizada" acabaria por morrer? Mais que isso, e se nos tornassemos em robôs humanos, com uma carapaça de aço e emoções de gente? E se alguém, ainda completamente humano, fosse capaz de nos comandar, ao ponto de controlar o tipo e quantidade de neurotransmissores que se passeiam pelo nosso cérebro, transformando-nos em mais ou menos máquinas ou mais ou menos humanos? Quanto sofrimento evitariamos, quanta coisa boa perderiamos, quantas memórias não iriam ser construidas? Quantas lágrimas ficariam por chorar e quantos sorrisos não iluminariam vidas? Se perdessemos o livre-arbítrio e esta nossa natureza imprevisível e inexplicável, mas naturalmente humana, será que nos continuariamos a chamar gente e a chamar de vida esta coisa assustadora mas magnífica que é andar por cá?

A História

Quando acordaram de manhã, na mesma cama, ela disse-lhe que queria ter um passado com ele. Não era um futuro, que é uma coisa incerta, mas um passado, que é isso que têm dois velhos depois de passarem uma vida juntos. Quando disse que queria ter um passado com alguém, queria dizer tudo. Não desejava uma incerteza, mas a História, a verdade.

 

"Jesus Cristo bebia cerveja", Afonso Cruz

Na cozinha: Beringela recheada com carne picada

Foto original do prato

Vamos precisar de:

  • Metade de uma beringela
  • Carne picada
  • Tomate (em molho ou em fruto)
  • Azeite
  • Cebola
  • Ervas aromáticas
  • Azeite
  • Queijo (opcional ou para quem gostar)

E fazemos assim:

   - Num tacho, colocar azeite e cebola picada e deixar refogar;

   - Juntar a carne picada e deixar refogar, acrescentando depois água, o tomate (em molho ou aos cubos) e um pouco de sal, deixando cozer a carne;

   - Juntar o recheio da beringela, previamente retirado da mesma, deixando-lhe apenas uma camada fina em forma de "barco";

   - Quando a carne estiver cozida, rechear a beringela com a mesma;

   - Colocar por cima da carne um pouco de azeite, ervas aromáticas a gosto e quem quiser ou gostar (o que não é o meu caso), uma fatia de queijo limiano ou mozarella;

   - Levar ao forno cerca de 20min ou até o queijo estar completamente derretido.

E está pronto a comer!

   Eu servi a minha acompanhada por uma salada de alface e rúcula e fiquei completamente satisfeita.

   Uma opção saudável e leve para estes dias mais quentes que se avizinham.

 

Na cozinha: gelatina com iogurte

imagem retirada da net

 

Vamos precisar de:

  • Gelatina do sabor que preferirem (optem sempre pelas gelatinas vegetais)
  • 2 iogurtes naturais (sem açucar e para ser ainda mais light, iogurtes magros)
  • 250ml de água fervida

E vamos fazer assim:

   - Ferver os 250ml de água e dissolver o conteúdo de uma carteira de gelatina;

   - Quando completamente dissolvido, juntar os iogurtes naturais e mexer bem;

   - Levar ao frigorífico para solidificar.

 

   Mais simples que isto não há!

   E temos uma solução deliciosa (sou completamente viciada!) e super saudável para uma sobremesa num dia de festa ou para um dos lanchinhos entre refeições, tanto para de manhã como para de tarde! Fresquinha sabe que é uma maravilha e até parece que estamos a comer o melhor dos doces, quando na verdade é uma opção super healthy!

 

Na cozinha: Creme de batata doce

Imagem retirada da net

Vamos precisar de:

 

  • Batata doce
  • Gengibre
  • Leite
  • Cebola
  • Azeite
  • Ervas aromáticas
  • Caldo de galinha ou legumes
  • Água

E fazemos assim:

   - Descascar as batatas e partir aos cubos pequenos (usei 3 batatas médias, o que me deu para aproximadamente 3 refeições)

   - Descascar o gengibre e parti-lo em pedaços pequenos (não usem muito pois o sabor é bastante intenso)

   - Colocar azeite num tacho, junto com a cebola picada e deixar refogar;

   - Juntar a batata doce e deixar saltear ligeiramente;

   - Juntar um pouco de água e deixar a batata cozer, acrescentando um pouco de sal e ervas aromáticas à escolha;

   - Quando a bata estiver cozida, juntar o leite (juntei cerca de 300/400ml) e deixar ferver;

   - Passar tudo com a varinha mágica;

   - Como o meu creme ficou bastante espesso e não aprecio sopas demasiado grossas, juntei-lhe aqui mais um pouco de água e deixei ferver.

 

   Está pronto a servir!

   Podem também acrescentar um pouco de lúcia lima ou outras ervas no final, ou ainda, se preferirem, colocar alguns cogumelos já depois da sopa estar pronta.

   É uma sopa diferente. Não é nutritivamente rica, já que não leva legumes dos bons, mas às vezes sabe bem variar um pouco nas refeições de sopa. O gengibre dá-lhe um toque agradável quando misturado com o paladar da batata doce.

   Parece-me uma boa opção para acompanhar uma rica salada e, desta forma, compensar a falta de legumes da sopa.

 

E se eu partilhasse algumas das minhas receitas?

   Não posso dizer que goste particularmente de cozinhar. Também não posso afirmar que o faça com muita frequência, pois o que gosto na cozinha é de experimentar coisas diferentes e cá em casa ninguém é adepto deste tipo de cozinha, pelo que acabo por cozinhar mais ao fim-de-semana ou quando estou por casa.

   Nesta coisa de me aventurar na cozinha com pratos diferentes, procuro a minha inspiração em tudo o que me vem parar aos olhos. Não sou de livros de receitas. Simplesmente vou encontrando aqui ou acolá algumas refeições que me agradam e que gostaria de experimentar e é nessas alturas que me aventuro. Mas o que sempre me irritou nas receitas é aquela quantificação de cada ingrediente e a muitas vezes longa lenga-lenga do modo de preparação. Eu cá gosto de coisas simples, práticas e diretas, sem grandes balanças e que possa adaptar às minhas necessidades e ao que tenho em casa no momento, pelo que raramente sigo uma receita à risca, especialmente nas quantidades.

   Como gosto de seguir blogs ou sites que nos vão inspirando para as refeições do dia-a-dia, achei que poderia ser interessante partilhar aqui as minhas experiências gastronómicas, desde sopas, pratos principais, sobremesas, sumos, batidos, lanches e o que mais me for lembrando de publicar.

   Antes de mais, passo já a esclarecer que não sou especialista na cozinha nem tenho pretensão de encontrar seguidores das minhas receitas. Acho que, como eu gosto de encontrar ideias simples, poderão existir outras pessoas que também gostarão de as encontrar por aqui. Aviso já também que raramente encontrarão fotografias originais dos meus cozinhados, já que raramente ando com o telemóvel ou câmaras atrás de mim nestas ocasiões, de maniera que as fotos, quando não as originais do prato, serão apenas para ilustrar o post. A frequência dos posts também não será muita, já que, como disse, não cozinho tantas vezes quantas gostaria.

   Bom apetite!