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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Novo desafio para o meu corpo

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   Este mês iniciei uma nova modalidade de treino. Quando treinamos há algum tempo e regularmente chegamos àquela fase em que o nosso corpo pede mais e diferente. Eu estava nessa fase. Continuava a ter a mesma determinação para treinar, mas sentia que precisava de mudar algo e de puxar mais pelo corpo sem ir para além dos meus limites e das minhas capacidades. A escolha foi Grit Series.

   Para quem não conhece, Grit é a mesma coisas que HIIT, ou seja o treino intervalado de alta intensidade. Dividido em 3 modalidades diferentes e específicas: Força, Plyo e Cardio, consiste em treinos de 30 minutos de intensidade máxima, com repetições de sequências de exercícios específicos, que devemos tentar repetir o número máximo de vezes que a nossa resistência permitir, intercalado com períodos mínimos de descanso. Dizem os entendidos que não se devem fazer mais do que 3 treinos por semana; eu estou a fazer duas vezes por semana, sempre combinado com outras aulas (BodyPump, RPM ou BodyStep) e basicamente é um tipo de treino que nos deixa completamente K.O. e nos dá a sensação de termos perdido um pulmão algures entre sequências ao mesmo tempo que o coração nos saltou pela boca durante mais uma série de burpees e sprints com flexões de palminha no ar. Quanto aos resultados, promete um aumento da força e massa muscular, desenvolve a potência, velocidade e força das pernas, aumenta a resistência muscular e potência a queima de calorias. Motivos mais que suficientes para eu estar a adorar, certo? 

:: Enjoy your weekend ::

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O meu terá 3 dias (sabe tão bem quando nos aparece um dia extra de férias! ) e espero conseguir descansar e não fazer absolutamente nada. O trabalho tem me absorvido todo o tempo ultimamente, daí a ausência de inspiração e vontade de escrever seja o que for. Bom fim de semana!

9 anos de nós

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20 de Novembro é o nosso dia. 9 anos depois, é o nosso dia. E porque no amor não há segredos nem fórmulas mágicas, o que importa é sermos capazes de viver a dois, diariamente, dias felizes e dias menos felizes, dias em que mal nos conseguimos separar e dias em que qualquer coisa serve para implicar com o outro. Há 9 anos atrás não esperava estar aqui hoje, com ele. Na verdade, não esperava nada. Há 9 anos atrás eu era uma miúda de 19 anos apaixonada por um miúdo de 20 que viu uma vez na faculdade e pensou "olha que rapaz bonito", sem alguma vez pensar que 9 anos depois estaria ainda e quem sabe para sempre com esse rapaz bonito. Uns meses depois estavamos a conversar, a trocar sms, a marcar a primeira saída que também foi a última, porque bastou essa tarde junto ao mar com uma coca-cola para nunca mais nos largarmos. 

   A partir de hoje caminhamos para uma década de nós e começamos a pensar que nós tem muito mais piada que tu e eu. Somos um pelo o outro. Ele é o romântico, o lamechas, o piroso, o dedicado, o ciumento, o sonhador, o que toma a iniciativa, o que se entrga sem pensar no depois, o culto, o gadget boy, o guloso, o preguiçoso. Eu sou a racional, a fria, a dura, a teimosa, a reservada, a centrada, a introvertida, a complicada, a de humores instáveis, a peste, o bichinho dos livros, a que tem a mania da comidinha saudável, a dorminhoca... e não é que as coisas funcionam? E o melhor de tudo é saber que o que temos hoje, com tudo aquilo que somos, tem força para 9 anos e muitos mais. 

   A verdade é que a dois a vida é bem mais simples. 

P.S - Continuo a gostar de ti só assim um bocadinho pequenino.

Histórias com gente dentro...

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A D. J. é a velhinha que eu quero ser quando for grande!

Hoje, em mais uma visita domiciliária, encontrei-a preocupadíssima com o facto de não conseguir fazer sozinha a sua árvore de natal. Quando temos mais de 90 anos, vivemos sós e não temos absolutamente nada nem ninguém na vida e nos preocupamos com coisas como enfeitar a casa para o Natal ou para o S. João (são os 2 momentos em que a casa da D. J. é uma miscelânea de enfeites!) só podemos ser especiais e só por isso já merecemos uma grande salva de palmas. Foi por isso que não resisti e lá andamos a montar a árvore de natal, entre luzes, fitas, bolas e muitos espirros, à procura do material necessário em caixotes carregados de pó.

No final, quando o olhar dela já brilhava mais que as luzes coloridas no pinheiro, ainda houve tempo para: "oh, que pena, agora só me falta comprar um ano velho". Perante a minha admiração, "então não sabe? Espere, tem outro nome... o velhote", "ah, o pai natal! É o pai natal, não é o ano velho, D. J.". "E então? Não é velho ele? Então é o ano velho!".

E lá vim eu carregada de sorrisos com a alegria dela por ter o natal em casa antes do fim de novembro, com duas bolas de natal para a minha árvore oferecidas pela D. J. e a clara certeza de que é muito fácil fazer alguém feliz. Hoje, era apenas isto que a D. J. precisava. Não era de conversar, de desabafar... provavelmente dos momentos mais enriquecedores da minha vida profissional. 

Porque um dia podemos deixar de sermos nós

Vale a pena perdermos uns minutinhos a ler este testemunho de alguém diagnosticada com doença de Alzheimer: 

Qualquer dia, Menino Jesus, talvez deixe de saber governar-me sozinha; talvez deixe de saber lavar-me, vestir-me, de andar; talvez deixe de saber o que digo; talvez comece a ter que usar fraldas. Talvez, Menino Jesus, passe a ser outra vez bébé e desaprenda tudo quanto fui aprendendo ao longo de tantos anos. Talvez me sinta perdida, sem compreender onde estou, que dia é, quem são as pessoas que me rodeiam. Talvez possa até haver alturas em que já nem saiba quem sou. E então, Menino Jesus, é natural que ninguém da minha família tenha condições físicas e psicológicas para  tomar conta de mim. É natural, Menino Jesus. É triste, mas é natural que eu tenha que ir para um lar.   Mas, ó Menino Jesus, por favor, não me deixes ir para um lar daqueles que parecem a sala de espera da Morte, onde todos os velhos estão sentados a olhar o vazio, apenas à espera, à espera de partir para o Além.  Eu sei, Menino Jesus, que ser empregada num lar de velhos é um trabalho difícil. Ganha-se mal e o trabalho é duro. Não é agradável mudar fraldas, dar banho a corpos velhos, falar com pessoas que não ouvem ou não percebem o que dizemos. Mas, Jesus Menino, enche os corações dos que trabalham em lares, de ternura, de afecto, de respeito, para que não me gritem quando eu não entender o que me dizem, para que nunca me tratem como uma coisa, mas sempre como pessoa. E que quanto mais “vazia de mim” estiver, quanto mais pobre de corpo e de inteligência, mais me atendam, mais me escutem. Que nunca se esqueçam dos meus remédios, que nunca me dêem remédios a mais para eu ficar calada e quieta, que não me deixem ficar sentada ou deitada para sempre, a olhar o vazio, o tecto, à espera da morte.

http://alzheimerportugal.org/pt/text-0-16-76-176-testemunho-de-fernanda-ruaz

O meu pequeno-almoço

 

 

 

 

   Variar a minha alimentação, mantendo-a saudável e equilibrada, é para mim uma preocupação e uma necessidade. O pequeno-almoço não é excepção. Desde sempre valorizei esta refeição. Não me consigo recordar de uma única vez que tenha saído de casa sem tomar o pequeno-almoço, por mais apressada que estivesse. Simplesmente não consigo pensar em começar o dia sem comer e tenho de o fazer pouco tempo depois de acordar. 

   Durante muitos anos de juventude e ignorância, empanturrei-me dos clássicos cereais de pequeno-almoço. Como nunca fui adepta do chocolate, devo ter comido toneladas de Estrelitas e outros cereais de mel. A dada altura enjoei aquilo e virei-me para os Fitness e os Special K, durante outros tantos anos, julgando que estava a fazer uma grande coisa. Até que me fui apercebendo que também esses pseudo cereais saudáveis estão carregados de açucar e depois de muito pesquisar decidi: as minhas manhãs vão mudar! E mudaram! Para melhor e mais variado. Altero diariamente o meu pequeno-almoço, que actualmente varia entre 3 grandes opções:

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 As famosas papas de aveia, que são assim a minha grande perdição desde que as descobri. Tenho esta opção de aveia em floco, quase instantanea, muito rápida de preparar no microondas, que é a opção ideal para as minhas manhãs de correria. Mas também preparo as tradicionais. Preparo-as com leite sem lactose e ás vezes com bebida de aveia ou soja, mas não aprecio tanto com essas bebidas. Adoço-as sempre com canela e por vezes com um pouco de mel. Por vezes também lhes junto fruta. Como-as 2/3 vezes por semana, especialmente naquelas dias em que sei que vou ter uma manhã mais longa e com menos tempo para pausas e ao fim-de-semana antes de ir treinar. Agora com o tempo mais frio sabem ainda melhor. 

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 O clássico pãozinho. Já há muito que deixei de comer pão branco e por isso opto sempre por pão integral, de centeio ou outros cereais mais saudáveis. Como-o sempre torrado (até porque tenho por hábito congelar o pão e descongelo-apenas quando sei que o vou comer) e acompanhado por fiambre de frango ou peru, ou queijo fresco. Para beber, uma bebida de soja, arroz, aveia ou coco e agora que o frio chegou também um leite com cevada. Quase sempre junto a isto uma peça de fruta.

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Não podia faltar o iogurte natural magro com a fruta, os cereais integreais (aveia, cevada, muesli, milho...), as sementes e tudo o que para lá quisermos enfiar. Basicamente é abrir o frigorifico, abrir o armário, ver o que há e misturar. Esta é a opção que como menos vezes porque quase sempre é a minha opção de lanche pré-treino, pelo que não gosto de repetir muito as refeições. 

 

Uma vez por semana permito-me um guilty pleasure também ao pequeno-almoço, que são os cereais. Ultimamente virei-me para os kellogs zero, sem açucar e de milho, por me parecerem os menos pecaminosos, de longe a longe volto a uma boa tigela de fitness ou special K e, recentemente, descobri o Weetabix numa promoção, provei e gostei bastante daquela consistência de papa. Eu sei que eles alegam ser baixos em matéria gorda e açucares, mas mesmo assim, apenas uma vez por semana.

Mais sugestões de pequenos-almoços rápidos, saborosos e saudáveis, há? 

 

 

(100) Happy Days

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 Terminei hoje os meus 100 happy days. Basicamente a ideia era, durante 100 dias, publicar uma foto do momento "feliz" do meu dia. O objectivo não era mais do que sermos capazes de reconhecer que, por mais longos, penosos e difíceis que os nossos dias possam parecer, há sempre, sempre, algo de positivo. Parece básico, mas a verdade é que ao ritmo a que a vida corre actualmente e com a forte tendência que temos para "negativizar" tudo e o que nos acontece e não acontece, nem sempre parece fácil encontrarmos a parte boa do nosso dia. 

   No meu caso, tive alguns dias desses, em que chegava à cama sem ter publicado o "happyday" desse dia porque simplesmente não o conseguia encontrar, mas a verdade é que, muitas vezes, o melhor desses dias menos bons, é mesmo o simples facto de nos deitarmos, termos o gato como companheiro do costume e um bom livro para nos embalar. Muitas vezes também, o "happyday" publicado acabava por não corresponder ao melhor momento do meu dia, já que esse tinha acontecido sem que fosse possível fotografá-lo, quase sempre algo relacionado com o trabalho. 

   Defendido pelas correntes da psicologia positiva, o simples facto de, diariamente, sermos capazes de identificar pelo menos um momento positivo ou feliz, poderá ser visto como algo terapêutico e fundamental para o nosso bem-estar emocional e psicológico. Não temos de ter um registo fotográfico disso, mas é importante manter um registo mental das coisas boas que nos acontecem todos os dias, e todos os dias, sem excepção elas acontecem. Ás vezes são grandes acontecimentos, outras vezes são pequenos nadas, mas acontecem diariamente. E eu acho que podemos perder 2 minutinhos do nosso final do dia a pensar nelas. É mais rápido que publicá-las nas redes sociais e, com toda a certeza, vai ser capaz de nos fazer sorrir. Diariamente. 

Cheiros que nos fazem viajar

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Hoje ao sair do trabalho cheirou-me a fumo da lareira. Automaticamente fui transportada para o Inverno, para Domingos de frio, para o Natal, para uma aldeia perdida do nosso Portugal onde a paisagem nunca é nítida devido ao fumo das imensas lareiras que aquecem os lares. Não sei porquê, mas este pequeno nada aqueceu-me a alma e deixou-me cheia ee vontade de me aquecer numa lareira... Há coisas assim, aparentemente insignificantes, mas cheias de qualquer coisa que mexe connosco.

O dador de memórias

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   "The Giver - O dador de memórias". Um livro e um filme. Desconhecia-os.

   Enquanto via o filme dei por mim a pensar: "E se um mundo assim existisse realmente?".

   Um mundo totalmente controlado e previsível, onde a uniformidade é a lei. Se o ser humano tem tanta dificuldade em lidar com a diferença, que tal criar um mundo onde todas as diferenças são eliminadas, um mundo onde não existem sons, cores, sabores, raças, necessidades de escolha? 

   Um mundo ónde existe um total controlo "informático" das nossas acções, desde as mais primitivas, como a hora a que sentimos sono ou nos apetece acordar, até à escolha do que vestir ou do que comer? 

   Um mundo onde a nossa profissão é quase geneticamente decidida?

   Um mundo onde não existem famílias de sangue, pais, avós ou irmãos, porque somos "criados" em laboratórios e entregues a casais com as melhores características para nos criarem?

   Um mundo onde todas as manhãs nos injectam, antes de sairmos de casa, um soro que nos impossibilita de sentir qualquer emoção, impedindo o envolvimento emocional no que quer que seja?

   Um mundo onde palavras como amor, amizade, família, gosto... não são pronunciadas por serem excessivamente abstractas e vagas - "precision of language, please!"?

   Um mundo onde todas as memórias nos foram apagadas, as memórias pessoais e a memória colectiva do que somos e do fomos, desde os primórdios da humanidade...

   Um mundo onde apenas uma pessoa seria um verdadeiro humano, pois contém em si todas as memórias do mundo (o "dador")...

   Um mundo assim... mas alguém gostaria de viver num mundo assim? 

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