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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

"Império do Medo", Andrew Holsken

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>"Em maior ou menor grau, a maioria das pessoas sente-se condenada à morte pelo Estado Islâmico. O adiamento da sentença chega quando voltam a casa e se sentem seguras ao fecharem a porta atrás delas. A alvorada anuncia um novo dia mortal, o regresso ao exterior e ao corredor da morte. (...) Está vivo no subconsciente do seu cérebro [o medo] , mas também há uma parte do seu cérebro que lhe diz que tem de continuar e manter-se vivo. Por isso não pode esconder-se simplesmente em casa porque pode explodir um carro bomba. Você está sempre à espera que um carro-bomba expluda em qualquer rua. O que o impede de explodir nesta ou naquela rua? É sempre bastante aleatório. Então, limita-se a desligar esses sentimentos. Diz apenas para si "Eu não vou morrer hoje. Talvez morra noutra dia qualquer, mas hoje não."

Porque é importante não vivermos na ignorância e abrirmos os olhos para o que se passa à nossa volta.

Naquele mundo, que também é o nosso...

Houve o caso de um xeque que recusou casar as filhas com eles (EII) e por isso foi morto. O povo deste xeque revoltou-se contra Zarqawi e dessa vez este reagiu com uma violência inconcebível: mandou os seus homens raptar o filho mais novo de outro xeque importante, depois esquartejaram-no, cozinharam o corpo e serviram-no ao pai.

(...) A história da criança cozinhada pode parecer implausível, quase um mito urbano, no entanto Zarqawi e os seus homens mataram outros milhares de crianças a partir de 2003 e muitas vezes tomaram-nas activamente como alvos. (...) há bastantes provas irrefutáveis de que o Estado Islâmico crucificou e até decapitou crianças nos territórios sob o seu controlo. (...) conhecera uma mulher curda cujo filho fora capturado por jihadistas em Mossul, no Norte do Iraque, e depois assassinado e triturado. A seguir serviram os restos da vítima com arroz à mãe, que de nada desconfiava, e esta ingeriu uma parte da criança sem saber.

 

"Império do Medo", Andrew Hosken