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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Brilha

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"A tudo se habitua o homem, a todo o estado se afaz; e não há vida, por mais estranha, que o tempo e a repetição dos atos lhe não faça natural." {Almeida Garret}

Porque nada nesta vida é inultrapassável. Porque o ser humano é aquela coisa extraordinária capaz de ultrapassar todas as barreiras. Embora vacile. Embora duvide. Embora fraqueje. Mas a força está lá. Está cá, connosco, sempre e a cada dia. Porque enquanto houver vida tem de haver coragem, ambição, determinação e muita vontade de fazer do dia de amanhã algo que ansiámos viver. Porque, por mais dura que seja a batalha, o mundo , o nosso mundo, pode sempre, sempre, ser um lugar onde gostamos de viver. E muito. 

Só porque está uma nova semana a começar, que nunca esqueçamos a força que carregamos connosco. E que nuvem nenhuma nos impeça de brilhar. 

"A Mulher", Meg Wolitzer

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A trinta e cinco mil pés de altitude, no conforto da cabina de 1ª classe do avião, Joan Castleman decide deixar o marido. Estão lado a lado, rumam a Helsínquia, onde ele, escritor de renome, irá receber o prémio literário de uma vida. Na semiobscuridade, Joan mergulha numa intensa reflexão sobre a sua relação com Joe. O início tempestuoso, na universidade, onde ela era a aluna promissora e deslumbrada e ele o professor carismático e casado. E depois, o resto, a vida boémia em Greenwich Village, o nascimento dos filhos, e a decisão de subjugar o seu talento em prol da vida que acreditava querer. Mas Joe revelou-se medíocre enquanto pai e marido, concentrando-se unicamente no seu dom. E Joan, entretanto, perdeu qualquer sentido de identidade, vivendo apenas como "a mulher do génio". Agora, perante o apogeu da carreira literária do marido, é-lhe impossível refrear a memória do momento em que, ainda estudante, leu o primeiro conto dele. Chegou o momento de se confrontar com as consequências das opções que tomou tão cedo na vida - e do segredo que ambos sempre guardaram tão bem. --------------------------------------------------- Conhecia Meg Wolitzer por ter escrito "Os interessantes", um livro que me agradou bastante. Por isso, quando vi por acaso este livro da mesma escritora não hesitei em trazê-lo. De início não lhe estava a achar grande piada mas a continuação da leitura deixa perceber que temos ali uma espécie de manifesto feminista em defesa da mulher, dos seus direitos e da sua afirmação enquanto pessoa de valor. De facto, a mulher é a grande e principal personagem deste livro e, como nas surpreendentes páginas finais percebemos, o elemento fundamental é crucial de toda a história. Sem dúvida, um livro de mulher para mulheres, que alguns homens mereciam ler.

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