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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Qualquer semelhança com um caixão não deve ser pura coincidência

 

   Não que eu alguma vez já tenha estado enfiada num caixão, mas quando me enfiaram na maquineta da ressonância magnética o meu pensamento era precisamente esse: "Parece que estou dentro de um caixão"...e um caixão bem barulhento, por sinal. Por isso, ainda não sei bem do que gostei menos: se da maquineta minúscula em si, se do tiroteio com que fui bombardeada, mesmo de tampões nos ouvidos.

   E eu bem tentava: "Ora bem, vou pensar em quê? Vou fazer o jogo das palavras mentalmente! Ora então, países começados por A....". Confesso que não cheguei sequer ao M. Simplesmente não me consegui abstrair daquele caixão em forma de máquina e do barulho insuportável que aquilo fazia. Juro que tentei. Até comecei a fazer aqueles exercícios respiratórios todos que aprendi no yôga, mas o Sr. Dr. não achou muito piada e mandou-me parar, sob risco de termos de repetir e repetir não por favor!

 

   De maneiras que foram os 30 minutos mais sonoramente claustrofóbicos da minha vida. Posto isto, a mim é que não me voltam a apanhar dentro daquela geringonça barulhenta. Parece que já há por aí maquinetas "de campo aberto" mais modernas e que nos permitem respirar ar que não apenas o nosso e ver a realidade à nossa volta. 

   Tantas horas depois, ainda sinto uma grande revolta na minha barriguinha, tal foi o estado de nervos não exteriorizado em que aquela geringonça me pôs.