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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Dueto para Um, a peça

 

 

"É que Deus não existe, sabe, Dr. Feldmann, mas eu sei aonde foram buscar essa ideia: foram buscá-la à música. É uma espécie de céu. É não-terrena. Eleva-o para fora da vida em direcção a outro lugar."

 

   "Sentada numa cadeira de rodas, mais pela imprevisibilidade de resposta do sistema nervoso central do que por real perda de autonomia, ela é essencialmente a mesma intérprete histriónica, a mesma força persuasiva ainda que sem canal. Enquanto paciente, a sua resitência à terapia é assinalável. Em primeiro lugar, porque mesmo tendo a noção de tudo o que a doença rasura, Stephanie recusa a uscultação de qualquer inquietação ou sofrimento, que aos seus olhos confirmariam a sua condição de vítima; em segundo lugar, porque o preconceito de que faz prova em relação aos psiquiatras em geral descredibiliza o seu interlocutor, remetendo-a a uma cúpula de sarcasmo e não-cooperação; em terceiro e último lugar, porque sendo da sua natureza dar espectáculo, Stephanie chega com um discurso pragmático, até optimista, rigorosamente ensaiado e executado nos moldes que concebe eficazes. (...)

   Feldman tem a função difícil de obstaculizar a tentação da solista, de não permitir que tenda, a respeito de si mesma, a uma interpretação definitiva que exclua um conjunto de "sentimentos perfeitamente normais", aqueles que mais resiste a enunciar."

 

   Simplesmente, adorei!

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