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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

As duas metades da laranja

 

   Vivemos num mundo bipolar. Ou de bipolaridades. Bipolaridades que não são mais do que contrastes, entre o "é" e o "não é", ou quase como se na vida tudo tivesse dois pólos: o negativo e o positivo, sendo que não nos pudemos deixar enganar pelos termos, já que cada um põe o sinalzinho de + ou - onde o seu coração, o seu cérebro ou a sua alma acharem melhor.

 

   Nisto dos conceitos, e em tudo na vida, há o bom e o mau, o preto e o branco, o doce e o amargo, o fácil e o difícil...e fácil poderá ser ficar no meio, no entre, onde não somos nem deixamos de ser e onde somos, isso sim, dúvida, incerteza, insegurança e indecisão. No meio, estamos no limbo, sem estar em lugar nenhum, em compasso de espera. Ou de decisão. Mais cedo ou mais tarde faremos a escolha, e a vida é cheia e feita de escolhas, estaremos num dos pólos, pois se até o mundo geográfico tem Pólo Norte e Pólo Sul, como poderia o nosso mundo fugir disso?

 

   E assim, nesta bipolaridade, vamos vivendo pela metade, num sítio ou noutro, no Norte ou no Sul, com preto ou com branco. Tomamos um partido e negamos automaticamente o outro, ao ponto de criarmos mais uma bipolaridade, desta vez entre o certo e o errado. Para nós.

 

   Se é certo que (quase) tudo é bipolar, também é certo que nada é totalmente e definitivamente bom ou mau, certo ou errado. No meio de tanta especificidade e pequenos pormenores que erguem o ser humano, há "gostos para tudo" e, acima de tudo, espaço para tudo. E para todos. É tudo uma questão de escolhas (ou da falta delas, o que por si só, já é uma escolha) e qualquer escolha é válida, mesmo as que não compreendemos.

 

   E nisto das bipolaridades, o melhor será nunca fechar as janelas depois de bater com a porta, que é como quem diz, melhor será não esquecer que, quando terminamos a primeira metade da laranja, ainda temos uma outra para comer, suculenta e colorida, doce ou azeda. Como a vida e as escolhas que fazemos. Entre isto ou aquilo.

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