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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

365x5 = 20 de Novembro de 2010

 

 

   Não podia ser mais nenhum. Nem em nenhum outro dia. Nem noutro qualquer lugar. Eu estava lá e os meus olhos fugiram para ele. Lembro-me de pensar: "Que rapaz bonito...que olhos...". E não eram olhos azuis ou verdes. Eram olhos especiais, daqueles que nos lançam olhares, intencionais ou não, que nos prendem para toda a vida.

 

   Dos olhares às palavras foram dois passinhos. A dada a altura dou por mim a pensar "estou a falar com ele"! As novas tecnologias ajudaram, quais adolescentes rendidos a estas maravilhas do mundo moderno. Das palavras à partilha de sentimentos foi um passinho. Assustadoramente repentino. Estrondosamente intenso. Revelador.

 

   Nestas coisas do amor as explicações dispensam-se e é essa ausência que torna tudo tão especial e tão único. Foi ele e eu. Somos ele e eu. E somos únicos. Para nós, somos únicos. Únicos nas nossas paixões, nas nossas brincadeiras, nas nossas birras, nos nossos defeitos, nos nossos momentos. Passo a passo, lá nos fomos adaptando um ao outro, moldamo-nos às especificidades de cada um e fomos construindo o nosso sentimento e a nossa história. E é uma história bonita, como o são todas as histórias de amor, porque o amor só pode ser bonito e pleno e total, o que não invalida a existência de momentos menos bons, os que nos põem à prova e nos fazer caminhar de mãos ainda mais apertadas.

 

   Cinco anos depois, continuamos a crescer, com os nossos defeitos e as nossas qualidades, com o meu mau feitio e as tuas birras, com o meu racionalismo e a tua emocionalidade à flor da pele, com as nossas diferenças, que não fazem mais nada para além de nos unir. Um dia de cada vez. Tudo em cada momento. Tantos pequenos nadas que são tudo. Não fossem eles feitos de amor, revestidos a carinho e recheados de sorrisos.

 

   Obrigada por cada um deles.

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