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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Sobre o crime mais falado do momento

 

   Carlos do Castro & Renato, Maria & Manel, Manel & Manel ou Maria & Maria é-me completamente indiferente. Nomes ou mediatismos não atenuam ou aumentam a complexidade, a gravidade e a brutalidade da situação, que no caso se trata de um homicídio aterrador e demente.

   As justificações que nos chegam é que o senhor era homossexual e que o rapazito queria subir a todo o custo na vida. Ora, a primeira justificação é coisa para me fazer lamentar a existência de gentinha que ainda vê na homossexualidade um qualquer mal que justifica todo e qualquer comportamento ou acontecimento menos "humano". Constou-me até que já existem por aí comentários de felicitação ao jovem que teve a coragem de acabar com a vida de mais um gay, o que me envergonha de partilhar raça e país com essas almas. A segunda justificação remete-nos para mais um ser entre milhares dispostos a fazer tudo para subir na vida ou para aparecerem. Tratando-se de um jovem, a coisa complica-se, já que a imaturidade joga a seu favor. Neste caso, tudo parece confuso. Há quem garanta que o rapaz era homossexual, que os dois viviam uma linda história de amor, com direito a partilha de casa, cama e viagens românticas; outros, no entanto, vêm garantir que tudo isso é mentira e que até existe uma namorada.

   O que me quer parecer é que vem surgindo uma onda de "vitimização" do tal rapazito, que afinal é um coitadinho que se deixou levar e que se viu obrigado a fazer o que fez. Imagine-se que existem grupos no Facebook de apoio ao indivíduo com nomes do género "Deus é grande e vai haver justiça". Eu acredito que irá haver justiça, principalmente porque será uma justiça americana, e que será uma justiça que punirá severamente o autor confesso do crime, que não se coibiu de fornecer pormenores totalmente desumanos acerca da forma como acabou com uma vida humana. E nisto eu sou muito radical: nada, absolutamente NA-DA justifica roubar uma vida, muito menos da forma animalesca como este jovem o fez e com o discurso doentio com que o descreve. Perturbado ou não, movido por ciúmes, sujeito a pressões, whatever, não podemos ignorar um corpo morto, brutalmente agredido durante mais de uma hora, com direito a computadores na cabeça ou saca-rolhas que furam olhos e castram.

   Independentemente dos motivos, que neste caso nunca justificarão os meios e muito menos o fim, é o cenário animalesco deste crime que me choca. E sempre que penso nele não consigo sentir a miníma compaixão pelo actor principal, que, no final, acabou por ter mesmo todo o mediatismo.

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