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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Aqui há gato - vol.2: A hora da soneca

 

 

   Diz-se que os gatos passam mais horas a dormir que em actividade. O felino cá de casa não é excepção, embora existam dias em que a minha vontade é dar-lhe uns 3 ou 4 Valdispert. Ainda assim, nos dias ditos normais, podemos traçar o seu ritual de sonecas.

   O dia começa com um despertar calmo, apenas e só quando lhe abrimos a porta, ao que se segue todo um conjunto de mimos aos donos que cumprem um único objectivo:  «por favor alimenta-me com uma saqueta gourmet».

   De barriguinha cheia e caso ainda existam humanos preguiçosos na cama, segue-se um saltinho à cama mais próxima, uma série de lambidelas em jeito de beijinhos de bom dia e a tentativa sempre bem sucedida de se enfiar escandalosamente na cama para os seus 30 minutos de miminhos, sempre por baixo de todos os cobertores e lençóis, de preferência bem coladinho ao humano preguiçoso, que na maioria das vezes sou eu.

   O próximo momento de preguiça chega por volta das 13-14h e, por norma, prolonga-se até ao meu regresso do trabalho, sendo que este poderá ser momentaneamente interrompido para satisfação de necessidades fisiológicas e/ou alimentares.

   E eis-nos chegados à noite e àquele que deverá ser o momento de maior conflito interno para o meu animal. Por um lado há o pai da dona, que está fora todo o dia e que por isso tem de ser mimado, afinal é ele que sustenta os seus pequenos luxos. Por outro lado, há a mãe da dona, que fica piurça com ele sempre que faz alguma asneira e que, por isso, há que dar muita, muita graxa. E por último há a dona, euzinha, que em noites frias gosta mais da cama do que o próprio gato e que, por isso, acaba por ser o "alvo fácil", que é como quem diz «levanta aí os lençóis que o Rukinha está a chegar para se encostar a ti». E assim ficamos até bem perto da meia noite, altura em que o animal vai encher a barriguinha e aguarda religiosamente por mim, para que o vá colocar na sua caminha, aconchegando-o com os seus dois cobertores, fazendo meia dúzia de festinhas, trocando beijinhos de boa noite e proferindo as palavras mágicas: «Boa noite, meu bichinho. Nana bem. Até amanhã». E sim, continuamos a falar de um gato, que afinal, é sempre muito mais que um animal.

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