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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Abaixo as generalizações!

 

Natalie Portman

 

 

   Não gosto de generalizações, é o que é. E o J., que tem uma respeitosa idade e a quem dou explicações de psicologia, fá-las sempre, sempre em relação às mulheres. Na verdade e colocando o meu olho clínico a funcionar, há ali qualquer coisa mal resolvida com o sexo feminino. Ora vejamos: o J., que já tem idade para ter experiência, diz que vivemos numa sociedade matriacal. Até aqui, menos mal, cada um veste a camisola que bem lhe apetecer. Mas o J. vai mais longe e diz que, actualmente, a mulher é que manda e que o homem assume um papel de submissão perante a mulher que quer agradar e/ou conquistar. Eu não gostei. Não gostei, porque não concordo. Não gostei, porque nenhuma mulher gostará de ter ao seu lado um ser submisso, que concorda com tudo o que ela diz ou quer e que, a dada altura, já é confundido com aqueles bonecos pirosos que se vêem nos carros e que não param nunca de abanar a cabeça para cima e para baixo, quer se vá para a esquerda ou para a direita.

   Recentemente, o J. foi ainda mais longe e pisou terreno minado ao fazer-me a seguinte questão: "E a maldade, acha que nasce com a pessoa?". E eu lá fui expondo o meu palavreado da forma mais eloquente possível, ao que a criatura me diz e mulheres contenham-se: "Por exemplo a mulher, a mulher já nasce má". Alto lá amiguinho!!! Nós somos más? Todas nós? Que mente pequenina, pequenina lhe permite afirmar isso assim, com historial de más ideias acerca de nós que tem? Confesso que me conti verbalmente, mas o sorriso, ui o sorriso, foi com malícia de cascavél (e não venham agora dizer "ah estás a ver, estás a dar razão ao senhor").

   Ok, ok! Há mulheres más. Admito que sim. Mas, surpresa, também há homens maus! E surpresa ainda maior, também há mulheres boas! Muito boas mesmo. Daquelas que vocês, homens, têm de mimar e mimar dia após dia e que vos amam incondicionalmente, às quais não precisam de abanar a cabeça e fazer vénias, que educam os filhos de forma exemplar, que cuidam de cada pormenorzinho com a dedicação e o empenho das tarefas mais importantes do mundo. Há mulheres mesmo muito boas. Que de vez em quando também sabem, e têm de, ser mazinhas, porque o mundo nem sempre foi bom para elas, porque vivemos muitos anos em segundo plano, porque não nos livramos da fama de termos sido criadas a partir de uma costela de um homem, porque temos de lutar o quintuplo para chegarmos onde vocês, homens, chegam com muita mais facilidade. Somos humanas, imagine-se! Tal como os homens! Temos o bom e o mau, tal como os homens. Exigimos e cedemos, tal como os homens. Somos capazes de nos fazermos notar como um todo e não pelo nosso rabo fofinho. Somos tal e qual como vocês: carregadinhas de defeitos e virtudes, impossíveis de generalizar, únicas.

   Por favor, não caiam no erro de nos generalizar. Acham mesmo que nós alguma vez acreditamos mesmo que os homens são todos iguais?

 

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