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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Dos reencontros que nos fazem bem

 

 

   Ontem reencontrei-me com alguns dos meus amigos de escola e nada me poderia ter sabido melhor! Perceber que, tantos anos passados, com tanta ausência e tantos silêncios, ainda conservamos uma certa cumplicidade que nos permitiu saltar de conversa em conversa e vaguear pelas mais diversas e felizes recordações.

   O sentimento geral era de "meu deus, estamos tão crescidos, tão adultos, tão cotas!". Afinal, das últimas vezes que partilhamos momentos, éramos jovens na força da idade, ansiosos pelo que aí vinha, cheios de sonhos e ilusões, com os nossos momentos de parvalheira absoluta, sem certezas algumas, a não ser a de que iriamos sugar "o tutano da vida" e "ser amigos para sempre". Ontem acreditamos no aqui e no agora, aprendemos a valorizar o passado e percebemos que o futuro não deve ser programado mas construído dia-a-dia. Ontem não fizemos qualquer promessa, mas fartamo-nos de rir dos momentos passados. Ontem percebemos que eramos muito bons juntos e que aquilo que vivemos acabará, inevitavelmente, por nos unir para sempre. Ontem percebi que ainda gosto muito daquelas pessoas e que vou gostar delas para o resto da minha vida. Afinal, foi com elas que cresci e foram elas que nunca deixaram de me fazer sorrir. Talvez precisamos mesmo daqueles anos de ausência e distância, para fazermos o mais importante dos crescimentos: o individual, que nos torna "nós". E hoje somos adultos que foram jovens juntos. Com tudo o que isso significa, que é tanto, que as vezes não nos apercebemos da sua importância.