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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Hoje, a rádio pediu-nos um sorriso

 

   E nós, portugueses, que temos a mania que somos os mais desgraçadinhos do mundo e arredores e que tudo o que há de mau nos acontece a nós e só a nós, parece que nem um sorrisinho abrimos, segundo nos conta a reportagem de um canal televisivo. Nada de admirar, portanto. Parecendo que não, isso de sorrir assim sem mais nem menos é coisa nova para nós. Onde já se viu estar na fila de trânsito matinal, a maldizer tudo e todos, semáforos e sinais incluídos, com o pensamento perdidos nas mil e uma maleitas e azares da vida, e assim do nada, toma lá um sorriso para o condutor do lado? É tudo muito bonito, mas é lá para os irmãos brasileiros que têm o samba no corpo e na alma e nós só temos o fado. E a saudade. E, com certeza, muita gente há-de ter saudades de sorrir.

   Só me apetece dizer, sóis uma tristeza de povo. Afinal, o que custa sorrir?

 

   Uma última palavra de bem-haja para esta iniciativa das rádios portuguesas.