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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Triste a solidão que é ignorada

   Uma idosa foi encontrada morta no seu apartamento, juntamente com o seu cão. O episódio não se tornaria notícia se a senhora não estivesse já morta há mais de 8 anos, sem que ninguém desse por isso, ou melhor, sem que ninguém desse pela ausência de uma vida humana.

   E eu só consigo achar isto vergonhoso e terrivelmente desumano, porque enquanto os nossos idosos continuarem a (sobre)viver sem serem notados, sem serem mimados, sem serem amados, então este é um país (mundo?) de m**** e nossos somos indignos do rótulo de humanos. Porque os humanos não se ignoram entre si. Os humanos cuidam-se, olham-se e sentem-se. Se alguém é capaz de estar 8 anos morta e ninguém dar pela sua falta, isso revolta-me até ao dedo mindinho e este não é, sem dúvida, o mundo cruel do qual me posso orgulhar de fazer parte.

   Há que mudar, há que cuidar, há que proteger os nossos sempre adoráveis velhinhos. Eles que já tanto viveram, eles que tem taaanttooo para nos dar, eles que já só esperam o dia do fim, mas que não esperam, certamente, que ele chegue envolto na solidão. Simplesmente, porque não o merecem.

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