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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

É a vida (que nós não escolhemos)

 

 

   Ao ver este filme lembrei-me das palavras de uma das minhas colegas de trabalho, que uma vez me disse que, caso não tivesse um irmão e caso lhe acontecesse alguma coisa a si e ao marido, gostaria de deixar a guarda do seu/sua filho/a a mim! Os motivos pelos quais o faria eram simples e bastante lisonjeadores. Na altura não consegui fazer mais nada para além de rir, já que visualizei a situação como totalmente impossível de se concretizar.

   A verdade é que assumir a responsabilidade pela educação de uma criança que não é (era) nossa quando uma criança (nossa) nunca fez parte dos nossos planos é talvez o maior desafio desta vida. Culpada me confesso, eu não seria capaz de o fazer, nem sequer me imagino a fazê-lo. E agora atirem-me novamente as pedras do egoísmo e blá blá blá que tu tens qualquer coisa muito mal resolvida no que respeita a crianças. Mas a verdade é só uma: é uma vida que nós não escolhemos, muitas vezes uma vida que nós escolhemos não ter, é uma responsabilidade infinita e imensa e é uma vida vivida na sombra dos pais biológicos da criança, que por não sermos nós, serão sempre melhores do que nós.