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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Our hopes and expectations

 

 

   Nos últimos tempos temos sido bombardeados, por todos os meios de comunicação, com notícias acerca do crescente aumento da taxa de desemprego, do número de inscritos nos centros de emprego e, e aqui a coisa toca-me pessoalmente, o aumento vergonhoso de jovens licenciados que não encontram trabalho, nomeadamente na sua área de formação.

   A primeira coisa que me apetece dizer sobre o assunto é: Para mim, chega! Chega de notícias deprimentes, de dados que já todos conhecemos e de especiais de informação a entrevistar jovens e mais jovens demasiado qualificados para este país. Se o objectivo é informar, guess what, já todos estamos perfeitamente informados e conscientes do "estado da nação". Pergunto-me mesmo se existirá alguém, principalmente algum jovem, que hoje acredite que as coisas serão fáceis para si. Há algum por aí? Ok, familiares de Belmiros e Jerónimos e semelhantes não contam. Se houver que se manifeste e aparece nessas televisões revelando-nos a sua fórmula milagrosa de optimismo.

   Na verdade, o que este excesso de informação nos provoca é um sentimento de desespero ainda maior. Hoje na rádio ouvi pelo menos umas 3 vezes alguém dizer que "2011 vai ser pior" e "as coisas estão piores do que se dizem". Agentes de informação, isto NÃO AJUDA! Isto deprime-nos, atira-nos lá para o fundinho do poço, rouba-nos o sorriso e põe-nos com pensamentos patológicos e fatalistas acerca do nosso futuro.

   Pessoalmente, prefiro virar a página, desligar a televisão ou o rádio. Simplesmente porque há dias em que não somos capazes de gerir de forma funcional toda a informação que nos chega e que é sempre tão má. Simplesmente porque há dias e dias e dias que se sucedem sem qualquer expectativa e até a esperança começa a falhar. Simplesmente porque a falta de oportunidades nos mata todos os dias um bocadinho mais e todos os dias deitamos a cabeça na almofada com a certeza de que deixamos tantos, mas tanto, por fazer. Simplesmente porque a nossa hora tarda demais em chegar e pessoas com convicções de ferro, só nos livros ou nos filmes.

   E não preciso de uma música de um qualquer grupo português que me (nos) abra os olhos. É por ter(mos) total consciência das coisas, sem floreados nem acrodes de guitarra, que elas se tornam tão difíceis.