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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Poliamor: uma nova forma de amar ou uma nova forma de infidelidade?

 

   Parece que há por aí um novo tipo de relacionamento, a que chamam Poliamor. Ora eu simplifiquei rapidamente a coisa e pensei com os meus botões: "uma forma pomposa de infidelidade", mas parece que me enganei. Dizem então os entendidos que o poliamor é um tipo de relação em que cada pessoa tem a liberdade de manter mais do que um relacionamento ao mesmo tempo. Espera! Afinal, é mesmo infidelidade. Não, não, continuam a dizer eles. Não segue a monogamia como modelo de felicidade, o que não implica, porém, a promiscuidade. Ah bom, sem promiscuidade, mas com múltiplos parceiros.  O Poliamor pressupõe uma total honestidade no seio da relação. Não se trata de enganar nem magoar ninguém. Tem como princípio que todas as pessoas envolvidas estão a par da situação e se sentem confortáveis com ela. Portanto, uma infidelidade reconhecida. Continuamos perto do conceito tradicional de infidelidade.

   O Poliamor aceita como facto evidente que todas as pessoas têm sentimentos em relação a outras que as rodeiam. E que isto não põe necessariamente em causa sentimentos ou relações anteriores. Aliás, o ciúme não tem lugar neste tipo de relação. Primeiro porque nenhuma relação está posta em causa pela mera existência de outra, mas sim pela sua própria capacidade de se manter ou não. Segundo, porque a principal causa do ciúme, a insegurança, é praticamente eliminada, já que a abertura é total. Não havendo consequências restritivas para um comportamento, deixa de haver razão para esconder seja o que for. Cada pessoa tem o domínio total da situação, e a liberdade para fazer escolhas a qualquer momento.

   É certo que todos nós temos sentimentos em relação a quem nos rodeiam. Podemos até amar várias pessoas: pais, irmãos, filhos...o que me faz uma certa comichão é partilhar aquele amor romântico, aquele que por ser único se torna inesquecível e uma das razões da nossa existência. Quando não somos capazes do amor romântico único, então não somos capazes de amar. Porque o amor, aquele dos coraçõezinhos e que nos faz o coração bater em ritmo acelerado, esse amor não vai em modernices de partilhas. Amar este e aquele e mais outro não é amar. É não saber amar, é fugir do amor ou não saber o que é o amor. Amar meia dúzia ao mesmo tempo é não amar ninguém. E pondo a questão de forma clara e transparente: gostar de ou gostar de estar com várias pessoas ao mesmo tempo é ser infiel. Existirá certamente muita gente feliz por aí, que de gigolos, Don Juans e respectivos títulos femininos passam a poliamorosos. Á primeira vista é bem mais bonito, mas no cerne do conceito estará uma só realidade: quem ama no plural, não pode nunca saber o que é o amor.

   Mas como dizem os entendidos:Cada pessoa tem o domínio total da situação, e a liberdade para fazer escolhas a qualquer momento. Eu escolho o amor no singular, o único que, para mim é realmente amor. Essas modernices para fuga ao compromisso não combinam com este sentimento.

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