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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Há que acabar com esse estigma

 

Emma Watson

 

   Essa ideia de que colocar alguém num lar de terceira idade é uma prova da falta de amor e um voto ao abandono, está completamente desactualizada. Os lares de terceira idade, os bons, aqueles que merecem mesmo esse nome, não são lugares frios e feios, onde os nossos velhinhos são maltratados e esquecidos. Se calhar, é essa a imagem que a comunicação nos faz chegar, já que lares ilegais ou onde os utentes são mal cuidados são sempre notícia, enquanto os bons, onde há sorrisos e sons, vivem lá no cantinho onde ninguém os vê.

   O problema não é e nunca será colocar um idoso num lar. O problema surge da forma como esse idoso é acompanhado pelos seus familiares enquanto lá está. Não é crime internar o nosso pai, a nossa mãe, o nosso avô, num lar. Crime é esquecê-lo lá. Crime é querer despachá-lo. Crime é vê-los como empecilhos. E crime é também tê-los em casa e fazê-los passar 10h por dia sozinhos. Crime é tê-los em casa e fazê-los sentir como um empecilho em jeito de obrigação moral por laços de sangue. Crime é tê-los por perto e desejá-los bem longe, enquanto os agredimos diariamente com lamentações.

   Um bom lar da terceira idade ajuda os nossos idosos a viverem. Chega mesmo a dar-lhes vida, quando tudo parece caminhar apenas para um fim. Um bom lar estimula-os, cuida-os, socializa-os, anima-os, ouve-os, enquanto a vida não nos permite estar lá para eles. E ao final do dia, há sempre tempo para uma visita, um abraço, um miminho e um amor. Há e tem sempre de haver tempo para lhes mostrar que não estão sozinhos, que nós continuamos cá para e por eles. E esta é uma forma de retribuir tudo o que por nós fizeram tão nobre como qualquer outra.

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