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1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

1001 pequenos nadas...

...que são tudo, ou apenas esboços da essência de uma vida entre as gentes e as coisas, captados pelo olhar e pela mente livre, curiosa e contemplativa. Por tudo isto e tudo o resto: É PROIBIDA A ENTRADA A QUEM NÃO ANDAR ESPANTADO DE EXISTIR

Hoje é dia...

 

 

   De fechar uma porta. O meu último dia de trabalho no local que me acolheu nos últimos 2 anos e meio e, verdade seja dita, o único que até hoje me deu uma oportunidade.

   Não saio triste, nem lamento a minha saída. Não é segredo que nunca gostei do que fazia e que um dos meus maiores objectivos era sair dali, fosse para onde fosse. A questão é que, no momento da verdade, quando o relógio chegar perto das 19h, o meu coração vai vacilar um bocadinho. Não pelo trabalho que deixo, mas pelo que ali deixo, nomeadamente algumas pessoas, entre as quais a minha "chefa", que comigo nunca falhou e com quem mantinha uma relação que nunca foi de patrão-empregado, mas de partilha e proximidade. No momento em que lhe comuniquei a minha decisão, transmitiu-me toda a força do mundo, mas ao mesmo tempo demonstrou a sua tristeza pela minha partida, afinal já fazia parte da casa, o que para mim, só pode ser um motivo de orgulho.

   E depois há os meus meninos, que só hoje saberão da minha saída e que, acredito sem qualquer sentimento de superioridade, irão sentir a minha falta. E é por eles que mais sentirei a minha saída. Pela relação pura que criamos e que demorará muito tempo a criar com outra pessoa que me poderá substituir.

   Mas a escolha está feita e é a única possível. Nunca poderia continuar num local onde faço algo que me frustra diariamente, onde faço algo só pelo dinheiro e de onde saio sempre irritada e insatisfeita.

   Hoje fecho uma porta. Mas não a fecho à chave. Não a fecho eu, nem a fecham eles. Nada nesta vida é definitivo e a minha passagem por ali foi isso mesmo, uma passagem e, nesta vida, nunca sabemos quantas vezes passaremos pelos mesmos locais.

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